domingo, 30 de setembro de 2007

As verdadeiras causas dos acidentes (11)

Expresso
29 de Setembro 2007

Manobras perigosas apanhadas em flagrante


(clique na imagem para ampliar)


A Brisa iniciou neste mês a colocação, em quatro das suas auto-estradas, de um dispositvo que permite detectar, automaticamente, a existência de manobras perigosas. "AVISAR" é o nome do programa, desenvolvido em parceria com o Laboratório de Robótica da Universidade de Coimbra. A concessionária considera o projecto “inovador na Europa”. Os sinais de alerta serão emitidos após as câmaras de vídeo identificarem diversas anomalias

Para já são apenas 10 câmaras - distribuídas pela A2, A3, A6 e A14 - a receberem o dispositivo que permite a detecção de intrusos. Mas se tudo correr bem - no final do ano serão avaliados os resultados -, em 2008 toda rede da Brisa, que tem 550 câmaras, estará abrangido. O Sistema de Segurança e Telemática Rodoviária integra ainda 176 painéis de mensagem variável, 1100 postos SOS, 53 estações meteorológicas, 1100 postos SOS e 226 câmaras de barreira de portagem, entre outros equipamentos.

Da rede Brisa fazem parte as seguintes auto-estradas: A1 (Lisboa/Porto); A2 (AE do Sul); A3 (AE Porto/Valença); A4 (AE Porto/Amarante); A5 (AE de Cascais); A6 (AE Marateca/Caia); A9 (CREL); A10 (AE Arruda/Carregado/IC13); A12 (AE Setúbal/Montijo); A13 (AE Almeirim/Marateca); A14 (AE Figueira da Foz/Coimbra).

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PERGUNTAS E RESPOSTAS

Que situações são detectadas pelo dispositivo?

Veículos em contra-mão, viaturas em marcha lenta ou paradas, congestionamentos, existência de objectos ou de animais nas vias.

Há alguma possibilidade de o próprio condutor ser alertado?

No futuro, caso o sistema evolua segundo as previsões dos seus responsáveis, para as viaturas que possuam GPS, será possível emitir um alerta para quem circula na zona. Mas é uma solução que só poderá ser viabilizada mediante acordos com marcas de automóveis.

É possível, um dia, haver uma informação por telemóvel?

Está em estudo o envio de sms de alerta, mas apenas para telemóveis equipados com sistema de geo-referenciação (para os veículos em determinada zona). No entanto, este é um cenário longe de estar traçado.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Uma loucura do Bruno Nogueira no túnel do Campo Grande

Comissão de Avaliação do Sistema de Controlo de Velocidade e Vigilância de Tráfego de Lisboa

Despacho de nomeação:





CONSIDERANDO QUE:

Já se encontram em pleno funcionamento na cidade de Lisboa, desde o passado dia 16 de Julho, os 21 radares que compõem o Sistema de Controlo de Velocidade e Vigilância de Tráfego;

A sua localização em diversos locais da cidade tem por objectivo alertar os condutores para o facto de circularem em velocidade excessiva, facultando-lhes a possibilidade de a corrigirem, em tempo útil, para os limites legais em vigor;

O Sistema tem como objectivos primordiais a monitorização do tráfego automóvel na rede viária principal da Cidade, a uniformização da velocidade dos veículos na rede, a atenuação da acumulação intempestiva de veículos e a redução da sinistralidade resultante da velocidade excessiva, promovendo e segurança, não só dos automobilistas como também dos peões, tendo-se tomado numa medida concreta para a acalmia do tráfego;

As funções implementadas permitem obter, através da monitorização do tráfego, a medida continua da velocidade por via, a determinação permanente da intensidade do tráfego (veículos/hora), a caracterização do tipo de veículo e o envio dos dados, em tempo real e permanente, ao Centro de Controlo de Tráfego de Lisboa (CCTL);

As 14 câmaras instaladas permitem a visualização das condições de circulação e dos incidentes de tráfego através de rede própria CCTV, permite o envio das imagens em tempo real, ao CCTL;
Os 26 painéis de mensasens variáveis (PMV’s), 21 de informação de velocidade excessiva e 5 de informação, pemitem a afixação de Informações de tráfego (incidentes/condicionamentos/alternativas], a Informação local de detecção de velocidade excessiva (informação nos 200 a 300 metros antes do Radar), com a determinação exacta da velocidade de cada veículo, a identificação do veículo com velocidade excessiva, a encriptação automática e inviolável dos dados recolhidos e a comunicação, em tempo real, à Polícia Municipal;

Decorridos cerca de dois meses sobre a sua entrada em funcionamento importa agora aferir os reais resultados da implementação do sistema;

Considerando as atribuições do município definidas no artigo 13º da Lei n° 159/99, de 14 de Setembro;

Nomeio a seguinte comissão para avaliação do Sistema de Controlo de Velocidade e Vigilância de Tráfego de Lisboa:

- Vereador Marcos Perestrello, que coordena
- Vereador Manuel João Ramos
- Arq. Fernando Pedro Moutinho, Director Municipal da Protecção Civil, Segurança e Tráfego
- Subintendente André Gomes, comandante da Polícia Municipal
- Subcomissário Gancho, Divisão de Trânsito da Polícia de Segurança Pública
- Engº Paulo Marques Augusto, Presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária
- Dr. Carlos Barbosa, Presidente do Automóvel Club de Portugal,
- Prof. Maranha das Neves, Centro Rodoviário Português (CRP)
- Dr. Fernando Penim Redondo

Lisboa, 13 de Setembro de 2007
O Vereador, Marcos Perestrello

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A Comissão tem a sua primeira reunião no próximo dia 2 de Outubro.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Moção para alterar limite de velocidade

Correio da Manhã
27 de Setembro de 2007


Manuel João Ramos, presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M) e vereador da Câmara de Lisboa, apresentou ontem uma moção a exigir a suspensão da alteração de 50 Km/h para 80 km/h do limite máximo de velocidade na Avenida Marechal Spínola.

Além da moção, apresentada durante a reunião da câmara de ontem, a ACA-M pediu ainda a suspensão da mesma medida ao presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR). “Trata-se de uma decisão que vai aumentar a sinistralidade rodoviária na zona”, disse ao CM Manuel João Ramos. “As estatísticas apontam que nas zonas de Lisboa onde os radares foram instalados a sinistralidade baixou 78%”, adiantou o presidente da ACA-M.

Anteontem, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou um lote de medidas de acalmia do tráfego para as zonas com mais acidentes. “O aumento da velocidade máxima na Avenida Marechal Spínola será um contra-senso”, referiu Manuel João Ramos. Até ter acesso aos fundamentos da decisão da ANSR, e a análise das mesmas por uma comissão técnica, a ACA-M exige que tudo se mantenha igual na Avenida Marechal Spínola.

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A posição da ACAM é inqualificável. Quem é que esta Associação realmente representa quando toma posições claramente contrárias à generalidade dos cidadãos ?

Lisboa: Número de mortes em acidentes de viação na cidade baixou em 2006

Lusa
9 de Julho de 2007


Lisboa, 09 Jul (Lusa) - A presidente da Comissão Administrativa da Câmara de Lisboa, Marina Ferreira, anunciou hoje que o número de vítimas mortais em acidentes de viação na cidade baixou de 49, em 2005, para 22, no ano passado.

Numa conferência de imprensa nos Paços do Concelho, Marina Ferreira manifestou-se convicta de que os radares, que começam a funcionar em pleno na próxima segunda-feira, dia 16, vão contribuir para baixar ainda mais os números da sinistralidade.

"Este sistema, do ponto de vista experimental, mostra já uma redução da sinistralidade. Estamos convictos que estes números serão ainda mais significativos quando estiver a funcionar em termos sancionatórios", afirmou.

Marina Ferreira alertou que a partir de segunda-feira os automobilistas que excederem os limites de velocidade serão sujeitos a contra-ordenação.

Ao anunciar a decisão definitiva da Comissão Nacional de Protecção de Dados sobre o funcionamento dos radares, a presidente da Comissão Administrativa manifestou-se satisfeita, sublinhando que se empenhou pessoalmente neste projecto, que vê concretizado ainda durante a sua permanência na câmara.

Os radares são reactivados a partir de hoje, em regime de prevenção, com flash, para que os condutores não sejam apanhados desprevenidos.

Marina Ferreira justificou o atraso na entrada dos radares em pleno funcionamento com o parecer definitivo da Comissão Nacional de Protecção de Dados, que recebeu sexta-feira.

"Sou jurista de formação e por isso sou muito sensível às questões de salvaguarda da privacidade", disse, acrescentando que os radares permitem evitar acidentes.

