quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Qual deve ser o objectivo da prevenção ?

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É óbvio que uma paragem de todos os veículos redundaria no nível zero de acidentes mas será que tal é socialmente viável ?

É preciso ter a noção de que, num país como o nosso, baixar a velocidade média de circulação, por hipótese, de 60 para 50 km/h corresponde a desperdiçar mais 14 milhões de dias/homem por ano dentro dos veículos que podem ser avaliados em cerca de 550 milhões de euros.

Esses milhões de dias/homem que não serão usados para trabalhar, ou estudar, ou acompanhar idosos e filhos, ou para ler, têm um custo social enorme. Os projectos que não se realizam, os médicos que não se formam, os filhos que não têm o acompanhamento devido podem, inclusivamente, custar muitas vidas humanas.

Curiosamente ninguém estuda estas consequências. Os "especialistas" sabem na ponta da língua quais as consequências de chocar contra uma parede a 80 em vez de 50 km/h mas não nos sabem dizer quais são as consequências sociais de todos andarmos mais devagar. Argumentam como se esse preço social não existisse e o problema do acidentes fosse um mero exercício de mecânica. Como se todos os desenvolvimentos tecnológicos dos transportes que criaram a nossa civilização tivessem sido meros diletantismos.

O objectivo das políticas de prevenção não deverá portanto ser "zero acidentes a qualquer custo" mas sim a máxima mobilidade dentro de níveis aceitáveis de sinistralidade. O objectivo não é levar todos a andar mais devagar mas sim criar condições para que todos andem mais depressa com menos riscos.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

ACAM quer repressão mais eficaz

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Em deplorável entrevista à RTP, dada ontem, Manuel João Ramos da ACAM lamenta que os serviços da Polícia Municipal não sejam suficientemente eficazes para cobrar as 261.000 multas absurdas geradas pelos radares de Lisboa.
Um caso de ódio patológico aos condutores. Veja o video AQUI.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Lisboa/Radares: Polícia Municipal registou 261.728 excessos de velocidade em seis meses

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Lisboa, 15 Jan (Lusa) - A Polícia Municipal de Lisboa registou 261.728 infracções ao limite de velocidade desde a entrada em funcionamento dos 21 radares, iniciado faz quarta-feira seis meses, afirmou hoje à agência Lusa o comandante André Gomes.

As mais de 260 mil infracções foram registadas até dia 31 de Dezembro, uma vez que a força policial camarária ainda está a processar as transgressões de Janeiro e lança as estatísticas no final de cada mês.

O radar que registou o maior número de infracções, até final de Dezembro, foi o que está instalado no túnel do Marquês no sentido Oeste-este, com 60.860 transgressões ao limite de velocidade, que é de 50 quilómetros por hora naquele espaço.

O segundo local em Lisboa que detectou mais condutores em excesso de velocidade foi o da Avenida da Índia, sentido Este-Oeste, com 37.696 fotografias registadas de infracções rodoviárias.

Entre os radares que registaram mais ocorrências, seguem-se os instalados na Radial de Benfica, em ambos os sentidos, e na Avenida Marechal Gomes da Costa, junto à Rádio Televisão Portuguesa (RTP), registaram 29.449 e 17.788, respectivamente, desde o início do seu funcionamento em Julho de 2007.

Por seu lado, o radar instalado na Avenida das Descobertas, junto ao hospital de São Francisco Xavier, no sentido Norte-Sul registou apenas 367 infracções.
Este radar, no Restelo, ficou instalado entre dois semáforos que distam cerca de 100 metros um do outro, entre as bombas de gasolina e o cruzamento para o hospital, pelo que os condutores não têm espaço para acelerar.

Foi durante o mês de Agosto que os radares instalados em Lisboa verificaram o maior número de infracções ao Código da Estrada, com 53.447 contra-ordenações emitidas pela Polícia Municipal.

Os aparelhos digitais de controlo de velocidade registaram 48.288 desobediências pelos condutores no passado mês de Dezembro, que se cifrou como o segundo mês com mais registos.Novembro foi o mês com menor número de infracções (31.287).

Os 21 radares para controlo de velocidade entraram em funcionamento na capital dia 16de Julho de 2007.

Em declarações à Lusa, o comandante da Polícia Municipal, entidade responsável pela gestão dos equipamentos, afirmou que actualmente "os automobilistas andam mais devagar", nas ruas da capital.
André Gomes escusou-se no entanto a comentar, remetendo para outras entidades, que a introdução dos radares nas ruas de Lisboa possa ter diminuído o número de acidentes rodoviários."Não me compete a mim tirar essas conclusões", afirmou.

As verbas provenientes das coimas aplicadas aos automobilistas na sequência das infracções fotografadas pelos radares são reencaminhadas em 20 por cento para a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), 30 por cento para a Câmara Municipal de Lisboa (CML), o Estado recolhe 40 por cento e o Governo Civil de Lisboa 10 por cento.

O sistema, inaugurado a 16 de Julho pela presidente da Comissão Administrativa de Lisboa, Marina Ferreira, que na altura estava à frente da Câmara de Lisboa, está instalado nas avenidas das Descobertas, da Índia, Cidade do Porto, Brasília, de Ceuta, Infante D. Henrique, Estados Unidos da América, Marechal Gomes da Costa e Gago Coutinho e nos túneis do Campo Grande, do Marquês de Pombal e da Avenida João XXI - onde p limite de velocidade é de 50 quilómetros/hora - e ainda na Radial de Benfica, na Segunda Circular e no prolongamento da Avenida Estados Unidas da América, onde a velocidade máxima permitida é de 80 km/h.

Os condutores que forem detectados a ultrapassar os limites de velocidade nestas vias incorrem em multas entre os 60 e 2.500 euros, previstas no Código da Estrada.
Assim, os veículos ligeiros ou motociclos que excedam em 20 km/h os limites nestas vias, dentro das localidades, poderão ter de pagar coimas entre os 60 e os 300 euros; entre os 120 e os 600 euros se ultrapassarem o limite imposto em 20 a 40 km/h; de 800 a 1.500 euros se o excesso for de 40 a 60 km/h e de 500 a 2.500 euros se circularem a mais de 60 km/h que a velocidade máxima.
Para os restantes veículos, o excesso de velocidade é reduzido: coimas entre os 60 e os 300 euros para uma velocidade de 10 km/h superior à permitida; de 120 a 600 euros para um excesso entre os 10 e os 20 km/h; entre os 300 e os 1.500 euros para uma velocidade de 20 a 40 km/h superior à permitida e dos 500 aos 2.500 euros se a velocidade exceder a máxima em 40 km/h.

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Qualquer pessoa percebe que um sistema que detecta mais de 260.000 infractores, dos quai 60.000 no túnel do Marquês, em seis meses tem que estar errado.
Não há tantos irresponsáveis em Lisboa e não são os pequenos excessos de velocidade que causam os acidentes nem são esse excessos que precisamos de castigar.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Grupo da PSP fotografa acidentes

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A PSP criou uma brigada especial para fotografar acidentes de viação com mortos e feridos graves, recolhendo material que ajudará depois os investigadores a estudarem com mais profundidade a sinistralidade e os crimes nas estradas. Esta brigada actua de forma autónoma, integra 41 agentes e apenas funciona na região de Lisboa.

Foram treinados para o pior. Os 41 agentes da Secção de Investigação de Acidentes de Viação (SIAV) da PSP de Lisboa – uma unidade que existe há apenas um ano e meio – têm a missão de ir ao local dos desastres mais graves para fotografar todos os vestígios e investigar a situação.

«É muito importante chegar depressa ao local para evitar o apagamento dos vestígios e a destruição do cenário», explicou ao SOL o subcomissário João Pinheiro, que lidera esta equipa especializada que opera apenas na zona de Lisboa. «Até agora, não existia em Portugal qualquer formação nesta área», o que dificultava o rigor na investigação dos crimes rodoviários.

Para criar esta equipa foi necessário dar formação específica aos agentes sobre as várias técnicas de reconstituição dos acidentes, nomeadamente através da fotografia. As aulas foram dadas por formadores do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) e do Instituto Superior Técnico, enquanto as matérias da área criminal e a legislação de trânsito estiveram a cargo de elementos da investigação criminal da PSP e do próprio subcomissário Pinheiro.

Sol Online, 19.01.2008

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Esperemos que, finalmente, se comece a perceber porque é que os acidentes realmente acontecem.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Radares fazem hoje 6 meses - Comissão de avaliação reune de novo.

