sábado, 11 de agosto de 2007

Câmara reexamina radares

Expresso
11 de Agosto 2007

Câmara reexamina radares

Vereador do Trânsito prepara-se para analisar a documentação técnica que serviu de suporte aos controlos de velocidade

A CML vai reexaminar o processo de instalação de 21 radares na cidade de Lisboa. A decisão foi tomada pela vereação liderada por António Costa e o responsável pelo pelouro do Trânsito, Marcos Perestrello, pediu já toda a documentação técnica que serviu de suporte à instalação dos radares. O vereador adiantou que o assunto vai ser estudado, mas não deu quaisquer garantias de alteração dos critérios adoptados pela anterior maioria da Câmara.
Recorde-se que a medida adoptada ainda na gestão de Carmona Rodrigues pela vereadora da Mobilidade, Marina Ferreira, esteve em fase experimental até ao dia 16 de Julho. A partir dessa data, e já com o parecer favorável da Comissão Nacional de Dados, o sistema começou a funcionar em pleno. Ao movimento crítico inicial, no qual se destacou a hierarquia da PSP desagradada por não ter sido consultada sobre a localização dos equipamentos, juntaram-se agora outras entidades como o Automóvel Club de Portugal (ACP) que contesta os sítios escolhidos para os radares e pretende entregar a Marcos Perestrello um dossiê fundamentado sobre as incorrecções detectadas em todo o processo.
Uma das principais fontes de controvérsia prende-se com o facto de os radares estarem a ser usados preferencialmente como dissuasores de velocidade ‘‘em locais com ambiente de auto-estrada’’, como a Radial de Benfica ou o prolongamento da Av. Estados Unidos da América, mas onde não se registam incidentes de trânsito com gravidade. Pelo contrário, em artérias como a Av. Almirante Reis, onde em 2006 ocorreram seis atropelamentos de peões, não há qualquer equipamento instalado. Os radares são também vistos como uma forma mais sofisticada de ‘caça à multa’. Entre 16 e 31 de Julho, os controlos de velocidade da Câmara apanharam cerca de 35 mil infractores, o equivalente a um mínimo de quatro milhões de euros em coimas.
Fernando Diogo e Monica Contreras

3 comentários:

Diana Lopes disse...

"Uma das principais fontes de controvérsia prende-se com o facto de os radares estarem a ser usados (...)onde não se registam incidentes de trânsito com gravidade."

Isto não é verdade!

Como alguém já demonstrou no blog onde originou a petição:

Por exemplo, em 2005, a Av. Infante D. Henrique teve 19 atropelamentos, 222 colisões e 51 despistes...

Anónimo disse...

De facto, só um bando de inconscientes, se preocuparia com a possibilidade de andar um pouco mais rápido quando Portugal tem uma das taxas de mortalidade por atropelamento das mais altas da Europa.

Mesmo crianças, que não têm culpa nenhuma que algumas pessoas não gostem de perder uns segundos que seja, perdem a vida em Portugal de forma que nos deveria envergonhar a todos. Ler aqui:

http://menos1carro.blogs.sapo.pt/50512.html

Anónimo disse...

A utilização das crianças mortas para defender um ponto de vista é absolutamente vergonhosa. Ao nível da exibição de fotografias dos fetos pela campanha anti-aborto.