"O facto de haver apenas um voto desfavorável, mostra a sensibilidade da comissão ao nosso parecer", disse.

No total, são 21 radares colocados em vias municipais, não estando abrangido o Eixo Norte-Sul por estar sob alçada da Estradas de Portugal, explicou.

Os radares estão colocados na Segunda Circular, nas avenidas das Descobertas, da Índia, Cidade do Porto, Brasília, de Ceuta, Infante D. Henrique, Estados Unidos da América, Marechal Gomes da Costa e Gago Coutinho e nos túneis do Campo Grande, do Marquês de Pombal, e da Avenida João XXI, bem como na Radial de Benfica.

No ano passado, registaram-se 2.502 acidentes com vítimas na cidade, contra 2.646 em 2005, segundo dados hoje divulgados.

Os acidentes ocorridos no ano passado na cidade causaram 22 mortos, 289 feridos graves e 2.872 ligeiros.

No distrito, estes números elevam-se a 102 mortos, 678 feridos graves e 8.435 ligeiros.

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A Dra. Marina, que criou este imbróglio dos radares devia explicar o seguinte:

- Se estava a obter tão bons resultados na redução do número de vítimas, sem os famigerados radares, porque não tentou perceber as razões desse abaixamento e continuar por esse caminho que estava a dar frutos ?

- As vítimas mortais foram 22 em 2006. Uma parte dessas 22 vítimas mortais não resultou de excessos de velocidade e a maior parte dos radares não se encontra sequer nos locais de maior incidência de acidentes.
É legítimo concluir que os 21 radares só muito remotamente evitarão qualquer vítima mortal.

Assim sendo, acha mesmo que se justifica obrigar os lisboetas a pagar, através das multas, os milhões de euros que os radares custaram mais os vencimentos dos polícias municipais que processam as coimas e ainda os honorários dos técnicos e advogados que se verão envolvidos nas numerosas impugnações judiciais ?

Infelizmente reina a impunidade nos mandatos políticos.

Tesourinhos do Absurdo Rodoviário (3)

Público
27 de Stembro 2007


Acam contra subida para 80km/h na Marechal Spínola


A Associação de Cidadãos Automobilizados (Acam) apelou em requerimento ao presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Paulo Marques, para a suspensão imediata da recente alteração do limite máximo de velocidade na Avenida Marechal Spínola, de 50km/h para 80km/h.
No texto do requerimento, a que o PÚBLICO teve acesso, esta associação expressa a sua indignação pelo facto de a ANSR ter autorizado, a pedido da Câmara Municipal de Lisboa (CML), o recalibramento dos radares colocados naquela via (vulgarmente conhecida como o prolongamento da Avenida dos EUA), sem que tenham sido disponibilizados ao público "os eventuais estudos técnicos que terão fundamentado" essa mudança.
"Esta decisão deixa-nos perplexos", lê-se no comunicado da Acam, na medida em que, antes da alteração do limite de velocidade, "a CML não tomou quaisquer medidas de salvaguarda dos peões que pretendem ir de Chelas ao Feira Nova". A associação reclama o facto de não ter sido colocado qualquer aviso, passagem aérea ou alternativa de circulação pedonal, e "em plena semana da mobilidade". A Acam alega que desde que os radares foram colocados na Marechal Spínola a sinistralidade grave baixou 78 por cento, dados que Rui Zink, membro daquela associação, garantiu, em conversa com o PÚBLICO, serem oficiais.
Para a Acam, estes são "números que comprovam que os radares podem chatear um bocadinho, mas salvam vidas" e, para além disso, diz ainda, "ninguém morre de chatice".
Por outro lado, a associação diz saber que a Marechal Spínola, assim como outras vias rápidas de Lisboa, "foram concebidas de raiz para que os automóveis circulem a 80km/h e não a 50km/h", mas lembra também que os terrenos em que se situam estão a ser urbanizados, com casas, escolas e hospitais. Uma das questões que a Acam coloca é o porquê da "celeridade em aumentar velocidades em vias que foram evidentemente concebidas para uma velocidade máxima de 80km, se há anos as muitas ruas de Lisboa que foram concebidas para uma circulação não superior a 30km/h não baixam o limite de velocidade de 50km". A associação considera, por isso, "essencial que a ANSR disponibilize ao público a fundamentação técnica que levou este organismo a autorizar" esta alteração.

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A posição da ACAM é inqualificável. Quem é que esta Associação realmente representa quando toma posições claramente contrárias à generalidade dos cidadãos ?

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Resolvido o problema dos burros, para quando tratar dos...elefantes ?

Público
14 de Agosto 2007





Assim se prova que mesmo quando se trata de burros é possível recorrer à imaginação para não cair na "solução única" da redução da velocidade de circulação. (clique na imagem abaixo para ler o texto)




Governo cede à CML e autoriza 80 km/hora

Diário de Notícias
26 de Setembro 2007



A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) deu o dito por não dito em relação à velocidade máxima de circulação na Avenida Marechal Spínola (o prolongamento da Avenida dos Estados Unidos da América) , em Lisboa, e aprovou o aumento da velocidade de 50 para 80 km/h, sem que se conheçam os critérios dessa decisão.

Há três meses, quando da entrada em vigor do sistema de radares em Lisboa, o organismo que veio substituir a Direcção-Geral de Viação no âmbito da reforma administrativa do Estado tinha recusado a pretensão da Câmara Municipal de Lisboa, de permitir a velocidade de circulação de 80 km/h naquele troço do bairro de Chelas. "Foi o único pedido recusado em definitivo", explicou ao DN uma fonte municipal que acompanhou o processo de instalação do sistema de radares na cidade.

A colocação dos 21 radares em várias artérias de Lisboa teve por base um estudo prévio feito pelo departamento municipal de tráfego, suportado pelos indicadores da sinistralidade rodoviária fornecidos pela Direcção-Geral de Viação e pela Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa.
Nesse estudo municipal, apenas em três locais seria permitida uma velocidade máxima de circulação de 80 km/hora: na Radial de Benfica, na Segunda Circular e na Avenida Marechal Spínola.

O facto de a velocidade proposta ser superior à velocidade limite de circulação dentro das localidade (50 km/h), levou inicialmente a ANSR a recusar os 80 km/h propostos pela câmara para aqueles três locais. No entanto, e de acordo com a mesma fonte, "ainda antes dos radares entrarem em funcionamento, a ANSR aprovou os 80km/h na Radial de Benfica e na Segunda Circular, mas o mesmo não aconteceu na Avenida Marechal Spínola, onde se manteve a recusa", alegadamente porque se tratava de zona semi-residencial.

Perplexidade da ACA-M

A mudança de opinião da Autoridade Rodoviária causou perplexidade à Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M) que exige conhecer a fundamentação técnica da autorização do aumento de velocidade numa rua onde o critério para a instalação dos radares fora o elevado índice de atropelamentos.

"O que mudou naquela via?", questiona a associação, responsabilizando a CML por não ter tomado nenhuma medida de salvaguarda dos peões antes de permitir o aumento da velocidade. "Não houve avisos, não se construíram passagens aéreas e não se encontraram alternativas de circulação pedonal", reforça a ACA-M. Sublinhando não ignorar que aquela via foi concebida de raiz para que os automóveis circulem a 80 km/hora, embora o seu traçado se desenvolva em perímetro urbano, a ACA-M pergunta porque motivo não existe tanta celeridade em reduzir a velocidade noutras ruas de Lisboa, concebidas para uma circulação não superior a 30 km/hora.


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A posição da ACAM é inqualificável. Quem é que esta Associação realmente representa quando toma posições claramente contrárias à generalidade dos cidadãos ?