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Os 21 radares de Lisboa começaram a funcionar exactamente há seis meses.
"A Polícia Municipal de Lisboa registou 261.728 infracções ao limite de velocidade desde a entrada em funcionamento dos 21 radares, iniciado faz amanhã seis meses, afirmou hoje o comandante André Gomes.As mais de 260 mil infracções foram registadas até dia 31 de Dezembro, uma vez que a força policial camarária ainda está a processar as transgressões de Janeiro e lança as estatísticas no final de cada mês. O radar que registou o maior número de infracções, até final de Dezembro, foi o que está instalado no túnel do Marquês no sentido Oeste-este, com 60.860 transgressões ao limite de velocidade, que é de 50 quilómetros por hora naquele espaço. O segundo local em Lisboa que detectou mais condutores em excesso de velocidade foi o da Avenida da Índia, sentido Este-Oeste, com 37.696 fotografias registadas de infracções rodoviárias. Entre os radares que registaram mais ocorrências, seguem-se os instalados na Radial de Benfica, em ambos os sentidos, e na Avenida Marechal Gomes da Costa, junto à Rádio Televisão Portuguesa (RTP), registaram 29.449 e 17.788, respectivamente, desde o início do seu funcionamento em Julho de 2007. Público 15.01.2008"
Desconhece-se quantas destas infracções foram efectivamente objecto de coima e também quantas dessas coimas foram efectivamente pagas.
A Comissão de Avaliação dos Radares criada no dia 13 de Setembro 2007, no âmbito da CML, vai reunir-se de novo no dia 31 de Janeiro. O objectivo, como tinha sido divulgado anteriormente, é analisar o comportamento do sistema durante os seus primeiros meses de vida por forma a fundamentar eventuais decisões de alteração do limite de velocidade ou da localização. Ver o Despacho de nomeação da Comissão.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Radares/Observatório Estradas:Ineficazes e sinalização ilegal

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O presidente do Observatório das Estradas, Nuno Salpico, classificou hoje o sistema de radares de Lisboa, instalado pela autarquia há seis meses, de ser ineficaz no combate à insegurança rodoviária e de incluir uma sinalização «ilegal».
«Era fácil prever a falta de eficácia nesta matéria, desde logo porque a utilização dos radares é meramente pontual. Estamos a falar de 0,2 ou 0,3 por cento da rede urbana perigosa de Lisboa», afirmou o presidente do Observatório da Segurança, das Estradas e das Cidades (OSEC) à Lusa.

Para Nuno Salpico, junto de cada um dos 21 radares de Lisboa «apenas existem 500 metros de segurança», porque os automobilistas abrandam à aproximação daquele dispositivo e voltam a acelerar depois de o passarem.

«Na Segunda Circular e noutras vias onde o limite poderia ser fixado em 80 quilómetros por hora seria muito mais eficaz o controlo de velocidade através de sinalização semafórica, que a partir desse limite 'dispara'«, sustentou.

Nuno Salpico sublinhou que »a Câmara de Lisboa não tem meios para processar os milhares de multas« resultantes das infracções aos limites de velocidade estabelecidos pelos radares.

«A sinalização é ilegal sempre que não estiver de acordo com o traçado», acusou o presidente do Observatório das Estradas.

A Avenida Marechal Gomes da Costa é um exemplo desta alegada ilegalidade, porque, de acordo com Nuno Salpico, «é impossível fixar o limite de velocidade em 50 quilómetros num traçado com três vias».

«O limite de velocidade não é um acto político, está vinculado a critérios de segurança«, sublinhou.

Para Nuno Salpico, »o grande problema de segurança rodoviária em Lisboa tem a ver com o confronto entre peão e condutor«, patente sobretudo na »má localização das passadeiras«.

«Existem critérios de segurança que sistematicamente não são respeitados, como o facto de nas vias onde a circulação se faz a mais de 50 Km não ser possível haver atravessamentos seguros em passadeiras», defendeu.

Por outro lado, para grupos com maior risco de atropelamento - crianças, idosos e pessoas com dificuldades motoras - as passadeiras têm de ser «especiais».

Assim, junto a escolas, hospitais e centros de dia, as passadeiras devem ser «sobreelevadas», em lomba, explicou Nuno Salpico, acrescentando que esta princípio «não é respeitado em Lisboa».

A falta de visibilidade entre peão e condutor é outro problema detectado por Nuno Salpico, nomeadamente, quando as passadeiras se situam junto a paragens de autocarro.

Os radares estão instalados desde 16 de Julho de 2007 nas Avenidas das Descobertas, da Índia, Cidade do Porto, Brasília, de Ceuta, Infante D. Henrique, Estados Unidos da América, Marechal Gomes da Costa e Gago Coutinho e nos Túneis do Campo Grande, do Marquês de Pombal e da Avenida João XXI - onde o limite de velocidade é de 50 quilómetros/hora - e ainda na Radial de Benfica, na Segunda Circular e no prolongamento da Avenida Estados Unidos da América, onde a velocidade máxima permitida é de 80 km/h.

Diário Digital / Lusa

Radares/Vereador: Comissão criada para «retirar assunto da CS»

Diário Digital
15.01.2007




O vereador do movimento Cidadãos por Lisboa Manuel João Ramos afirmou hoje que a comissão de avaliação dos radares instalados pela autarquia, que reuniu uma vez, «foi feita para retirar o assunto da comunicação social».
«É uma pseudo-comissão que reuniu uma vez para uma espécie de apresentação. Foi feita para retirar o assunto da comunicação social», disse à Lusa Manuel João Ramos, que integra a comissão.

Os 21 radares começaram a funcionar a 16 de Julho do ano passado e a comissão reuniu a 01 de Outubro depois de uma petição ter exigido a reformulação do sistema.

Coordenada pelo vereador da Mobilidade, Marcos Perestrello (PS), a comissão integra o director municipal de Segurança e Tráfego, Fernando Moutinho, o comandante da Polícia Municipal, André Gomes, subcomissário Gancho da Divisão de Trânsito da PSP, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Paulo Marques Augusto, presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, Maranha das Neves em representação do Centro Rodoviário Português e Fernando Penim Redondo, promotor da petição.

Penim Redondo disse à Lusa que «houve reuniões marcadas que foram sucessivamente adiadas com o objectivo de se recolher dados que permitam avaliar os resultados dos radares».

O promotor da petição que defendia que a velocidade máxima passasse de 50 para 80 quilómetros/hora em algumas vias, com características de via rápida, considera que esses dados são importantes para avaliar o sistema e acha «normal» que se aguarde pelas estatísticas até ao final do ano.

Para o vereador Manuel João Ramos, que é igualmente presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), os radares «são medidas pontuais que, como não são acompanhados de outras, não têm efeito nenhum».

«O que eu vejo é as pessoas baixarem a velocidade quando passam o radar e voltarem a acelerar«, disse.

O presidente da ACA-M considera que deveriam ser usados os »radares móveis da PSP, como complemento aos outro radares, numa maior coordenação entre PSP e Polícia Municipal«.

«Sobretudo falta mexer no sistema 'Gertrude' de regularização do trânsito porque a 'onda verde' dos semáforos permite o excesso de velocidade», sustentou.

Manuel João Ramos sublinhou que «sobretudo de noite, as pessoas aceleram para apanharem vários sinais verdes», gerando situações de insegurança rodoviária.

Os radares estão instalados desde 16 de Julho nas Avenidas das Descobertas, da Índia, Cidade do Porto, Brasília, de Ceuta, Infante D. Henrique, Estados Unidos da América, Marechal Gomes da Costa e Gago Coutinho e nos Túneis do Campo Grande, do Marquês de Pombal e da Avenida João XXI - onde o limite de velocidade é de 50 quilómetros/hora - e ainda na Radial de Benfica, na Segunda Circular e no prolongamento da Estados Unidos da América, onde a velocidade máxima permitida é de 80 km/h.

Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Tudo sobre o novo Imposto Sobre Veículos



Visite este útil Blogue se quer saber

Tudo sobre o novo Imposto Sobre Veículos que substitui o Imposto Automóvel

Tudo sobre os novos impostos, Imposto Sobre Veículos (ISV) - que substitui o Imposto Automóvel (IA) - e Imposto Único de Circulação (IUC)- que substitui o Imposto Municipal sobre Veículos (IMV), Imposto de Circulação e Imposto de Camionagem. Quais são os automóveis que vão ficar mais caros ou mais baratos, se os aumentos de preço vão ser ou não significativos, qual é que será a melhor altura para comprar, o que vai acontecer aos usados importados? Esperamos ter estas respostas entre outras.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Junta de São Roque pede demissão de Director Regional das Estradas


O Presidente da Junta de Freguesia de São Roque pediu ontem a demissão do Director Regional das Estradas, Paulo Menezes. Em causa está o facto de a autarquia ter pedido em Setembro do ano passado para que fossem colocadas Lombas Redutoras de Velocidade (LRV) nas 1ª e 2ª ruas do Terreiro, e da Direcção Regional de Estradas (DRE) ter entendido que tal só pode acontecer caso o pedido seja formulado na forma de abaixo-assinado, devendo no cabeçalho de todas as páginas constar a seguinte frase: ´Apesar de ter tomado conhecimento de todos os inconvenientes que as LRV originam e que as assumo na íntegra, solicito a V. Exa. a implantação das mesmas´.
Gilberto Rodrigues, Presidente da Junta de Freguesia, reafirma que as lombas são necessárias, uma vez que o pedido foi feito tendo por base o facto de haver naquelas ruas alguma insegurança para os peões, pois alguns condutores não respeitam a velocidade recomendada e há mesmo "ultrapassagens perigosas junto das pessoas que circulam na rua sem passeios".
Da parte da DRE, a justificação para a não colocação de lombas a não ser com abaixo-assinado deve-se ao facto de as mesmas poderem trazer problemas sonoros, principalmente durante a noite; de poder provocar fissuras nas casas, devido à vibração que as lombas originam; e ainda por serem um incomodo para todos os condutores que circulam à velocidade recomendada, com implicações ao nível da suspensão e do desalinhamento da direcção das viaturas.
Gilberto Rodrigues diz que no ofício que foi enviado à DRE era sugerido que fosse colocadas lombas, "por se considerar a medida mais eficaz para impedir os excessos de velocidade dos veículos conduzidos por condutores pouco preocupados com os moradores daquelas ruas".
Refere ainda o autarca que também em Setembro passado, a população mobilizou-se e organizou um abaixo-assinado que foi entregue na Junta de Freguesia, o qual foi enviado para a DRE, e no qual - assinado por quase todos os moradores - "também era sugerido a colocação de lombas".
Diz Gilberto Rodrigues que a resposta da DRE surge depois de uma intensa correspondência provocada pela Junta De Freguesia de São Roque, isto é, "foram todas as semanas enviados faxes do mesmo ofício".
O Presidente da Junta de Freguesia é de opinião que a DRE, qual "Pilatos da era moderna, quer lavar as mãos e passar as responsabilidades, que são suas, para o já sacrificado povo de São Roque", bem como com a sua decisão só manifesta preocupação "pelo bloco, cimento e afins, pelo ferro das viaturas, deixando para último plano a segurança das pessoas que vivem há anos nas ruas que têm sido palco frequentes de espectaculares e mortais acidentes".
Gilberto Rodrigues opina que ao povo de São Roque para garantir a sua segurança só cabe uma responsabilidade: pagar os impostos", mas a DRE, "rodeada de técnicos de várias categorias, não foi capaz de apresentar outra alternativa para o problema. Optou pela solução mais absurda e provocadora, obrigando a que cada morador se responsabilize pelos prejuízos que possam advir das lombas", remata o autarca.

11.01.2008

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Esta coisa das lombas "a pedido" é uma forma de "justiça popular" ou, por outras palavras, fazer justiça pelas próprias mãos com prejuízo de inocentes.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Mulher atropelada a comprar pão por jovem que olhava para o GPS


Manhã trágica junto à Ponte da Portela, em Coimbra. Celeste Jesus Mendes, de 71 anos, preparava-se para receber o troco do pão, junto ao passeio da Estrada da Beira onde estava estacionada a carrinha do padeiro ambulante, quando foi abalroada mortalmente por um ligeiro de mercadorias. O condutor da viatura contou a um colega que estava a olhar para o GPS para ver a morada da próxima entrega.

O acidente aconteceu às 11.19 numa zona de casario junto à Estrada da Beira que regista sempre tráfego intenso. Há poucos anos foi colocado um rail de protecção junto ao passeio que ladeia algumas habitações, mas a vizinhança não se recorda de nada assim. Celeste Mendes foi colhida pelo ligeiro de mercadorias, arrastada e acabou por ser atingida por pedras de uma casa que ruiu parcialmente na sequência do despiste.

O padeiro, Joaquim Duarte, de 62 anos, não ganhou para o susto. "Hoje ganhei o dia e a vida!", desabafava ao DN. É que apesar da proximidade com a sua cliente de todos os dias, escapou ileso, apenas com um corte ligeiro numa das mãos.

O dono da habitação que susteve a trajectória da carrinha, António Sacramento, de 84 anos, estava sentado no sofá quando se deu o acidente. Ouviu o estrondo e quis sair de casa, mas a porta estava bloqueada. "Foram os bombeiros que me tiraram de casa, depois de escorarem a parede. Quando vi uma pessoa morta, pensei que tinha perdido a minha neta que agora vive comigo…", diz emocionado. Mas a neta Joana Costa chegou poucos minutos após o acidente. "Fui às compras, sempre tive receio de estacionar o meu carro nesta curva, mas felizmente não estava aqui na hora do despiste", relata ao DN.

Ao que o DN apurou, o condutor do veículo, um jovem de 20 anos, natural da Urgeiriça, Nelas (Viseu), telefonou, de imediato, para um colega da empresa de Oliveirinha (Carregal do Sal/Viseu) a contar o sucedido. "Ele estava em estado de choque, disse-me que ia a olhar para o GPS para ver a morada da próxima entrega de mercadoria [distribuição de expositores], viu uma senhora, travou e a carrinha deslizou", contou José Nascimento, que fez questão de se deslocar a Coimbra em auxílio do colega.

Inconsoláveis estavam os filhos da vítima, que enviuvou muito nova, e que criara os três filhos (dois rapazes e uma rapariga) com algum sacrifício. Ontem, um deles, que mora em casa da mãe, ouviu um estrondo. Celestino Filipe Mendes Silva acorreu de imediato ao local do acidente. Em choque, apenas conseguia dizer que aquela curva "é local de acidentes".

De facto, ao DN fonte da PSP de Coimbra confirmou o local como "zona habitual de sinistros", embora sem a gravidade do acidente de ontem. "É uma descida, depois tem uma ligeira curva e basta chover e existir óleo no piso para sucederem acidentes", disse a fonte.

DN, 10 de Janeiro 2007

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Pois é, como estamos fartos de dizer as distracções (juntamente com o adormecimento e as doenças súbitas) são a causa da maior parte dos acidentes.
Contra isso parece que a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária não tem muitas ideias.


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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Inacreditável

Ordem para carregar no travão dentro das localidades. O limite máximo de circulação vai ser reduzido para 30 quilómetros por hora em centros urbanos, zonas residenciais e espaços com "forte presença de tráfego pedonal".
O objectivo, expresso na Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária (ENSR), vai agora ser aprofundado por um grupo de trabalho em que participam estruturas como a Estradas de Portugal, governos civis e Associação Nacional de Municípios Portugueses.Os resultados desde 1999 mostram que a sinistralidade dentro das localidades evoluiu "a um ritmo inferior à média e esse comportamento é mais acentuado no período mais recente".
Não admira, por isso, que a ENSR - que traça metas em duas fases, até 2011 e até 2015 - aponte objectivos mais ambiciosos dentro das localidades (-36,1% de mortes em 2015) do que fora delas (-21%).Está prevista a introdução de dois conceitos, um deles totalmente inovador "Zonas 30 km/h" e "Zona residencial multifuncional".
A redução de velocidade será, promete o documento estratégico, acompanhado de medidas de acalmia de tráfego - ou seja, alterações físicas como a introdução de lombas ou semaforização. Precisamente o que defendem parceiros da sociedade civil como a Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M) e o Observatório de Segurança de Estradas e Cidades, lembrando que limitações de velocidade, por si só, não asseguram a redução efectiva das velocidades praticadas.Concluída no que diz respeito ao documento enquadrador e definição de 28 objectivos operacionais, a ENSR será ao longo deste ano aprofundada sectorialmente, com a constituição de grupos de trabalho diferenciados. Tal como o JN já noticiou, o documento inclui o objectivo de introduzir a carta por pontos. Até 2015, define como objectivo global reduzir os mortos a 30 dias para 62 por milhão de habitantes (foi de 91 em 2006).Entre os 28 objectivos (ver ficha), há mais dois que visam especificamente a segurança de peões. Promete-se a definição de um programa de requalificação de percursos pedonais e a fiscalização do estacionamento e do comportamento dos peões.Já para este ano, é anunciada a criação do primeiro Plano Nacional de Fiscalização - algo que a Comissão Europeia recomendou em 2004, mas Portugal nunca cumpriu. Ou seja, um programa que defina estradas, horários e dias da semana em que deve ser intensificada a fiscalização de velocidades, consumo de álcool e uso de cinto.


Inventário de infracções


Lourenço da Silva, porta-voz da Brigada de Trânsito da GNR, explica que actualmente não existe uma estratégia, mas antes uma definição a curto prazo, "ou quando muito a médio", das acções prioritárias, adequadas regionalmente por cada comando. "Articular a actuação das forças de segurança e definir um plano nacional é importantíssimo, desde que este seja permanentemente actualizado", defende.A recomendação 345/2004 da Comissão Europeia apontava um formulário normalizado a seguir pelos Estrados-Membros na elaboração dos seus planos de fiscalização, incluindo inventários das estradas em que são mais frequentes as infracções em cada uma das três áreas apontadas. "Os autos são carregados num sistema informático e, pelos códigos das infracções, é facílimo fazer esse inventário", assegura Lourenço da Silva.Além de nunca ter elaborado um plano, Portugal também nunca cumpriu um segundo ponto da recomendação a elaboração de relatórios de fiscalização a cada dois anos. Nestes documentos deveria constar, além de estatísticas de fiscalização, o circuito de aplicação de sanções, pagamento efectivo e decisões judiciais.


Sete acções dedicadas a educação e formação


Do pacote de 28 objectivos operacionais, os de formação têm os calendários mais dilatados de execução. Criar um programa escolar de educação cívica e outro de preparação para acesso ao título de condução (ambos deverão estar em funcionamento no ano lectivo 2010/2011), redefinir o modelo de ensino de condução (até 2011), requalificar os instrutores, alterar o exame, promover a formação contínua e criar cursos superiores na área da segurança rodoviária são as medidas anunciadas.


Rede de radares instalada este ano


Exceptuando colocações avulsas como em Lisboa ou Porto, será pela primeira vez criada uma rede nacional de controlo automóvel de velocidade, estando prevista a aquisição de 100 radares e 300 caixas. A colocação deverá começar ainda este ano, depois de definidos os locais. França e Espanha foram os dois exemplos considerados e com quem está prevista cooperação.