Original prevenção dos acidentes

Diário de Notícias
26 de Setembro 2007


Imposto petrolífero volta a aumentar em 2008


O Ministério das Finanças vai aplicar o aumento do imposto petrolífero de 2,5 cêntimos por litro no próximo ano. Este é a terceira das subidas extraordinárias do ISP previstas nas medidas de consolidação orçamental aprovadas em 2005, ainda pelo anterior ministro, Campos e Cunha. Apesar da recente escalada do petróleo e da boa execução das receitas fiscais este ano, "o previsto no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) será cumprido", afirmou ao DN fonte oficial do Ministério das Finanças, questionada sobre uma eventual mudança de política a partir de 2008. A mesma fonte não descarta que possa ser concretizada este ano a segunda fase do aumento do imposto, correspondente à inflação e que está prevista no Orçamento de Estado para 2007. No entanto, o mais provável é que as Finanças abdiquem deste medida, tal como sucedeu no ano passado. Estas subidas extraordinárias terminam em 2008, quando deverá ser atingida a meta de um défice público de 2,4% do PIB, já reafirmada pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos. No próximo ano, a receita adicional deverá ser superior a 200 milhões de euros, com base na previsão de consumo deste ano. No entanto, as estimativas de cobrança têm saído frustradas, em parte porque há um recuo nas vendas. Por outro lado, e a implantação gradual dos biocombustíveis representa uma despesa fiscal significativa.Desde 2006 até 2008, o imposto petrolífero sofrerá um agravamento de 7,5 cêntimos por litro (14 escudos), o que representa uma subida de 14% na gasolina e de quase 24% no gasóleo. O forte aumento de imposto coincidiu com um período de alta dos combustíveis por causa da subida do preço do petróleo, o que levou à quebra significativa no consumo, com destaque para a gasolina cuja procura caiu 13% entre 2004 e 2006, segundo dados da Direcção-geral de Energia. O gasóleo baixou mais de 3%. Este ano, a gasolina deverá registar nova perda de 4%, enquanto que o diesel dá sinais de ligeira retoma.A nova subida do imposto petrolífero vai colocar Portugal no topo dos países da Europa com mais impostos sobre os combustíveis. Em Junho, Portugal, 60% do preço final da gasolina era imposto, uma das percentagens mais altas da Europa e acima da média da UE. Já no gasóleo nacional, a fiscalidade pesa 51%, abaixo da média da UE a 15. O maior problema é, no entanto, a grande assimetria fiscal com Espanha que faz com que o abastecimento de combustíveis do outro lado da fronteira ganhe expressão, com prejuízos para o Estado, que perde imposto, para as petrolíferas e para os revendedores, que vendem menos. Em Junho, o diesel espanhol pagava menos 10 cêntimos por litro de imposto, mas a grande diferença é na gasolina e chegava aos 26 cêntimos por litro.

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Continua a perseguição aos automobilistas que, para além de ser tratados como irresponsáveis que merecem limites de velocidade absurdos, têm que suportar uma carga fiscal enorme.
Será que o objectivo é reduzir os carros em circulação para, dessa forma, reduzir os acidentes.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

As verdadeiras causas dos acidentes (10)

Público
25 de Setembro 2007

Auto-estradas Brisa introduz sistema de vigilância de manobras perigosas


A repetição de casos de veículos que circulam em contramão, com os inerentes riscos para todos os utentes, levou a Brisa a desenvolver um novo sistema informático de vigilância, que começou a instalar este mês, com 10 câmaras em quatro das mais movimentadas auto-estradas do país. O sistema, designado Avisar, está a ser desenvolvido em parceria com o Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Universidade de Coimbra e, se tudo decorrer como previsto, será alargado a todas as 550 câmaras da rede de auto-estradas da Brisa até final de 2008.Os problemas de circulação em contramão, por desconhecimento ou simples distracção, vão-se repetindo com crescente frequência nas auto-estradas e vias rápidas portuguesas. Um dos últimos casos deu-se no dia 29 de Agosto, quando um idoso de 74 anos foi detido pela Brigada de Trânsito depois de ter andado cerca de 12 quilómetros em contramão, com as luzes de emergência ligadas, na nova Ponte da Lezíria e no viaduto que lhe dá acesso a partir do Carregado. A situação não originou qualquer acidente e foi detectada pelo sistema Avisar, instalado naquela área como experiência-piloto. Terá sido já o segundo caso do género nesta ponte inaugurada no início de Julho, depois de outra ocorrência registada a 4 de Agosto. O projecto envolve a instalação de um processador nas câmaras de vigilância, que envia informações sobre movimentos irregulares para o Centro de Coordenação Operacional da Brisa. A partir daqui serão dados os alertas e tomadas as medidas necessárias quando for detectada qualquer anomalia.O gabinete de comunicação da empresa adiantou ao PÚBLICO que o sistema começará a funcionar ainda este mês nas auto-estradas do Sul (A2), Porto, Valença (A3), Marateca-Caia (A6) e Figueira da Foz-Coimbra (A14)."Até final do ano será realizada uma avaliação dos resultados, testando-se a integração da tecnologia junto do Centro de Coordenação Operacional", acrescenta a Brisa.

Passaram dois meses

Passaram dois meses desde o arranque da nossa Petição que conta agora mais de 10.300 assinaturas. O ponto da situação é o seguinte:

- O autor da Petição foi recebido pelo vice-presidente da CML, Marcos Perestrello, no dia 13 de Setembro.
- O limite de velocidade na Av. Marechal Spínola (prolongamento da Av. dos Estados Unidos da América) passou de 50 para 80 km/h. Segundo parece tal só agora aconteceu, embora a CML fosse favorável, porque a ANSR só agora deu o seu acordo.
- O ACP entregou à CML um estudo técnico que conclui pela necessidade de uma ampla revisão dos locais e limites dos radares em Lisboa. Esse estudo conterá também propostas concretas sobre locais e tipologias dos controles a implantar.
- Foi anunciada na imprensa uma "Comissão de Avaliação do Sistema de Controlo de Velocidade e Vigilância do Tráfego em Lisboa" cujos trabalhos, tanto quanto se sabe, ainda não se iniciaram.
- Não há sinais de abrandamento ou suspensão das multas durante a fase de reavaliação dos radares que está a decorrer. Também não se sabe que procedimento será adoptado relativamente aos automobilistas multados na Av. Marechal Spínola, agora que se sabe que o limite imposto desde 16 de Julho era inadequado.

50 a meter água


Não é só cá que os 50 km/h metem água...
A fotografia foi feita em Nasia no Ghana.

sábado, 22 de setembro de 2007

Aumento de velocidade não perdoa multas

Diário de Notícias
22 Setembro 2007



A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) aumentou o limite de velocidade para o prolon- gamento da Avenida dos Estados Unidos da América, no sentido de Chelas, de 50 para 80. Os radares foram calibrados às 00.00 do dia 20 e a sinalização vertical alterada ontem, mas quem foi multado até quinta-feira, por ter excedido os 50 km/h, terá que pagar a multa. "Não há perdão. Os autos foram levantados e terão de ser pagos. A não ser que os condutores recorram e a ANSR aceite a sua fundamentação. Até àquela altura, havia um limite que tinha que ser cumprido", explicou ao DN fonte camarária.
As multas variam entre os 60 e os 2500 euros, consoante a infracção.Até agora, e em pouco mais de dois meses, a ANSR já aprovou três aumentos de limite de velocidade, de 50 para 80 km/h, para os radares instalados na Segunda Circular, Radial de Benfica e agora para o prolongamento da Avenida dos Estados Unidos da América. Os pedidos foram feitos ainda pelo anterior executivo camarário com o argumento de que, afinal, aquelas vias reúnem condições para se poder circular a uma velocidade mais elevada. "A fundamentação da autarquia teve por base o facto de as vias reunirem todas as condições para circularem a mais de 50 km/h e na sequência de algumas petições entregues nesse sentido", referiu a fonte. No entanto, não há qualquer explicação para o facto de a primeira opção ter sido a de 50 km/h para todas as artérias, a não ser "o limite definido no Código da Estrada", argumentou.

O executivo de António Costa não avançou com novos pedidos de aumento de velocidade. A comissão que integra elementos da Câmara de Lisboa e outras entidades da sociedade civil, como o Automóvel Clube de Portugal (ACP), criada especificamente para analisar a circulação e o trânsito em Lisboa, irá analisar a situação. "É uma das muitas questões que estarão em cima da mesa", confirmou fonte ligada ao executivo. A instalação de mais radares na capital também será discutida. De acordo com dados fornecidos pela Polícia Municipal, as artérias onde se circula agora com a velocidade mais elevada foram também das que registaram infracções mais graves, com condutores a atingirem entre os 160 e os 200 km/h. "Aconteceu, por exemplo, na Radial de Benfica, que é o ponto mais problemático, sobretudo à noite", explicou ao DN o comissário Lopes Rodrigues, segundo-comandante da polícia municipal. Desde 16 de Julho, data em que começaram a funcionar os radares, até 6 deste mês, registaram-se 92 772 infracções. Só mais de 28 mil, embora leves, foram identificadas no Túnel do Marquês. As avenidas da Índia e Infante D. Henrique também são zonas problemáticas.

Auditoria quer 2ª Circular a 50 km/h

Expresso
22 Setembro 2007



Um relatório de peritagem coordenado pelo Observatório de Segurança de Estradas e Cidades (OSEC) - constituído por representantes das forças de segurança, engenheiros e juristas - defende que a Segunda Circular só é segura para os condutores a uma velocidade máxima de 50/60 quilómetros por hora.