Programa para melhorar assistência às vítimas


Melhorar o encaminhamento de vítimas de acidentes para as unidades adequadas, incentivar a frequência de cursos de socorrismo para condutores, valorizar o 112 e introduzir o sistema eCall (automatismo nos veículos que lança o alerta em caso de acidente) são acções a contemplar pelo programa de melhoria do socorro.
JN, 9 de Janeiro 2007
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Estamos a deslizar perigosamente para a fase imbecil do fundamentalismo.
Como a prática vem demonstrando que os limites de 50 km/h são inadequados e não são respeitados pela generalidade dos automobilistas toma-se uma medida inteligente: baixa-se de 50 para 30.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Já passaram dois meses

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Já passaram dois meses desde que aconteceu o grave acidente do Terreiro do Paço, ao qual se sucederam o de Tires e o da A-23.

Apesar de toda a exploração mediática as autoridades rodoviárias continuam, tal como previmos, a eximir-se ao esclarecimento público das causas dos acidentes. Em vez disso a ANSR divulga a aquisição de centenas de radares para enxamear o país.

Se ainda não assinou a petição on-line "Queremos conhecer as causas dos acidentes" sugerimos que o faça em:

http://www.gopetition.com/petitions/queremos-conhecer-as-causas-dos-acidentes.html

Se já assinou sugerimos que a divulgue junto dos seus amigos.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Carta de condução será cassada se em cinco anos forem cometidas três contra-ordenações muito graves

O Governo quer que a carta de condução seja cassada se, no período de cinco anos, o condutor praticar três contra-ordenações muito graves ou cinco contra-ordenações entre graves e muito graves.A medida consta de uma proposta de lei que autoriza o Governo a alterar o actual Código de Estrada, diploma que foi hoje aprovado em Conselho de Ministros.Segundo o Executivo, com a autorização legislativa, pretende-se, em primeiro lugar, rever a definição do conceito de contra-ordenação rodoviária. Por essa via, determina-se depois a "cassação do título de condução quando, no período de cinco anos, forem praticadas três contra-ordenações muito graves ou cinco contra-ordenações entre graves e muito graves".

Actualmente, o período é de três anos. O diploma atribui ao presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária a competência exclusiva para ordenar a cassação.Por outro lado, o diploma abre a possibilidade de "delegação, com poderes de subdelegação, da competência para aplicação de coimas [actualmente a cabo das forças de segurança] e sanções acessórias [tribunais]" na Autoridade Nacional, " tendo em vista garantir uma maior celeridade processual".A autorização legislativa prevê também a possibilidade de todos os actos processuais serem feitos com base em suporte informático ("com aposição da assinatura electrónica qualificada") e do recurso à inquirição dos arguidos, testemunhas, peritos e consultores técnicos por vídeo-conferência.Além deste aspecto, ao nível da documentação, o Governo pretende também recorrer a meios técnicos audiovisuais em relação a depoimentos e esclarecimentos prestados presencialmente - medida que tem como objectivo garantir a conservação da prova.

A proposta do Executivo visa também integrar nos processos de contra-ordenação os registos videográficos e de restantes meios audiovisuais que contenham a gravação das inquirições.Outros pontos do diploma referem-se à hipótese de o infractor poder prestar depósito no acto da verificação da contra-ordenação, ou no prazo de 48 horas, devendo, neste caso, ser-lhe restituídos os documentos apreendidos.

Segundo o Governo, esta última medida destina-se a "estimular o cumprimento voluntário das sanções".O diploma equipara ainda, para efeitos de processo contra-ordenacional, o pessoal da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária afecto a funções de fiscalização das disposições legais sobre trânsito e segurança rodoviária a autoridade pública. De acordo com o Governo, com essa equiparação, pretende-se "evitar o congestionamento processual".

Público online, 03.01.2008

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Há muito que sou favorável à carta por pontos, com uma reserva: que sejam actualizados e aperfeiçoados os limites legais de velocidade. Se assim não for vamos ter pessoas a ficar sem carta por se terem distraído e circulado à estonteante velocidade de 60 kms/hora.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Deplorável


Cada morte na estrada custa um milhão
O valor é calculado tendo em conta os valores de referência usados pelos tribunais e seguradoras na arbitragem de acidentes de viação, os quais têm em conta o investimento na formação (educação, saúde, segurança social, etc.) e os ganhos de produtividade que o Estado deixou de ter com a morte prematura de um cidadão activo. A estas contas juntam-se os custos que o Estado tem com os feridos graves, que muitas vezes não recuperam completamente das lesões sofridas nos acidentes.

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Esta abordagem do problema dos acidentes, da autoria da ANSR e estampada na primeira página do DN, é absolutamente deplorável.

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Acidentes nas estradas fizeram mais 8 mortos em 2007

(clicar na imagem para ampliar)


Em 2007 registaram-se 858 mortos em acidentes rodoviários no continente, mais oito do que no ano anterior, mas este número pode ainda ser maior porque estima-se que 14% dos feridos hospitalizados acabem por falecer.
Estes dados são provisórios e foram esta quarta-feira apresentados numa conferência de imprensa conjunta entre a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), PSP, GNR e Autoridade Nacional de Protecção Civil, que colaboraram na campanha «Mortes na Estrada - Vamos travar este drama», que decorre desde 25 de Novembro.

Segundo dados apresentados pela ANSR, 858 pessoas morreram em 2007 devido a acidentes de viação, havendo ainda a registar 3.090 feridos graves e 42.631 feridos leves.
De acordo com os balanços provisórios apresentados pela PSP e pela GNR, a estas 858 vítimas mortais há ainda que somar pelo menos outras 30 mortes ocorridas em acidentes nos Açores e na Madeira, onde a contabilidade é da responsabilidade dos governos autónomos e não da competência da ANSR.

No entanto, o número das vítimas mortais das estradas portuguesas deverá ser muito maior, já que os números oficiais das autoridades apenas incluem as vítimas que morrem no local do acidente ou durante o transporte para o Hospital.
«A informação que temos em relação às vítimas que acabam por falecer nos hospitais não é fiável. Apenas temos um indicador, segundo um estudo que seguiu um milhão de internamentos e permitiu concluir por amostragem que 14% das vítimas de acidentes morreriam nos próximos dias», disse Paulo Marques, presidente da ANSR, admitindo que estas são vítimas de acidentes não contabilizadas nos números oficiais.
Apesar de terem sido registados mais oito mortos do que no ano passado, já foi ultrapassada «a meta que foi proposta no Plano Nacional estratégico de prevenção rodoviária, que era diminuir em 50% o número de mortos e feridos graves até 2009», segundo Paulo Marques.

«Só entre 2000 e 2007 o número de vítimas mortais diminuiu 51%», disse.
«Cada vítima mortal em sinistralidade custa cerca de 200 mil contos em moeda antiga ao Estado, segundo os dados que Portugal comunica a Bruxelas», acrescentou.
A ANSR está a preparar um novo plano estratégico, com 21 objectivos que deverão ser atingidos até 2015, que está em fase de estudo por grupos de trabalho e deverá ser aprovado até ao final do ano.
Entre as novas propostas está «colocar Portugal no top-10 dos melhores países europeus» em termos de bons resultados de prevenção rodoviária.
«É um objectivo mobilizador. Queremos passar a mensagem de que é possível estarmos entre os melhores da Europa. Na estratégia serão apresentados os meios, mas ainda falta um longo caminho a percorrer», considerou.

Quanto à campanha «Mortes na Estrada - Vamos travar este drama», iniciada a 25 de Novembro, os dados apresentados revelam que, até 01 de Janeiro, «este foi o ano em que, no período homólogo, foi mais baixo o números de vítimas mortais nas estradas, com menos 3,7%, com os feridos graves a diminuírem 12,7%».
O mês de Dezembro foi também o que registou menos vítimas desde 1998, com 63 mortos, quando em 2006 morreram 87.

De 25 de Novembro até às últimas 24 horas, na área de responsabilidade da GNR registou-se uma diminuição significativa de acidentes rodoviários, com menos 24 vítimas mortais do que no período homologo do ano passado (menos 27%).
Também na área de intervenção da PSP, normalmente junto aos grandes centros urbanos, tem-se verificado um decréscimo dos índices de sinistralidade neste período desde 2004, embora este ano com um pequeno aumento de feridos ligeiros.
Foram fiscalizados 395.048 condutores, levantados 55.367 autos, 4.088 infracções graves e 21.343 graves, as que mais contribuíram para acidentes.
A GNR referiu ainda que multou 17.246 condutores por excesso de velocidade.
Ambas as forças revelam terem detido um total de 1.533 condutores por embriaguez (condução por influência de álcool superior a 1,20 gramas por litro de sangue), 815 por falta de carta e 177 por outros motivos.
Segundo o tenente coronel Joaquim Leitão, da Autoridade Nacional protecção civil, Lisboa, Porto Aveiro e Braga foram os distritos onde se verificaram mais intervenções, nomeadamente incêndios e intervenção pré-hospitalar, durante a campanha «Viagem segura», iniciada a 22 de Dezembro e até ao primeiro dia do ano.