Para a OSEC, a redução da velocidade de circulação é uma das “acções urgentes a executar” pelo município antes de o Inverno começar. É em situações de piso molhado que sucede a maior parte dos acidentes.

O levantamento técnico avaliou as condições do pavimento, identificou locais de hidroplanagem, nós de entrada e saída, entre outros. Foram verificadas “várias situações que colocam em perigo a vida dos utentes” desta via “relacionados com vários defeitos de construção e de manutenção”, alerta o documento.

A auditoria, a que o Expresso teve acesso, sugere o aumento do número de radares de forma a garantir a constância da velocidade, enquanto não forem eliminados os perigos identificados. “Muitos acidentes sucedem por causa destes defeitos na via”, sublinha Nuno Salpico, juiz, dirigente do OSEC.

Na Câmara de Lisboa, o vice-presidente Marcos Perestrelo pediu aos serviços da câmara um levantamento completo, até ao fim do mês. “A partir daí vamos planear as intervenções de melhoria”, afiança este responsável. Antes do Inverno “é possível tomar algumas medidas”, assegura, embora não se queira pronunciar sobre a velocidade. “O relatório da câmara definirá o mais urgente”, justifica.

ACP quer ocultar a localização dos radares e substituir alguns por temporizadores

Público
22 Setembro 2007



O presidente do ACP quer acabar com os "estrangulamentos de trânsito por causa dos radares" e critica a falta de "critério" na sua colocação
O Automóvel Clube de Portugal (ACP), cujo presidente tem vindo a criticar a instalação em Lisboa de 21 radares de controlo de velocidade, propõe que se substituam alguns destes equipamentos por temporizadores e se disseminem caixas nas artérias onde há radares para que os automobilistas não percebam onde é que estes estão colocados.Num estudo entregue esta semana à Câmara de Lisboa, o ACP propõe que os radares instalados nas Avenidas Brasília e da Índia sejam substituídos por semáforos que passem a vermelho quando for excedida a velocidade máxima permitida no local. O objectivo, explica o presidente daquela entidade, enquanto aponta a Avenida 24 de Julho como um exemplo bem sucedido da instalação de temporizadores, é promover uma maior mobilidade. O estudo sugere também a colocação de várias caixas nalgumas das artérias onde foram instalados os radares, para que os condutores não percebam o local exacto onde eles estão, sendo levados a manter uma velocidade constante. "A Avenida da Índia faz filas permanentemente até Alcântara devido ao radar colocado em frente ao Centro Cultural de Belém, enquanto a Avenida Brasília faz permanentemente filas até ao Estádio Nacional por causa do sinal em frente às antigas cancelas de Belém", justifica Carlos Barbosa. O presidente do ACP defende ainda que a Segunda Circular deve ter mais radares à velocidade de 80 km/h, porque isso vai manter os automobilistas todos à mesma velocidade e permitir uma maior fluidez de trânsito e menos engarrafamentos. "O que o estudo do ACP pretende essencialmente é mobilidade em Lisboa, com segurança, e que não haja estrangulamento de trânsito por causa dos radares", resume Carlos Barbosa, argumentando que os radares foram colocados "sem critério, não foram pedidos estudos à Prevenção Rodoviária, à Direcção-Geral de Viação e à PSP". O presidente do ACP considera que entre os 21 radares instalados pela Câmara de Lisboa há vários que "não fazem sentido", como o do Campo Pequeno e os da Avenida de Ceuta, e acrescenta que o equipamento colocado no Túnel do Marquês está mal localizado. Segundo Carlos Barbosa, o vice-presidente da autarquia e vereador da Mobilidade, Marcos Perestrello, nomeou uma comissão para estudar a questão dos radares, da qual o ACP faz parte, que deverá começar as reuniões na próxima semana. Lusa O limite de velocidade na Marechal Spínola (prolongamento da Avenida dos EUA), onde a câmara de Lisboa instalou dois dos 21 radares de controlo de velocidade em funcionamento desde meados de Julho, foi ontem alterado de 50 para 80 quilómetros por hora. Esta alteração da calibragem dos radares colocados na Avenida Marechal Spínola foi feita, segundo o comandante da Polícia Municipal de Lisboa, logo após a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária ter autorizado a medida.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Lisboa: Radares da Av. Marechal Spínola «sobem» para 80 km/h

Diário Digital
21 de Setembro 2007





O limite de velocidade no prolongamento da Avenida Estados Unidos da América, onde existem radares, foi alterado de 50 para 80 quilómetros por hora, desde as 00:00 de hoje, disse à Lusa o comandante da Polícia Municipal.
O responsável policial adiantou que «os radares colocados nesta artéria [Avenida Marechal Spínola], ficaram calibrados para os 80 quilómetros/hora de imediato», após autorização da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.
A imposição de limite máximo de 50 quilómetros/hora nesta via tem sido criticada, existindo uma petição disponível na Internet que solicitou a alteração da velocidade em algumas vias para 80 quilómetros/hora, que já reuniu mais de 10.000 assinaturas.

(oiça AQUI as declarações de António Costa à TSF)

ACP sugere à CML substituição de radares por temporizadores

Agência Financeira
20 de Setembro 2007



A substituição de alguns radares por temporizadores e a colocação de caixas para iludir o local onde está o dispositivo são algumas propostas de um estudo do Automóvel Clube de Portugal (ACP) entregue à Câmara de Lisboa.
Desde a instalação dos 21 radares de controlo de velocidade na cidade, o ACP tem criticado a medida, nomeadamente por falta de estudos, tendo por isso desenvolvido este trabalho, que entregou na terça-feira à autarquia da capital, diz a «Lusa».

«Temos várias propostas que alguns radares sejam retirados e substituídos por temporizadores (semáforos que passam a vermelho quando é excedida a velocidade máxima permitida), nomeadamente na Avenida Brasília e na Avenida da Índia», disse esta quinta-feira o presidente do ACP, Carlos Barbosa.

Exemplo dos bons resultados alcançados com o sistema dos temporizadores é a Avenida 24 de Julhol onde «nunca mais houve acidentes ou atropelamentos», disse.

O objectivo é uma maior «mobilidade» e uma «margem segura» naquelas vias, adiantou o responsável, sublinhando que o estudo foi baseado «nos acidentes que houve em Lisboa versus locais dos radares e versus mobilidade».

O estudo sugere também a colocação de várias caixas para que não se perceba onde estão localizados os radares e assim os condutores são levados a manter a mesma velocidade nas vias, disse Carlos Barbosa, dando como exemplo a Segunda Circular.

A Segunda Circular deve ter mais radares à velocidade de 80 quilómetros/hora, porque isso vai manter os automobilistas todos à mesma velocidade e permitir uma maior fluidez de trânsito e menos engarrafamentos, defendeu.

«A Avenida da Índia faz filas permanentemente até Alcântara devido ao radar colocado em frente ao Centro Cultural de Belém, enquanto a Avenida Brasília faz permanentemente filas até ao Estádio Nacional por causa do sinal em frente às antigas cancelas de Belém», justificou.

Sobre a colocação dos radares nos túneis, Carlos Barbosa considera que o do Campo Pequeno «não faz sentido» e que o do Túnel do Marquês está mal localizado.

«Há um determinado número de radares que não fazem sentido», frisou.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Primeira correcção dos radares ?!!


Hoje passei duas vezes no prolongamento da Av. dos Estados Unidos da América, uma em cada sentido. Constatei que os radares apresentam no placard informativo o número 80.
Tudo leva a crer que neste caso particular as queixas dos utentes que se manifestaram de várias formas, incluindo a nossa Petição, foram finalmente atendidas. Em boa hora !

Que país é este ?

A administração do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, abdicou do direito de comprar carros de serviço, como forma de viabilizar a aquisição de novos equipamentos para o bloco operatório de neurocirurgia.
A opção dos cinco membros da Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM), que integra o Hospital Pedro Hispano, permitiu dotar aquela unidade de saúde com equipamentos que já estavam disponíveis noutros hospitais mas aqui faziam falta por minimizarem riscos nas intervenções de neurocirurgia.
Assim, em vez dos cinco carros para os administradores (que optaram por utilizar as suas próprias viaturas), no valor de €35 mil cada, o serviço de neurocirurgia do Hospital Pedro Hispano passa a ter um microscópio novo, um sistema de neuronavegação e uma broca cirúrgica de precisão, equipamentos que permitem localizar as lesões neurológicas com exactidão e fazer biópsias através de um simples furo, sempre com precisão milimétrica.
A opção de prescindir das cinco viaturas que o estatuto de Entidade Pública Empresarial permitiria comprar com verbas do orçamento da ULSM, foi consensual na administração, presidida pelo médico anestesista Nuno Morujão.
...
O equipamento que está, agora, a ser montado no bloco operatório de neurocirurgia, vai apoiar um serviço que conta com seis médicos, dois dos quais são internos, e faz 500 cirurgias por ano.
Apesar de tudo isto e da próxima entrada em funcionamento dos novos equipamentos, o Hospital Pedro Hispano não tem serviço de urgência na área da neurocirurgia.