Diário Digital, 02.01.2008


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Como se pode ver na figura que antecede o texto há uma correlação evidente entre o número de mortos nas estradas portuguesas e o alargamento da rede de auto-estradas. Não se consegue fazer um quadro identico que demonstre uma redução dos acidentes em resultado da instalação dos radares de controle de velocidade.
Curiosamente o aumento do número de mortos de 2006 para 2007 acontece precisamente no ano em que foram instalados os 21 polémicos radares de Lisboa.
A passagem de 850 para 858 mortos não tem qualquer significado estatístico pois pode resultar de casos fortuitos como, por exemplo, um maior número de acidentes com autocarros cheios de passageiros.
O número de feridos e o número de acidentes contimuou a diminuir como tem acontecido nos últimos anos.
A polémica sobre o verdadeiro número de mortos, levantada como é hábito por aqueles que vivem da dramatização da sinistralidade, deve também considerar que muitas "mortes na estrada" resultam de factores alheios à condução como a doença súbita do foro cardíaco, da epilepsia, ou de acidentes vasculares cerebrais (AVC).
A intenção de levar Portugal a ocupar um dos 10 primeiros lugares europeus (agora é 13º) parece meritória. Não devemos no entanto esquecer que essa é uma posição que de forma alguma corresponde ao desenvolvimento sócio-económico de Portugal em termos comparativos.
Para tal serão necessárias medidas estruturais muito pesadas ao nível da Estratégia Nacional de Prevenção Rodoviária. O anúncio do lançamento de novas auto-estradas é um bom augúrio.
Não vamos lá com base em radares...


sábado, 29 de dezembro de 2007

MAD - Motorists Against Detection


Em Inglaterra tem havido destruição das câmaras de detecção de excesso de velocidade. Essas acções, entre outras, são reivindicadas por um grupo auto-denominado MAD (ver aqui)(e aqui). Olha se a moda pega...

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Os exageros continuam

Acidentes na estrada causam quatro vítimas por hora


Quatro mortos, 13 feridos graves e 161 ligeiros resultaram dos 546 acidentes registados pela Brigada de Trânsito da GNR na sexta-feira e sábado. Significa que nestes dois dias se verificou uma média de 11 acidentes por hora, vitimando quase quatro pessoas por hora.


A estes números faltam ainda acrescentar um dos acidentes mais graves de ontem. Junto de fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Portalegre, o DN soube que, pelas 14.40, na estrada nacional 244, um veículo despistou-se, causando um morto e um ferido ligeiro. O automóvel, que não atingiu mais nenhuma viatura, seguia na recta do Vale do Arco, entre Gavião e Ponte de Sôr.Segundo a mesma fonte, a vítima mortal tinha 16 anos, tendo o ferido sido transportado para o Hospital de Abrantes. Para o local do sinistro foram mobilizados meios dos Bombeiros de Ponte de Sôr, uma ambulância e material de desencarceramento da corporação de Gavião e duas viaturas médicas de emergência e reanimação, que estavam estacionadas em Abrantes e Portalegre.


No sábado, a Brigada de Trânsito da GNR registou um total de 259 acidentes, de que resultaram três mortos, sete feridos graves e 81 ligeiros.No âmbito da Operação Natal 2007, que se prolonga até quarta-feira e envolve dois mil elementos da GNR, foram fiscalizados no sábado 2674 condutores, dando origem a 1275 autos de contra-ordenação.


Os agentes detectaram 767 casos de excesso de velocidade e 86 pessoas sem cinto de segurança. Foram detidos 22 automobilistas por terem sido interceptados a conduzir com excesso de álcool no sangue. Outros quatro foram também detidos por estarem a conduzir sem terem carta de condução. A operação de segurança rodoviária volta à estrada às 00.00 de sexta-feira, prolongando-se até às 24.00 do dia 2 de Janeiro.

DN, 24.12.2007

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A manipulação da informação continua a campear nos meios de comunicação portugueses quando se trata de noticiar os acidentes de viação. Neste caso temos um título que induz ideias falsas sobre a sinistralidade em Portugal. O jornalista tem obrigação de saber que a palavra "vítimas" é quase sempre associada a "mortos" quando se fala de acidentes. Um morto por dia é bastante diferente de 4 mortos por hora.
Também deve saber que os acontecimentos de determinados quatro dias não devem ser apresentados como situação típica ou comum.

É deste tipo de desinformação que nascem as teses e propostas absurdas no domínio da prevenção rodoviária.

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domingo, 23 de dezembro de 2007

Andou seis quilómetros em contramão na A4

Andou seis quilómetros em contramão na A4 (na zona de Paredes) até que duas patrulhas da Brigada de Trânsito da Maia o interceptaram, evitando que provocasse mais danos, além de um despiste e uma colisão que já tinha provocado. Ontem, ao início da tarde, pelas 14,40 horas, um homem de 83 anos foi interceptado pela BT quando conduzia na auto- estrada número 4 em direcção a Amarante, mas a seguir nas faixas com direcção para o Porto.Teste de alcoolemia De acordo com uma fonte da BT da Maia, o condutor seguia normalmente da A4 em direcção ao Porto quando, ao quilómetro 32, inverteu a marcha em plena auto-estrada, seguindo para Amarante, o destino que pretendia seguir.

Depois de percorrer seis quilómetros em contramão, o condutor foi impedido de continuar a circular pelas autoridades. Dessa manobra, além dos sustos que terá provocado em vários condutores que conseguiram evitar o choque, provocou o despiste de um ligeiro e a colisão entre dois automóveis. Desses acidentes resultaram danos materiais, não havendo registo de feridos.Ao condutor foi feito o teste de alcoolemia, que deu negativo. E a única explicação que deu para o sucedido, de acordo com uma fonte da BT, foi que se tinha enganado na direcção e queria seguir para Amarante.O homem de 83 anos foi detido e constituído arguido. Deverá apresentar-se na quarta-feira de manhã no Tribunal de Paredes. O crime é punido com pena de prisão ou multa.

Jornal de Notícias, 23 de Dezembro 2007

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Aqui está mais um tipo de acidente que não pode ser prevenido pelo abaixamento dos limites legais de velocidade nem pelos radares. A não ser que os automobilistas sejam obrigados a andar em marcha-atrás para não colidir com os distraídos que andam em contramão.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

MEDICAMENTOS E CONDUÇÃO

Ainda não há provas suficientes que demonstrem a influência dos medicamentos na ocorrência de acidentes de viação, por falta de estudos científicos. Mas é sabido que alguns podem afectar o desempenho físico e mental e, por consequência, a capacidade de condução.

É o caso dos que provocam sono, agressividade e irritabilidade, alteram a visão, diminuem a concentração e os reflexos do condutor, levando, por exemplo, a que trave mais tarde.

O problema é que, muitas vezes, os condutores não têm consciência de que as suas faculdades estão diminuídas. Assim, quando começar a tomar um medicamento, pergunte ao médico ou farmacêutico se este pode afectar a condução. Também pode (e deve) esclarecer as dúvidas no folheto informativo.

Leia o resto do artigo em Notícias DSP

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Só acontece aos outros

"SÓ ACONTECE AOS OUTROS" é uma série de 10 programas sobre prevenção rodoviária, com a duração de 15 minutos cada. 7 Programas serão emitidos entre 20 de Julho e 31 de Agosto 2007 e os restantes 3 no Natal e Fim de Ano, ou seja, nos períodos de maior sinistralidade rodoviária.O objectivo deste programa é que sirva de alerta e consciencialização dos perigos acrescidos que a estrada esconde nos meses de férias e nas épocas festivas.

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Este programa da RTP 1 devia envergonhar os seus autores e a própria estação.

A exploração de dramas pessoais, o recurso a exageros e meias-verdades e, sobretudo, o apelo às emoções mais primárias dos espectadores fazem do programa um caso extremo de manipulação e de deseducação.

Em momento algum são fornecidos dados relevantes para a compreensão dos casos relatados, para a fundamentação das medidas de prevenção e para despertar a inteligência dos espectadores.

Os espectadores são tratados como imbecis que, se lhe esplicassem racionalmente o problema, não conseguiriam ou não quereriam compreendê-lo.



País irmão ou país gémeo ?


Chefe do Detran do DF tem 42 multas

Infrações cometidas em dez anos por diretor seriam suficientes para sete processos de cassação de carteira

O diretor do Departamento de Trânsito (Detran) do Distrito Federal, Délio Cardoso, de quem se espera conduta exemplar no trânsito, está tendo dores de cabeça para explicar uma contradição. Foi flagrado por radares cometendo 42 infrações nos últimos dez anos, a maioria por excesso de velocidade - cinco delas são consideradas graves e a lei inclui entre as penalidades a suspensão do direito de dirigir. O episódio ficou ainda mais constrangedor porque, com base em fotografias de radares, Cardoso já suspendeu a carteira de 30 mil motoristas de Brasília.

Ele tem multas de todo tipo: estacionamento irregular, direção perigosa, não usar cinto, dirigir com apenas uma das mãos no volante e falar ao celular enquanto dirige. Pelas regras do Código de Trânsito Brasileiro, do qual o diretor do Detran é guardião, essas multas somariam 220 pontos - o suficiente para abrir sete processos de cassação da carteira. A infração mais recente, em 18 novembro de 2006, quando ele já estava escolhido para o Detran, foi passar no sinal vermelho. Em julho, com Cardoso já no cargo, a pontuação apareceu lançada, fora de prazo, no registro de outra pessoa, Leonardo da Silva.