Margarida Cardoso, Semanário Expresso, 18.08.07

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Num país onde se verificam carências deste tipo, uma vereadora "light" dá-se ao luxo de delapidar três milhões de euros em radares que, até pela sua colocação, só remotamente terão alguma influência na redução do número de acidentes. Entretanto faltam recursos onde se tem a certeza de poder salvar vidas.

Pode até acontecer que das 500 cirurgias feitas por ano no Pedro Hispano uma parte se destine a salvar vítimas de acidentes de viação mas há pessoas que continuam a não perceber que os recursos escassos têm que ser aplicados com grande ponderação.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Justiça no país do grande arrecadador

Público
19 de Setembro 2007


A espantosa arrecadação de receita conseguida graças à instalação de novos radares em Lisboa proporcionou várias reportagens televisivas de Verão. Invariavelmente um elemento das forças policiais dava conta dos excepcionais resultados conseguidos com os ditos radares. À volta deste agente, vários polícias, devidamente fardados, permaneciam sentados diante duns computadores que registavam os milhares de multas que ali caíam diariamente. Ao primeiro olhar é óbvio que muito daquele serviço podia ser feito pelos inúmeros funcionários da autarquia. Mas muito mais importante que esse desperdício de recursos é a concepção de segurança que está patente naquela sala cheia de agentes a contar multas. O que ali sobressai é um Estado que a si mesmo se entende como um arrecadador de receita e que nessa função se empenha com extraodinário zelo, actuando de forma autoritaríssima nessa matéria: por exemplo, alguma polícia pode hoje entrar, de noite ou de dia, num local ou deteminar o seu encerramente como faz a ASAE?
O princípio da cobrança devidamente corroborado pelo poder da inspecção não só se sobrepõe a vários outros direitos como até ao mais elementar bom senso: pense-se no caso da ambulância que transportava um homem com um princípio de enfarte e que esteve parada meia hora por ordem dos agentes de trânsito. Segundo sabemos agora a ambulância esteve parada por uma boa razão: afinal "uma ambulância do tipo A-1" como a que estava ser usada naquele transporte não pode fazer urgências!
Regulamentos, normas, licenças, directivas... determinam todos os momentos e circunstâncias da nossa vida. A nossa própria existência tornou-se uma sucessão de actos legais. É enorme a pressão do Estado enquanto grande inspector-arrecadador sobre os cidadãos. Mais eficaz e discreto do que dar "uns abanões a tempo" a alguém é negar-lhe o direito a abrir uma loja ou não lhe autorizar alterações nos contratos de arrendamento.
...

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Radares travam velocidade em Lisboa





Portugal Diário, 11 de Setembro 2007

Os condutores circulam mais devagar depois da introdução dos radares na cidade, é esta a conclusão do comandante da Polícia Municipal (PM), em declarações à agência Lusa.
André Gomes recusou comentar a polémica das propostas de alteração dos limites de velocidade para circular na cidade de Lisboa, quem estão estipulados nos 50 e 80 quilómetros por hora, alegando que a função da PM é de fazer cumprir a lei.
A entrada de 150 novos elementos nos quadros desta força de segurança, visa, sobretudo, «reforçar acções de patrulha, vigilância e controlo na área do trânsito da capital», declara o comandante da Polícia Municipal à agência Lusa. André Gomes, 52 anos, 29 de serviço policial, está convencido que «os condutores circulam, claramente, mais devagar» em virtude dos radares, no entanto, no que respeita ao número de acidentes ocorridos nas zonas dos radares, remete para a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) qualquer conclusão.
Os 21 radares colocados nas estradas da cidade desde 16 de Julho remeteram os condutores para uma atitude mais moderada, obrigando-os a diminuírem as velocidades.
O responsável da força policial camarária esta empenhado em modernizar a PM, devido às exigências da sociedade, que cada vez exige mais e melhor às forças de segurança. André Gomes afirmou «ter tudo o que é preciso, em bens materiais, para executar funções», recordando que dispõe apenas de 364 agentes, número que será ampliado para 514, após a entrada dos novos operacionais em Outubro.
O comandante da MP mantém a esperança para a construção de um novo edifício, com o fim de poder oferecer melhores condições de atendimento aos utentes e de prestar mais e melhores serviços.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

10.000 Assinaturas



As 10.000 assinaturas foram atingidas às 19 horas do dia 17 de Setembro, uma semana antes de a Petição completar dois meses.

As verdadeiras causas dos acidentes (9)

ELPAIS.com
17 Julho 2007



Tráfico estudia sancionar el uso del GPS durante la conducción

El director general de Tráfico, Pere Navarro, ha adelantado hoy que su departamento está estudiando "introducir como infracción el programar el navegador (GPS) con el coche en marcha", al considerar que está acción puede distraer a los conductores y supone un riesgo de accidente. Navarro ha añadido que se ha dirigido a la industria del GPS "para pedirles que prevean que no se pueda programar mientras el vehículo esta en marcha".

Según Navarro, esta modificación "no debe de ser difícil tecnológicamente" ya que el aparato detecta cuándo está en movimiento el vehículo. Sin embargo, ha reconocido que al ser un sector de ámbito europeo, esta posibilidad "llevará un cierto tiempo".

Calificación de sanciones

En cuanto a la calificación de las sanciones, Navarro ha señalado que "parece lógico que si el uso del móvil tiene la condición de grave y el programar el GPS con el coche en marcha es algo muy parecido, tenga la misma sanción", con la misma pérdida de puntos.

El director general de Tráfico ha recordado que "en julio y agosto, más de la mitad de accidentes en autopista y autovía son por distracciones", la mayoría por usar el teléfono móvil.

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1.467 personas murieron en las carreteras españolas por atender una llamada, fumar un cigarrillo, poner música, disfrutar del paisaje, comer o beber, durante el pasado año. Las cifras, proporcionadas hoy por la Dirección General de Tráfico (DGT), alertan del riesgo ocuparse de otras actividades que no sea conducir cuando estamos al volante. En verano, el peligro aumenta.

Las distracciones provocaron el 50% de los accidentes de tráfico de los meses de julio y agosto del pasado año. Como factor concurrente, ocasionaron el 35% de los accidentes en carretera y el 26% de los urbanos.
Durante el primer semestre del año, las distracciones al volante fueron la segunda causa de los accidentes mortales en carretera, solo por detrás de las infracciones. En ese periodo, fallecieron 446 personas a causa de despistes al volante.

Usar el móvil mientras se conduce impide percibir un 50 por ciento de la información de la carretera. El 1,6 por ciento de los conductores de turismos y furgonetas hacen uso del móvil de forma manual, mientras conduce, según un informe del Observatorio Nacional de Seguridad Vial, llevado a cabo en agosto de 2006. En otra encuesta del mismo organismo, el 25% de los entrevistados que fumaban confesó haber sufrido riesgo de accidente por consumir tabaco al volante. La DGT ha subrayado que la media para encender un cigarrillo es de cuatro segundos y que, en ese tiempo, se recorren 113 metros, si se circula a una velocidad de 100 kilómetros por hora.

Para sensibilizar a los conductores y concienciarles de los peligros al volante, Tráfico iniciará mañana una campaña mediática. En esos anuncios, la conciencia se personifica. A modo de copiloto, la conciencia acompañará al telespectador-conductor en un recorrido por distintos escenarios que mostrarán "las graves consecuencias de pequeños descuidos".
Las piezas publicitarias, en formatos de 20 y 10 segundos, escenifican situaciones en que las frases "repíteme el pueblo que lo meto en el GPS", "ya estoy llegando", "tienes fuego" desencadenan accidentes de tráfico.

El programa de Telecinco Flash más que coches, emitido a través de TDT, participa en la campaña con acciones divulgativas. Antúnez, Cañizares, Jesús, el comercial, Benito o Paco el Brasas también apoyan la campaña. Estos personajes, todos de la serie Cámera Café, de la misma cadena, ofrecerán sus particulares consejos diarios.