Cardoso afirmou que o carro, um Mitsubishi L-200, havia sido vendido um mês antes da infração, conforme autorização de transferência protocolada no Cartório do 1º Ofício de Notas, em 6 de outubro de 2006. Mas o comprador, Paulo Leonardo Montenegro, demorou a efetuar a transferência e a multa acabou indo para o antigo dono.

O diretor não negou que as infrações ocorreram e alegou que é um ser humano como outro qualquer, sujeito a erros. Fez ainda a ressalva de que os veículos multados eram usados não só por ele. "São vários carros, registrados em meu nome, mas usados por minha mulher, familiares e motoristas das nossas empresas por 12 anos."

Pela conduta intransigente contra a " indústria de multas", um dos motes da campanha que elegeu José Roberto Arruda (DEM) governador do Distrito Federal, Cardoso ganhou a direção do Detran. Sobre a incoerência de ter chegado ao cargo prometendo acabar com os pardais (radares que fotografam carros em alta velocidade e emitem multas) e agora, no posto, ter desistido da idéia, passando a incrementar a aplicação de multas e cassações de carteiras de motoristas, Cardoso diz que evoluiu. "Hoje acho que os pardais são um mal necessário para não homenagear assassinos do trânsito. Não existe a indústria de multas. Sem pardais teremos a indústria de cadáveres."

O número de motoristas punidos por ele na capital federal supera o das cidades de São Paulo e do Rio juntas. São 30 mil cassações de carteiras, ante 25 mil de São Paulo e Rio juntos. Uma das vítimas do rigor do diretor do Detran foi o tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet, considerado mau motorista e mandado de volta à auto-escola para reciclagem.

ESTADÃO DE HOJE, 20 de Dezembro 2007
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No Brasil até há Governadores eleitos por prometerem lutar contra a "indústria de multas"...
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Belo (?) Horizonte


A quantidade de feridos e mortos em decorrência de acidentes de trânsito registrada no Anel Rodoviário, na capital, aumentou comparando 2007 (até o último dia 17) com todo o ano passado. Mesmo diante desse cenário não há nenhuma medida de segurança concreta que deve ser adotada nos próximos meses. Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMR), que monitora o trecho, foram contabilizados este ano 28 óbitos contra 23, em 2006. O número de vítimas graves pulou de 104 para 128.
...
O major informou ainda que as melhores condições da pista - recapeada em toda sua extensão contribui para que o motorista imprima maior velocidade. O agravante é que nenhum dos dez radares instalados na via funciona. Há cerca de quatro meses venceu o contrato entre o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) e a empresa que faz a manutenção dos aparelhos.
...
De acordo com a assessoria de imprensa do TCE, a suspensão ocorreu após a empresa Foto Sensores Tecnologia Eletrônica Ltda, um das concorrentes da licitação, entrar com uma representação na casa alegando irregularidades. A suspensão é uma decisão preliminar do TCE, até que seja analisada as denúncias da empresa. O processo corre em segredo de Justiça. Até que o mérito seja julgado, o que não tem data marcada para acontecer, as estradas vão continuar sem nenhum tipo de fiscalização.

Desde janeiro do ano passado não há radares em funcionamento nas estradas gerenciadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), de acordo com a Setop. Em entrevista coletiva realizada ontem para divulgar o balanço anual da secretaria, o secretário Fuad Noman informou que não há o que fazer no momento para mudar essa situação. “O TCE impugnou a licitação e não podemos fazer nada para acelerar o processo até que eles avaliem se houve algum erro ou não”, disse.

O TEMPO, Belo Horizonte, 19.12.2007

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Estas notícias do Brasil são interessantes e instrutivas. Ficamos a saber que morrem mais pessoas, com ou sem radares, numa única "circular" de Belo Horizonte do que em toda a cidade de Lisboa. Só nessa "circular" existem 10 radares.
Dá ideia que no Brasil proliferam radares às centenas sem conseguir impedir que morram dezenas de milhares de pessoas. Constata-se que a gestão da rede de radares e da sua manutenção é uma fonte de dores de cabeça, de desperdício de recursos e de caos.

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terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Afinal não sou só eu que o digo...



"Detenhamo-nos, um pouco, na virtude de bem gastar, ultrapassando o vício de gastar pior e mais. Gastar mais em Saúde, o que temos feito nos últimos 15 anos a ritmo acelerado, foi muitas vezes gastar pior. E sem resultados correspondentes. Na verdade, entre 1992 e 2004, a despesa pública em saúde, no PIB, passou de 4,2% (14º lugar) para 7,2% (6º lugar, entre os 15 da então UE). Mas sem os correspondentes ganhos em saúde. Vejam-se os actuais 1200 mortos nas estradas, os 300 nos acidentes de trabalho, os 900 por VIH/SIDA, os 300 por tuberculose. Mas vejam-se, sobretudo, os quase 23 mil mortos por cancro, quantos deles tardiamente diagnosticados e inadequadamente assistidos, ou os cerca de 38 mil mortos por doença cardio-cérebro-vascular, com prevenção e orientação insuficientes. "


Intervenção do Ministro da Saúde perante as Comissões Parlamentares de Economia, Finanças e Saúde em 10.10.2006


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Afinal não sou só eu que o digo...


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Automóveis sem seguro obrigatório

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O número de condutores sem seguro automóvel parece estar a aumentar rapidamente.
Quarenta e nove pessoas morreram e 456 ficaram feridas na sequência de acidentes com automóveis sem seguro obrigatório, no primeiro semestre deste ano.
Veja mais sobre este tema AQUI

domingo, 16 de dezembro de 2007

Carta por pontos já em 2008

Tendo bem presentes os maus resultados de 2007, o primeiro de dez anos em que o número de mortes nas estradas voltou a subir (mais 27 que em 2006 até ao passado dia nove), o Executivo vai lançar uma ‘Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária’ que terá início em 2008. A pressa de começar a inverter a descida da curva é evidente. O objectivo maior é ficar entre os 10 melhores da Europa.
São 28 medidas, contidas num documento extenso a que o Expresso teve acesso em primeira mão, algumas das quais poderão revolucionar todo o sistema de combate à sinistralidade: carta por pontos, a possibilidade de se tirar a carta nas escolas secundárias ou as inspecções periódicas para as motas são alguns exemplos.
Com metas que extravasam a própria legislatura, definidas para o período entre 2008 e 2015, o Executivo pretende fazer descer o número de vítimas mortais dos 850, registados no ano passado, para não mais que 579. Se tal for alcançado, Portugal ficará, pela primeira vez, melhor que a média da Europa.
Nos próximos dias, o Ministério da Administração Interna (MAI) vai entregar, para apreciação, às várias entidades públicas e privadas que actuam directa ou indirectamente sobre a sinistralidade, estas grandes linhas da estratégia nacional de segurança rodoviária.
O documento foi elaborado por uma comissão conjunta da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) e coordenado pelo secretário de Estado da Protecção Civil, Ascenso Simões.
Num retrato exaustivo da evolução da sinistralidade no nosso país desde 1975, foi dada nota positiva aos resultados atingidos no período em que vigorou o Plano Nacional de Prevenção Rodoviária, do anterior executivo - com uma redução de mortos, entre 2003 e 2006, da ordem dos 35% - e foram definidos objectivos mensuráveis.
Em sete anos pretende-se empurrar Portugal para o grupo dos 10 primeiros países da Europa dos 27 com mais baixa sinistralidade rodoviária, colocando o nosso país numa posição melhor que a média europeia.
Em 2006, ano em que Portugal atingiu a maior descida de sempre de vítimas mortais em acidentes rodoviários, com 850, (menos 22%) e em que, pela primeira vez, a barreira do milhar de mortos não foi ultrapassada na história do nosso país, não se conseguiu mais do que um 13º lugar na tabela, ainda assim pior que a média europeia. Para conseguir subir os três lugares, o actual indicador, de 91 mortos por milhão de habitantes, terá que melhorar para os 62.
A fim de alcançar o objectivo estratégico, foram definidas acções que envolvem desde a formação do condutor às infra-estruturas, o socorro às vítimas de acidentes e até uma revisão do Código da Estrada, para consolidar em lei as medidas propostas, como a carta por pontos.
O documento identifica como “factores prioritários” o controlo de velocidade e da condução sob o efeito do álcool e drogas; a formação dos condutores; o socorro às vítimas (“ao nível da prontidão e da criação de uma rede especializada de hospitais”); as auditorias de segurança, principalmente nas estradas nacionais e municipais, e inspecção de sinalização; e a fiscalização da segurança dos automóveis.
O MAI propõe que a coordenação de todo este plano tenha “um elevado envolvimento político ao mais alto nível do Governo e do Estado”, que pode passar pela criação de uma estrutura de coordenação ao nível da presidência do Conselho de Ministros. É também reivindicado que haja “uma definição clara, por parte de cada instituição envolvida, de um orçamento atribuído às acções desenvolvidas sob a sua responsabilidade”.
Este orçamento ainda não está definido, mas grande parte das acções podem beneficiar de fundos comunitários.



MEDIDAS EM DESTAQUE



1. Carta por pontos
O Governo pretende que o sistema esteja em funcionamento até ao final de 2008. A metodologia deverá ser semelhante ao caso francês, onde o condutor começa por ter um determinado número de pontos que vão desaparecendo de acordo com o tipo de infracção que vai cometendo. Se ficar sem pontos, é-lhe retirado o título de condução.

2. Inspecções periódicas para motos
A começar logo no primeiro semestre de 2008, os condutores de veículos de duas rodas a motor vão ter de os levar aos centros de inspecção, à semelhança do que acontece com os automóveis e pesados.

3. Carta de condução nas escolas secundárias
Introduzir nos programas do ensino secundário uma disciplina que prepare os alunos para a condução de veículos ligeiros e de duas rodas. Pretende-se um programa de dois níveis: um que permita a obtenção da licença a partir dos 16 anos (para motos) e outro que dê acesso à carta de condução. Em qualquer dos casos, a obtenção da carta deverá ficar sujeita ao aproveitamento escolar nesta disciplina. Ano lectivo 2010/2011.

4. Formação contínua
Dois programas: um voluntário, para os condutores que queiram actualizar conhecimentos, outro obrigatório, para aqueles condutores cujo comportamento implique proibição de conduzir ou que tenham estado envolvidos em acidentes mais graves. Também se quer consolidar os cursos de condução defensiva, medida que fica para depois de 2009.

5. Rede nacional de radares
No segundo semestre do próximo ano deverá iniciar-se a colocação em todos os itinerários principais do país dos equipamentos (radares) do chamado sistema nacional de fiscalização automático de velocidade. O objectivo é reforçar o cumprimento dos limites de velocidade.

6. Ultrapassagens proibidas
As estradas nacionais vão ser sujeitas a uma requalificação, de forma a eliminar as manobras de ultrapassagem utilizando a via de sentido oposto.

Expresso, 15 de Dezembro 2007

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A primeira observação que esta notícia merece é a de que a pomposa "estratégia" não foi precedida de nenhum estudo sério das causas dos acidentes. Não seria melhor começar por perceber porque é que em 2007 o número de mortos sobe em vez de descer ?
Propõe-se elevar Portugal, em termos de sinistralidade rodoviária, até ao 10º lugar na Europa (agora é 13º). 10º porquê ? porque não 7º ou 4º ? temos aqui um secretário de estado que ambiciona ser minstro ?


Quanto às medidas propostas há aquelas que preocupam como a "Rede Nacional de Radares" (os brasileiros já conhecem há muito tempo e chamam-lhe a Indústria das Multas) e a ideia peregrina de acabar com as ultrapassagens (como ? vamos ter que acompanhar a camioneta da palha durante 50 kms ?). Continua a funcionar a ideia absurda de que reduzir a velocidade de circulação só tem consequências positivas; a verdade é que a diminuição de 60 para 50 km/h, num país como Portugal redunda na perda de 14 milhões de dias/homem.

A introdução da "carta por pontos" parece-nos uma excelente ideia mas está dependente da correcção de alguns absurdos legais. Enquanto os limites legais de velocidade estiverem completamente desadequados da realidade a introdução da carta por pontos produzirá resultados absurdos.

Parece não haver nesta estratégia qualquer medida destinada a obviar as distracções ao volante que em Espanha são causa de 37 % dos acidentes; estou a falar de publicidade na berma das estradas e dos gadgets que pululam dentro dos automóveis, por exemplo.

sábado, 15 de dezembro de 2007

O jogo das escondidas

Veja a localização dos radares para próxima semana



RADARES − De acordo com a programação dos radares divulgada pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), nesta segunda-feira(17), um dos radares estáticos estará na Av. Dom Severino, próximo ao n° 1750, durante todo o dia. O outro aparelho ficará na Av. Homero Castelo Branco, ao lado do n° 1038, também durante a manhã e à tarde.
Na terça-feira (18), um dos aparelhos estará na Av. Maranhão, nos dois turnos, em frente ao nº 3343. O outro radar estático permanecerá, durante todo o dia, na Av. Barão de Castelo Branco, próximo ao nº 1010.

Quarta-feira (19) um dos aparelhos estará na Av. Dos Expedicionários, próximo ao n° 3967, durante a manhã e à tarde. E o outro radar ficará na Av. Homero Castelo Branco, ao lado do n° 1608, nos dois turnos.

Para a quinta-feira (20) a programação determina que um dos radares seja localizado na Av. Barão de Castelo Branco, ao lado do n° 1010, durante os dois períodos. O segundo radar estará na Av. Maranhão, em frente ao Bloco C – Centro Administrativo, pela manhã e à tarde.

Na sexta-feira (21) um radar será localizado na Av. Homero Castelo Branco, ao lado do n° 1038, durante os dois turnos. O outro aparelho será instalado na Av. Dom Severino, em frente ao n° 2451, também nos dois turnos.

No sábado (22), quando os radares estáticos funcionam apenas no turno da manhã, um dos aparelhos estará na Av. Poty Velho, em frente à Quadra A, Lote 5. O outro também estará na Av. Poty Velho, mas próximo à Quadra A8, Lote 4.

TV Canal 13, 14.12.2007

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Divertidíssimo... ou degradante, conforme o ponto de vista.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

200 mil euros para radares em Lisboa até 2011


CML prevê gastar 30,5 M€ em infraestruturas viárias até 2011.
A Câmara Municipal de Lisboa prevê investir 30,5 milhões de euros na construção, manutenção e conservação de infraestruturas viárias até 2011, dos quais 5,3 milhões em 2008.
De acordo com o plano plurianual de investimentos 2008/2011, apresentado no âmbito do orçamento da autarquia para o próximo ano, a manutenção e conservação de vias vai absorver a maior fatia, com um total de 24,8 milhões de euros.
As novas vias vão absorver um investimento global de 5,7 milhões de euros.
Só em 2008, o executivo liderado por António Costa (PS) tenciona investir 4,3 milhões de euros na manutenção e conservação de estradas e 776 mil euros em novas vias.
Mas vai ser no ano de 2011 que se deverá registar o maior esforço financeiro, com cerca de um terço (10,5 milhões de euros) do total dos investimentos previstos para os próximos quatro anos.
O plano plurianual apresentado terça- feira por António Costa prevê ainda um gasto de mais 200 mil euros na aquisição e instalação de radares de controlo de velocidade até 2011.
Actualmente, a cidade de Lisboa tem a funcionar 21 radares de controlo de velocidade.
Os radares estão colocados na Segunda Circular, nas avenidas das Descobertas, da Índia, Cidade do Porto, Brasília, de Ceuta, Infante D. Henrique, Estados Unidos da América, Marechal Gomes da Costa e Gago Coutinho e nos túneis do Campo Grande, do Marquês de Pombal, e da Avenida João XXI, bem como na Radial de Benfica.
Os critérios que estiveram na base da escolha destas 14 vias foram o elevado índice de sinistralidade, a inexistência de semáforos e serem saídas de túneis.
Trinta por cento do valor das coimas cobradas por excesso de velocidade é entregue à Câmara de Lisboa, que suporta a Polícia Municipal, os seus recursos humanos e equipamento, 40 por cento reverte para o Estado, 20 por cento para a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e 10 por cento para o Governo Civil.
Dinheiro Digital, 12.12.2007
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Os 21 radares actualmete instalados deverão ter custado entre 80 e 100 mil euros cada um.

Raul dos Santos sem imunidade


O deputado social-democrata José Raul dos Santos esteve envolvido num acidente de viação, no Príncipe Real, em Lisboa. Quando as autoridades chegaram ao local, o deputado recusou-se a soprar no balão. Mais tarde, e perante a insistência da polícia, terá abandonado o local do acidente.

O Ministério Público decidiu acusar o ex-autarca de Ourique de desobediência às autoridades e fuga de um local de crime.

O pedido de levantamento da imunidade do deputado foi aprovado esta quarta-feira de manhã, pela Comissão Parlamentar de Ética.

SIC Online, 12.12.2007

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Antigo presidente da Câmara de Lisboa apanhado em excesso de velocidade



João Soares, deputado do PS e antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, foi um dos condutores multados por conduzir em excesso de velocidade na Estrada Nacional 109. A acção de fiscalização foi desenvolvida pelo Governo Civil de Leiria.O atigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa e deputado do PS na Assembleia da República, João Soares, foi apanhado em excesso de velocidade na sexta-feira de manhã, durante uma acção de fiscalização promovida pelo Governo Civil de Leiria na Estrada Nacional 109, em Vieirinhos, Pombal.A viatura onde seguia João Soares foi uma das 33 interceptadas pelas autoridades, por seguirem em excesso de velocidade, numa zona o limite máximo permitido por lei rondava os 50 quilómetros/hora. A GNR/Brigada de Trânsito instalou dois radares em cada sentido na zona de Vieirinhos e, durante três horas, fiscalizou 2467 veículos. Destes, 33 circulavam em excesso de velocidade, seis condutores cometeram infracções muito graves e 30 infracções graves. Na mesma operação, as autoridades fiscalizaram veículos de transporte de matérias perigosas, tacógrafos, inspecções e documentação dos condutores. Um veículo de transporte de mercadorias não estava inspeccionado e a GNR aplicou uma multa de 250 euros.As autoridades registaram, naquela via, entre 2004 e 2006, 15 mortos e 26 feridos graves. Entre Janeiro e Outubro deste ano ocorreram, naquela via, 298 acidentes. “Daí a importância desta operação nesta estrada sinalizada como uma das mais perigosas do distrito”, afirmou José Miguel Medeiros, governador civil de Leiria, que na sexta-feira acompanhou as autoridades nas três acções de fiscalização realizadas no distrito.Na segunda acção do dia, realizada no IC8, entre as 15h00 e as 18h00, no concelho de Ansião, as autoridades fiscalizaram 900 veículos. Destes, 17 seguiam em excesso de velocidade, três cometeram infracções muito graves e 14 graves, numa zona onde o limite máximo de velocidade é de 90 quilómetros por hora. Nos concelhos de Ansião, Figueiró dos Vinhos, Pedrógão Grande e Pombal, que são atravessados pelo IC8, as autoridades registaram, entre 2004 e 2006, 11 mortos e nove feridos graves.