ACP vai propor alterações aos radares de velocidade

Jornal de Notícias
13 Setembro 2007


ACP vai propor alterações aos radares de velocidade


O presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP) prevê que, até amanhã, esteja concluído o estudo que está a ser feito pelos serviços daquela entidade - em colaboração com a PSP e com a Prevenção Rodoviária Portuguesa - sobre os 21 radares de controlo de velocidade colocados pela Câmara de Lisboa em vários pontos da cidade e que, em menos de três meses, registaram mais de 90 mil infracções. O objectivo de Carlos Barbosa é entregar em breve o documento ao Executivo municipal, propondo algumas alterações para melhorar a mobilidade na capital.Desde que os radares começaram a funcionar, a 16 de Julho, Carlos Barbosa tem sido uma das vozes mais críticas desta medida, acusando a Câmara de os ter colocado aleatoriamente e sem ter ouvido as entidades que sabem do assunto. "Não houve qualquer espécie de estudo nem da parte dos serviços de viação da Câmara, nem da Direcção-Geral de Viação, nem da PSP", disse, ontem de manhã, à TSF.Dois dos radares que Carlos Barbosa considera "não terem sentido nenhum" são os das avenidas da Índia e Brasília, por entender que têm o chamado "efeito dominó", ou seja, criam filas de trânsito onde elas não existem. "Deviam ser pura e simplesmente retirados", defende, propondo que, em alternativa, sejam instalados semáforos com temporizadores que mudam para vermelho quando os veículos excedem a velocidade permitida na zona.Já em relação à Avenida Infante D. Henrique, o presidente do ACP defende que deveria ser instalado mais um radar, visto que, segundo as estatísticas, é uma das vias com mais sinistralidade em Lisboa. Em relação à velocidade máxima permitida - na maioria dos locais é de 50 quilómetros/hora, apenas na Segunda Circular e na Radial de Benfica é de 80 -, o ACP não vai ainda pronunciar-se.Ontem, Marcos Perestrello, vice-presidente da autarquia e responsável pelo pelouro da Mobilidade - com quem Carlos Barbosa já reuniu - disse que a Câmara está a estudar todos os dados relativos à colocação dos radares, mas admitiu ser cedo para fazer uma avaliação. "Não se pode precipitar uma decisão quando os radares apenas estão a trabalhar há dois meses", disse, à margem da cerimónia do aniversário da Polícia Municipal. O autarca considera que "circula-se demasiado depressa em Lisboa" e deixou uma garantia independentemente da análise de todos os estudos, "a Câmara jamais diminuirá o número de radares" nas ruas da capital.

sábado, 15 de setembro de 2007

Radares em avaliação

Expresso
15 de Setembro 2007

Radares em avaliação


O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, quer acabar com a polémica sobre os radares de controlo de velocidade e melhorar a eficácia destes equipamentos. ‘‘Para já não vai haver alterações nem de velocidade, nem de localização, mas tudo está em aberto’’, garante o vice-presidente, Marcos Perestrello, responsável pela Mobilidade. Na quinta-feira, assinou o despacho de nomeação de um grupo de peritos para avaliar o desempenho dos dois meses de funcionamento dos radares e propor, num prazo de 30 a 60 dias, soluções que permitam introduzir melhorias no sistema.
A designada Comissão de Avaliação do Sistema de Controlo e Vigilância do Tráfego em Lisboa junta figuras como Fernando Penim Redondo e Carlos Barbosa (ACP), que têm defendido o aumento de velocidade em algumas vias com radar, a representantes da PSP e da Polícia Municipal, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), o próprio vice-presidente da Câmara e Manuel João Ramos, vereador e dirigente da Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados.
‘‘Entendemos que a segurança rodoviária não se pode fazer contra as pessoas e é importante produzir consensos e encontrar soluções pacificadoras sobre matérias tão importantes como esta’’, disse ao Expresso Marcos Perestrello. Segundo este autarca, o que vai estar em análise pelo grupo de trabalho é o impacto dos radares ‘‘na redução de velocidade e na sinistralidade’’. ‘‘Quando o relatório estiver pronto analisaremos as conclusões a aplicar’’, promete.
Menos acidentes graves
Uma análise feita pelo Expresso, com base em dados oficiais da ANSR, mostra que, mesmo sem estarem ainda a multar, os 21 radares colocados em Lisboa podem ter contribuído para uma redução brutal dos acidentes mais graves nestas vias.
Comparando o primeiro semestre deste ano, quando os radares começaram a ser ligados, com igual período de 2006, verificou-se uma redução de 37 feridos graves para oito (menos 78%). Este ano houve um morto, enquanto no ano passado houve quatro nestas artérias. Embora menos significativa, mas presente, também nos feridos leves se registou descida: 198 contra 233, em 2006 (menos 15%).
Manuel João Ramos não vê outra justificação que não seja a presença ‘‘dissuasora, mesmo sem multar’’ dos radares. ‘‘Se não houve beneficiação das vias e se não houve mais fiscalização (pelo contrário, até diminuiu) o único elemento novo foram os radares. Funcionaram como uma espécie de aviso às pessoas’’.
A redução do número de acidentes graves nestas vias contribuiu para a diminuição global das vítimas rodoviárias em Lisboa: mortos e feridos graves reduzidos a metade (10 para 5 e 148 para 77, respectivamente).
A Divisão de Trânsito (DT) de Lisboa está a fazer, desde 2006, um estudo sobre os locais e causas dos acidentes na cidade. As vias dos radares merecem especial atenção no trabalho dos oficiais da DT. Contactada pelo Expresso, a Direcção Nacional da PSP não autorizou que a DT adiantasse informações.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Petição contra radares em Lisboa

SIC Online
13 de Setembro 2007

Foi entregue hoje na Câmara de Lisboa a petição para modificar os radares de trânsito e aumentar o limite de velocidade em algumas vias rápidas da cidade. O vice-presidente da autarquia, Marcos Perestrello, prometeu fazer em breve uma reavaliação da situação.

A petição "Lisboa - Pela conversão do limite dos 50 km/h em 80 km/h", também conhecida como "Radares 50-80", um documento com 9.600 assinaturas, foi entregue na CML pelo seu promotor, Fernando Penim Redondo, um gestor reformado de 62 anos que assegura "já ter conduzido milhões de quilómetros sem uma multa ou um acidente". "Em função do que me for dado a conhecer, poderei ter algo a dizer", acrescentou Fernando Penim Redondo, que descreve a sua petição - dirigida ao presidente da Câmara de Lisboa, António Costa - como "um gesto espontâneo e individual".

O número de assinaturas já reunidas revela, na sua opinião, "que muitas pessoas a conduzir em Lisboa se revêem nas queixas ali formuladas e questionam o sentido dos 50 quilómetros por hora, sobretudo no prolongamento da Avenida dos Estados Unidos da América". O documento afirma que "os radares instalados pela Câmara Municipal de Lisboa, que impõem limites de 50 quilómetros à hora em locais como a Av. Infante D. Henrique, a Av. de Ceuta, a Av. Marechal Gomes da Costa e a Av. Gago Coutinho são uma verdadeira aberração". "Quem os decidiu não deve, não pode, ter a noção do que significa na prática uma tal velocidade", que "dá sono, propicia distracções, provoca travagens bruscas e emperra visivelmente a circulação", adianta a petição.

Para Redondo, há ainda a assinalar que os radares tem falhas evidentes na detecção das infracções, pois "na maioria dos casos estão colocados a 200 ou 300 metros dos semáforos, pelo que um condutor pode passar por eles a 50 e depois acelerar e passar logo adiante num sinal vermelho sem ser multado". Lamentou ainda os excessos associados ao incumprimento do limite de velocidade na capital. "Não faz sentido que um condutor a conduzir a 71 quilómetros por hora seja sujeito a uma contra-ordenação grave comparável a circular em contra-mão numa estrada", apontou, acrescentando também ser inaceitável que "um automobilista que guie a 91 quilómetros por hora seja penalizado com uma contra-ordenação muito grave e do mesmo calibre que abandonar o local de um acidente de que resultaram mortos".

Entre o dia 16 de Julho, quando a medida entrou em vigor, e o dia 6 de Setembro, a Polícia Municipal de Lisboa registou em fotografia um total de 92.772 infracções, das quais 75.386 leves, 16.175 graves e 1.211 muito graves. O maior número de infracções muito graves (250) foram registadas na Avenida da Índia, seguindo-se a Avenida Infante D. Henrique (em ambos os sentidos) com 248 e o Túnel do Campo Grande (igualmente nos dois sentidos), com 232. Também no que diz respeito às infracções graves, a liderança pertence à Avenida da Índia, com 4.193 registos, seguindo-se a Avenida de Brasília, com 3.276, e o Túnel do Campo Grande (nos dois sentidos), com 2.051. Em relação às infracções leves, lidera o Túnel do Marquês, com 28.647 registos, sucedido pela Radial de Benfica (nos dois sentidos), com 14.005, e pela Avenida da Índia, com 9.394. O Túnel do Marquês surge à cabeça com um total de 30.694 infracções, seguindo-se a Radial de Benfica (ambos os sentidos), com 14.636, e a Avenida da Índia, com 13.837.

O texto da petição pode ser consultado em: http://www.petitiononline.com/dotecome/petition.html.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Reunião com a CML



Hoje, às 9 horas da manhã, fomos recebidos pelo Vice-Presidente da Câmara de Lisboa, doutor Marcos Perestrello, na sequência do nosso pedido anteriormente noticiado.

Tivemos assim a oportunidade de entregar pessoalmente uma cópia da Petição que contava nesse momento 9600 assinaturas. Também aproveitámos a oportunidade para esclarecer as motivações para esta iniciativa.

Ficámos cientes da atenção que está a ser dada às questões levantadas pela nossa Petição e fomos informados de que estão em curso estudos de avaliação dos radares instalados. Procurámos contribuir para o sucesso desses estudos e manteremos no futuro essa nossa disponibilidade.

Saímos convictos de que algumas acções correctivas acabarão por ser decididas.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Economicamente injustificável

(clicar na imagem para ampliar)


No SOL de 8 de Setembro saiu esta nota sobre vandalismo de onde é possível concluir que os 21 radares terão custado, de acordo com o preço unitário indicado, qualquer coisa como 1.700.000 euros, e concerteza que vão ter um custo elevado de manutenção.

Fico horrorizado quando penso que por exemplo na Infante D. Henrique, para tentar assegurar o cumprimento dos 50 km/h em 100 metros dos seus 10 km, a Câmara de Lisboa dispendeu 160.000 euros pelo menos.

Trata-se de gestão ruinosa.

Caça à multa ou segurança rodoviária?



O programa "Sociedade Civil" da RTP2, que irá para o ar no dia 13 de Setembro entre as 14:00 e as 15:30, será dedicado ao tema: "Radares: caça à multa ou segurança rodoviária?".

Eu fui convidado para visitar alguns locais onde estão instalados radares e, nessa ocasião, recolheram algumas declarações minhas na qualidade de autor da petição.

Não faço ideia nenhuma de quem são os restantes intervenientes nem da orientação que vai ser dada ao programa. A ver vamos...

As Infracções Detectadas pelos Radares

(clique a imagem para ampliar)

O DN de hoje publica uma página sobre as infracções detectadas pelos radares de Lisboa, entre 16 de Julho e 6 de Setembro. Para ler o texto ir AQUI

terça-feira, 11 de setembro de 2007

A Gravidade das Contra-Ordenações




Se algum dia passar por um radar de Lisboa, por exemplo no prolongamento da Av. dos Estados Unidos da América, a 91 km/h fique sabendo que acaba de praticar uma contra-ordenação muito grave.

Segue uma lista das outras contra-ordenações que são, por lei, consideradas equivalentes à "sua":


- A paragem ou o estacionamento nas faixas de rodagem, fora das localidades, a menos de 50 m dos cruzamentos e entroncamentos, curvas ou lombas de visibilidade insuficiente e, ainda, a paragem ou o estacionamento nas faixas de rodagem das auto-estradas ou vias equiparadas;

- O estacionamento, de noite, nas faixas de rodagem, fora das localidades;

- A não utilização do sinal de pré-sinalização de perigo, bem como a falta de sinalização de veículo imobilizado por avaria ou acidente, em auto-estradas ou vias equiparadas;

- A utilização dos máximos de modo a provocar encandeamento;

- A entrada ou saída das auto-estradas ou vias equiparadas por locais diferentes dos acessos a esses fins destinados;

- A utilização, em auto-estradas ou vias equiparadas, dos separadores de trânsito ou de aberturas eventualmente neles existentes, bem como o trânsito nas bermas;

- O trânsito de veículos em sentido oposto ao estabelecido quando praticado em auto-estradas, vias equiparadas e vias com mais que uma via de trânsito em cada sentido;

- A condução sob influência de álcool, quando a taxa de álcool no sangue for igual ou superior a 0,8 g/l e inferior a 1,2 g/l ou quando o condutor for considerado influenciado pelo álcool em relatório médico;

- O desrespeito da obrigação de parar imposta por sinal regulamentar dos agentes fiscalizadores ou reguladores do trânsito ou pela luz vermelha de regulação do trânsito;

- A condução sob influência de substâncias psicotrópicas;

- O desrespeito pelo sinal de paragem obrigatória nos cruzamentos, entroncamentos e rotundas;

- A transposição ou a circulação em desrespeito de uma linha longitudinal contínua delimitadora de sentidos de trânsito ou de uma linha mista com o mesmo significado;

- A condução de veículo de categoria ou subcategoria para a qual a carta de condução de que o infractor é titular não confere habilitação;

- O abandono pelo condutor do local do acidente se dele resultarem mortos ou feridos.

Só uma pergunta:
Alguém responsável, no seu perfeito juízo, pode aceitar esta tabela de equivalências ?

É isto que queremos ?...



Grande parte dos radares de Lisboa foram colocados umas centenas de metros antes de semáforos e de passadeiras para peões. Parece tratar-se de uma tosca tentativa de "proteger" os semáforos.
Vejamos o absurdo destas situações tomando dois casos:

- O cidadão A passa pelo pelo radar a 70 km/h mas depois, naturalmente, trava e pára antes dos semáforos e da passadeira de peões.

- O cidadão B passa pelo radar a 50 Km/h e depois, como o sinal está amarelo, acelera e acaba por passar sobre a passadeira de peões com o sinal vermelho, a 100 km/h.

Com o sistema actual o cidadão A será autuado enquanto que o cidadão B não terá qualquer penalização.
É isto que queremos ?

Não seria muito mais lógico colocar, à distância, sinais bem visíveis anunciando a aproximação dos semáforos e, junto destes, câmaras para identificar quem não respeitasse o sinal vermelho ?

Será assim tão difícil fazer as coisas bem feitas avisando todos mas penalizando só os que têm comportamentos de risco ?

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Câmara de Lisboa vai analisar radares

Diário de Notícias
9 de Setembro 2007


A Câmara Municipal de Lisboa não poderá alterar os limites de velocidade definidos para as vias em que foram instalados os radares de controlo de velocidade, mas Marcos Perestrello, vice-pre-sidente da autarquia e responsável pelo pelouro da Mobilidade confirmou que pediu "novamente os estudos sobre a localização dos radares" na cidade.

Quanto à alteração dos limites máximos de velocidade, o autarca sublinha que "esses limites são impostos pelo Código da Estrada e pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária", pelo que não caberá à Câmara de Lisboa poder aumentar ou diminuir esses valores.
Actualmente está em curso uma petição online que pede à câmara da capital para que reveja a decisão do anterior executivo municipal. Desde que entraram em funcionamento, os 21 radares já detectaram mais de 90 mil infracções aos limites de velocidade.

domingo, 9 de setembro de 2007

96.694 infracções desde 16 de Julho






Os radares de Lisboa foram activados, por oportunismo, só após as eleições para a CML.

Desde essa data, 16 de Julho, já detectaram 96.694 infracções das quais só 34.376 foram objecto de notificação aos "felizes contemplados". Isto segundo o Sol de sábado passado.

Como era referido no post anterior, que citava o Sol, a CML através do vice-presidente Marcos Perestrello, está atrabalhar para tentar corrigir o absurdo criado pela vereação anterior. Nesse processo parecem estar envolvidos quer o ACP quer a Prevenção Rodoviária Portuguesa.

O presidente do ACP, Carlos Barbosa, que foi recebido pelo vereador terá mesmo declarado: "É preciso corrigir o que está mal. É provável que alguns radares mudem de local e outros sejam adaptados às condições das vias". Parece que Carlos Barbosa terá proposto a criação de uma Comissão para realizar essas tarefas.

Na notícia do Sol é indicado o número de infracções em cada radar; os números variam muito entre os 29.907 do Túnel do Marquês até aos 377 da Av. das Descobertas. O prolongamento da Av. dos Estados Unidos da América, quanto a mim o caso mais evidente de inadequação do limite, registou 1.051 infracções.

O jornal citado refere ainda casos pontuais de vandalização dos radares, como protesto, em vários pontos da cidade.