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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

A velocidade como fonte de prazer


EN125

Com algumas escoriações na face e ainda incrédulo com o sucedido enquanto ia retirando os destroços, Manuel Cavaco, de 50 anos, pasteleiro, descreveu ao DN o susto que apanhou pelas 04.20 de ontem, quando um Audi 80 se despistou à saída de Faro, na EN125, perto das pontes de Marchil, derrubou uma oliveira e colidiu violentamente contra a sua casa, situada no lado oposto da via.
O condutor e único ocupante do veículo com motor transformado de um Porsche, segundo soube o DN, teve morte imediata. Tinha 26 anos e era proprietário de um café em Faro.
O Audi 80, que seguia no sentido Faro-Loulé, ainda transpôs três vias de rodagem até embater contra uma árvore e a habitação, já antiga e constituída apenas por rés-do-chão.
O comandante dos Bombeiros Municipais de Faro, Vítor Afonso, garantiu ao DN estar-se perante um caso de "bastante velocidade excessiva", numa zona onde o limite é de 50 a 60 quilómetros por hora.


Leiria


Um jovem de 18 anos morreu ontem ao início da tarde, em Leiria, na sequência de um despiste no motociclo que conduzia e de ter sido violentamente projectado contra aparede de uma casa...Ainda de acordo com informações recolhidas pelo DN, o jovem tinha acabado de sair de casa e, após percorrer cerca de 500 metros numa moto de alta cilindrada, despistou-se e foi projectado contra a parede de uma habitaçãona localidade de Paço...


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Dois acidentes de viação, na mesma página do DN de 10 de Dezembro de 2007.São dois exemplos de acidentes que nunca poderão ser evitados pelo abaixamento dos limites legais de velocidade nem pelo controle dos radares (é impossível ter um radar em cada kilómetro de estrada).
O verdadeiro problema não foi, em qualquer dos casos, terem excedido os 50 km/h que a lei estabelece (se o limite fosse 30 também teriam desobedecido). Se circulassem a 60 km/h continuavam acima do limite legal mas o acidente não teria acontecido.
O problema foi a completa inadequação da velocidade às condições concretas em que os veículos circulavam.
Quando a velocidade surge como fonte de prazer é necessário procurar as causas dos acidentes na publicidade aos automóveis e nas transmissões televisivas das provas automobilísticas, por exemplo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Meta europeia para mortes na estrada não será atingida em 2009

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Público
10 de Dezembro 2007



O objectivo da União Europeia (UE) era reduzir para 50 por cento o número de mortos e de feridos graves relativamente à média de 1998-2000. Mas em Portugal a diminuição da sinistralidade rodoviária estava a descer de forma tão significativa que o Governo decidiu antecipar a meta para 2009 mas agora não será possível cumpri-la.
No ano passado parte do objectivo foi alcançado. Este ano, com o aumento de quase cinco por cento no número de mortos nas estradas até 2 de Dezembro e prevendo que o resto do mês mantém pelo menos os níveis de 2006, voltaremos atrás.

Paulo Marques, presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), admite que tal possa acontecer. Mas lembra que se ficará sempre muito próximo da meta para 2009. O objectivo da UE era descer até às 874 vítimas mortais, o que não se atingiria com as 883 mortes expectáveis no cenário que o PÚBLICO apresentou. Neste momento estão contabilizadas 802 mortes até 2 de Dezembro, ou seja, mais 37 do que no ano passado.

Acima de tudo, Paulo Marques não vê os resultados deste ano como uma inversão numa tendência descendente com uma década. "O ano passado tivemos uma descida anormal de mais de 22 por cento, quando a média dos outros anos ronda os oito. Agora o sucesso de 2006 pesa-nos", argumenta. Atribui o aumento à aleatoriedade dos acidentes e lembra que os números são muito inferiores aos de 2005. Depois realça que os feridos graves continuam a descer assim como os ligeiros. Os últimos dados disponíveis confirmam uma descida de 356 feridos graves (11,2 por cento) e de menos 1020 feridos ligeiros (2,6 por cento).

Acidentes com muitos mortos

O presidente do Observatório da Segurança das Estradas e Cidades, Nuno Salpico, acredita que devido à crise económica muitos estejam a fugir às portagens. "As pessoas evitam as auto-estradas que genericamente são mais seguras e optam por circuitos mais antigos, como as estradas nacionais que têm defeitos gravíssimos de segurança", defende o juiz. "São estradas construídas com condições de segurança para 50 ou 60 km/h e depois é permitido lá circular a 90 km/h", completa Nuno Salpico.

Luís Picado Santos, responsável pela segurança rodoviária no departamento de engenharia civil da Universidade de Coimbra, não considera "extraordinariamente preocupante o aumento do número de vítimas mortais". Na sua opinião este crescimento está sujeito a flutuações que dependem de alguns grandes acidentes.
"Ainda que haja um número de mortes relativamente alto, o efeito daquele acidente com um autocarro na A23 que só de uma vez provocou 16 mortos torna-se significativo", exemplifica o docente.
Apesar de reconhecer que a partir de agora a descida é cada vez mais difícil, Luís Picado Santos considera que ainda há condições para manter a tendência decrescente. "É preciso continuar a apostar na maior consciencialização dos dos cidadãos e numa maior fiscalização", defende. E reconhece que nos últimos anos se evoluiu muito: "Temos melhores infra-estruturas, melhor fiscalização e, em geral, os veículos oferecem uma segurança passiva mais ampla".

Pessoas menos expostas

Carlos Rodrigues, director do Laboratório de Análise de Tráfego, da Faculdade de Engenharia do Porto, considera qualquer aumento "muito preocupante" e lamenta que Portugal ainda esteja acima da média europeia a 25 e muito longe de países como a Suécia ou o Reino Unido, referências neste campo. Depois de uma grande evolução desde 1995, o ano passado a média da Europa (ainda a 25) era de 86 vítimas mortais por milhão de habitantes e Portugal já chegava perto: 91. Seis por cento acima da média, mas muito longe dos 43 da Holanda, dos 49 da Suécia e dos 56 do Reino Unido.
Carlos Rodrigues lembra que desde 2004 que o consumo de combustível tem baixado, o que implica que as pessoas têm estado menos expostas. E avisa: "O principal problema é os cerca de 70 por cento de acidentes dentro das localidades. Até Setembro o número de atropelamentos era superior a 90 por cento."

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Este texto é um tratado, uma demonstração da atitude científica dos especialistas consultados.
Fala-se de "redução anormal em 2005" (porquê ?), de "pessoas que evitam as auto-estradas" (em que medida ?) e de "flutuações que dependem de alguns grandes acidentes" (estamos portanto no domínio do aleatório ?).
Para culminar compara-se Portugal com a Suécia e com o Reino Unido (porque não com a Grécia e a Hungria, não seria mais lógico ?).
Na histeria que envolve os acidentes de viação vale mesmo tudo...

domingo, 9 de dezembro de 2007

As legendas do DVD

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Autocarro era novo. Polícia diz que pode ter havido uma infracção, passageiros referem velocidade. Motorista que ia ao volante não sobreviveu ao acidente. As autoridades investigam
Velocidade a mais, avaria, gelo, distracção? Ontem, ao final do dia, continuavam em aberto todas as hipóteses que poderão explicar o despiste, na sexta-feira à noite, de um autocarro com 16 portugueses na província catalã de Lérida, no Nordeste de Espanha. Um dos dois motoristas e dois passageiros (um homem e uma mulher) morreram e 13 pessoas ficaram feridas, quatro com gravidade. A viatura era nova e o condutor experiente. Em Maio de 2005, um outro autocarro despistara-se na mesma zona; nessa altura não houve vítimas mortais.Passava pouco das 23h00 (menos uma hora em Lisboa) quando o autocarro saiu da estrada C13, numa ponte em La Sentiu de Siu. Numa zona de curva apertada, abalroou o separador, caiu por uma ribanceira e acabou por capotar - o estado em que ficou não parece deixar dúvidas quanto a isso.
Público, 9 de Dezembro 2007
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Eu ouvi, no noticiário da televisão, uma sobrevivente dizer que o motorista tinha colocado um DVD no leitor e estava a regular as legendas no momento do acidente.
Porque será que os fundamentalistas estão sempre prontos a exigir a redução das velocidades mas não dizem nada acerca das múltiplas fontes de distracção que enxameiam os automóveis e autocarros ?.
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