CML pondera alterar limites de velocidade

SOL
7 Setembro 2007



CML pondera alterar limites de velocidade

A Câmara Municipal de Lisboa está a ponderar aumentar os limites de velocidade em algumas das vias controladas por radar. Estudo do ACP pode definir vias de circulação a 80 km/h

Marcos Perestrello, vereador do PS com o pelouro da Mobilidade, adiantou ao SOL que «essa é uma hipótese que está a ser analisada», mas não avança uma previsão sobre uma decisão final. «É algo que depende da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária», explica o socialista.

A alteração de 50 para 80 km/h será feita apenas em vias com quatro faixas de rodagem e poucos peões, como o prolongamento da Avenida dos EUA. Esta mudança levanta, porém, a questão de saber se quem foi multado nestes locais (a velocidades inferiores a 80) deverá ou não pagar a multa.

Nuno Salpico, presidente do Observatório de Segurança das Estradas e Cidades, garante que, se os limites forem alterados, «as pessoas que foram autuadas deixarão de ser punidas porque se aplica o princípio da lei mais favorável».

Mesmo sem alteração, Salpico salienta que «os condutores nem sequer deviam pagar a maior parte das multas». O juiz considera que as características das vias são determinantes para o cálculo da velocidade máxima permitida, pelo que «não cabe à Câmara aplicar de forma discricionária o limite de 50, mesmo dentro da localidade». A imposição de limites inferiores aos permitidos pelo traçado das vias é, na opinião do magistrado, «um acto administrativo nulo» que deve ser impugnado nos tribunais. Salpico recorda que, em regra, as multas «prescrevem passados dois anos».

sábado, 8 de setembro de 2007

As verdadeiras causas dos acidentes (8)

Expresso Online
7 Setembro 2007




GNR de Albufeira detecta 386 infracções em menos de 24 horas

Lisboa, 08 Set (Lusa) - A Brigada de Trânsito de Albufeira detectou em menos de 24 horas 386 infracções rodoviárias, das quais 59 graves e 24 muito graves, anunciou hoje a GNR em comunicado.
A operação de fiscalização decorreu em Almancil, Albufeira e Quarteira entre as 14:00 de sexta-feira e as 09:00 de hoje.
Ao todo foram detectados 71 condutores com taxa de álcool no sangue positiva, 27 deles acabaram por ser detidos por terem uma taxa igual ou superior a 1,20 gramas de álcool por litro de sangue.
Dezoito outros condutores foram também detidos por não terem carta de condução ou licença para guiar motas.
Durante a operação foram detectadas 19 pessoas sem cinto de segurança.
ARP

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Assim sim, muito melhor do que radares...

As verdadeiras causas dos acidentes (7)

Diário de Notícias
7 Setembro 2007



Excesso de horas a conduzir, cansaço, sonolência e adormecimento ao volante são as principais causas dos acidentes de viação ocorridos no transporte de mercadorias e que nas estradas portuguesas provocam, em média, a morte de um motorista por mês, denuncia a Federação dos Sindicatos de Transportes Rodoviários e Urbanos (Festru). Na quarta-feira morreram mais dois. Indignados, os sindicatos exigem às autoridades "mais fiscalização para evitar a pressão dos empresários do sector, que levam os motoristas a trabalhar mais e a não descansar".Vítor Pereira, dirigente da Festru, esclareceu ao DN que "nessa média de um morto por mês não estão incluídos os feridos graves que depois acabam por morrer no hospital nem os motoristas portugueses que morrem em serviço no estrangeiro".Quanto à colisão frontal entre dois camiões, que ocorreu quarta-feira em S. João da Madeira, o sindicalista considera que "um dos motoristas deve ter adormecido ao volante e ocupou a via de sentido contrário, onde seguia o outro veículo pesado".Essa suspeita é reforçada por pistas detectadas no local. Segundo soube o DN junto de fonte ligada ao processo de averiguações do acidente, não havia vestígios de borracha de pneus no asfalto, indiciando que o condutor do pesado que se despistou não terá tentado travar nem reagido para tentar voltar à sua via de rodagem e evitar a violenta colisão.O sindicalista denuncia que "no sector de transportes de mercadorias as ilegalidades são muitas, praticando-se cargas horárias muito elevadas". Exemplificou ao DN que "as empresas pagam salários baixos, que aumentam com ajudas de custo consoante os quilómetros percorridos ou a tonelagem transportada"."São formas de pressionar os motoristas a abdicar dos seus períodos de descanso e a trabalhar mais para poderem ganhar mais", salientou o sindicalista. Referiu que, "para iludir as autoridades, por vezes fazem desaparecer o disco do tacógrafo para não se poder controlar os períodos de condução em excesso".A Festru já solicitou uma audiência com o Presidente da República "para apresentar documentação que comprova várias ilegalidades".

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

As verdadeiras causas dos acidentes (6)

Acções do Peão

(clique na imagem para ampliar)

Quadro sobre o comportamento dos peões que consta do relatório "Sinistralidade Rodoviária 2006" publicado pela DGV.


quinta-feira, 6 de setembro de 2007

VCI no Porto - aumentam as infracções detectadas pelos radares


O Jornal de Notícias de 24 de Julho continha esta interessante notícia:

"Os radares fixos de controlo de velocidade instalados na Via de Cintura Interna (VCI), no Porto, detectaram no primeiro semestre deste ano cerca de 212 mil infracções, disse hoje à agência Lusa fonte da câmara local.

De acordo com o director municipal da Via Pública, Alves da Silva, o número de infracções foi superior ao registado no primeiro semestre de 2006, "principalmente devido a um pico que existiu no mês de Março".

Alves da Silva referiu que a velocidade mais alta detectada até agora na VCI foi de 245 quilómetros à hora.

Três radares de controlo de velocidade foram instalados na VCI em 2002, a título experimental, tendo entrado em pleno funcionamento em 26 de Janeiro do ano seguinte, com a aplicação de coimas a velocidades superiores a 90 km/h e inferiores a 40 km/h."

Comentários:

- Apesar de o limite máximo, 90 km/h, ser bastante confortável quando comparado com os nossos 50 km/h, há ainda assim 212 mil condutores autuados em 6 meses.

- Apesar de estarem instalados desde Janeiro 2003, proporcionando uma prática de mais de quatro anos, ainda se verifica em 2007 uma subida do número de infracções relativamente a 2006. Dir-se-ia que os radares não estão a moldar eficazmente os comportamentos.

- Nada é dito sobre a reacção dos cidadãos a estas centenas de milhares de multas mas tanto silêncio vindo do combativo pessoal do Norte dá para suspeitar que a efectividade das cobranças deve ser muito baixa.




terça-feira, 4 de setembro de 2007

9.000 assinaturas



Pelas 11 horas do dia 4 de Setembro a nossa Petição alcançou as 9.000 assinaturas.

PERIGOSOS CRIMINOSOS

O Carmo e a Trindade
3 de Setembro 2007



PERIGOSOS CRIMINOSOS

Uma cidadã minha conhecida foi hoje notificada para pagar 60 euros por ter circulado a 59 quilómetros por hora no túnel do Marquês de Pombal. Assim sim. É bom saber que a polícia funciona. É bom saber que a polícia zela pela nossa segurança. É bom saber que estes criminosos que põem em causa a tranquilidade pública e a segurança rodoviária são apanhados e punidos. Que bom e que barato é viver em Lisboa.
Por Jorge Ferreira (ver original)

domingo, 2 de setembro de 2007

Petição não chegou à Câmara

A notícia da Renascença apresentada mais abaixo refere afirmações de António Costa em que este terá afirmado que a Petição ainda não chegou à Câmara de Lisboa.

Para que não haja equívocos esclarecemos ter pedido, no dia 14 de Agosto, uma reunião com a CML, pedido esse reiterado a 21 e a 28 de Agosto. Fomos sempre atendidos com simpatia mas o agendamento ainda não se concretizou o que permitiu que a Petição, nesse período, passasse das 4.000 assinaturas para as 8.732 que tem neste momento.

Talvez o protelamento da reunião se destine a dar aos lisboetas que regressam de férias em Setembro a oportunidade de também expressarem a sua opinião. Acho bem.


"Ainda não chegou à Câmara de Lisboa a petição, apoiada pela vereadora Helena Roseta, apelando ao estabelecimento de novos limites máximos de velocidade nos radares instalados na cidade.

A informação foi confirmada pelo Presidente da Câmara, António Costa, que acrescentou que “o assunto está a ser estudado”.

António Costa falava à margem da apresentação da iniciativa que vai encerrar a circulação automóvel, todos os domingos, no Terreiro do Paço. "

(ver AQUI a notícia original)

sábado, 1 de setembro de 2007