quinta-feira, 2 de setembro de 2010
A panaceia radares
A GNR quer reforçar o uso de radares nas estradas portuguesas. Num documento interno a que o i teve acesso, enviado a todos os comandos territoriais há três dias, a Direcção de Operações pede maior utilização de radares e vídeos provida (radares móveis utilizados nos carros patrulha), considerando que o seu uso tem estado "abaixo do desejável".
Associações de profissionais do sector defendem que a medida, destinada a aumentar o número de multas, é insuficiente e que a prevenção não pode ser feita recorrendo exclusivamente ao controlo de velocidade.
José Manageiro, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, alerta para a necessidade de aperfeiçoar os procedimentos e investir numa maior incidência de visibilidade das patrulhas. "A componente visível é a forma mais correcta de evitar o acidente e é mais eficaz do que um radar escondido." O dirigente associativo da GNR admite que "uma diminuição das receitas" provenientes das multas de trânsito pode contribuir para estas indicações de natureza operacional e previne: "Queríamos que o raciocínio estivesse mais na prevenção e menos nas receitas."
José Alho, presidente da Associação Socioprofissional Independente da Guarda (ASPIG), acusa a GNR de usar estas directivas para empolar as estatísticas. "Como o número de multas passadas em 2009 foi muito reduzido, a GNR precisa de mais multas para dizer que sem Brigada de Trânsito isto continua a andar sobre rodas", comenta o dirigente.
Fonte do Comando Geral da GNR responde que o documento interno "nunca quererá dizer: vamos passar multas" e defende que o importante está concentrado nos dois primeiros parágrafos da mensagem. Na comunicação aos militares, a Direcção de Operações sublinha "a necessidade imperiosa" de reduzir a sinistralidade rodoviária e considera o "excesso de velocidade e a velocidade excessiva" infracções a combater por serem causas "muito relevantes para a ocorrência de acidentes rodoviários".
A utilização da prevenção rodoviária como "bode expiatório" para a avaliação de desempenho dos oficiais também entra no rol de acusações. Manuel João Ramos, presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACAM), não considera que o pedido emitido pela Direcção de Operações seja "irresponsável" mas sustenta ser "uma forma descabida" de prevenir a sinistralidade. O presidente acusa a GNR de agir "em função do número de coimas" e de "sobreutilizar os radares em operações stop, não necessariamente em zonas de risco, mas onde é mais fácil apanhar infractores".
José Miguel Trigoso, director da Prevenção Rodoviária Portuguesa, pelo contrário, aplaude a iniciativa da GNR. "Não há outro meio para controlo de velocidade além dos radares." A política é estratégica para diminuir o número de mortes nas estradas porque "a gravidade do acidente depende da velocidade do embate", explica Trigoso.
A mensagem volta a lançar o debate sobre a capacidade operacional da GNR, depois da extinção da Brigada de Trânsito. O fim daquela unidade foi oficializado no início de 2009 com a entrada em vigor da Lei Orgânica da GNR e, para as associações do sector, a Divisão de Trânsito e Segurança Rodoviária da GNR instituída pelo Ministério de Rui Pereira há uma semana não resolveu o problema. Os profissionais continuam a queixar-se da falta de coordenação central desde que passaram a estar integrados nos destacamentos territoriais. "Esta divisão, tal como o nome indica, é mais um departamento para dividir", lamenta José Manageiro, para quem a criação do novo órgão é "apenas uma operação de estética". "Não consegue reduzir o erro de António Costa", conclui.
O número de mortes nas estradas estabilizou. Até 21 de Agosto, morreram 460 pessoas nas estradas portuguesas, menos uma do que em igual período do ano passado. Estes dados são anteriores ao choque em cadeia na A-25, que causou seis mortes.
Jornal "I", 02.09.2010
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Estamos mais uma vez perante uma guerra de interesses corporativos e institucionais com pretexto na ficção de que a repressão do "excesso de velocidade" é o essencial da prevenção.
Business as usual.
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Podemos encerrar o país até não haver qualquer acidente ?
Manuel João Ramos, o presidente da A-CAM, o autor da tristemente célebre teoria da "guerra civil nas estradas", revela em entrevista ao DN o seu sonho de encerrar quase todas as estradas do país.
Como sempre começa por exagerar o problema, falando do número total de atropelamentos mas ocultando que a esmagadora maioria não tem quaisquer consequências, para justificar "medidas drásticas".
Agora, sabe-se lá porquê, resolveu dar tréguas aos condutores, que costuma tratar como um bando de energúmenos, para se ocupar de quem "gere as estradas". Uma mudança que não deve ser inocente.
Eis um bom exemplo de como usar uma capa pseudo-científica para disfarçar a irracionalidade.
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terça-feira, 14 de julho de 2009
António Costa acusado de ter esquecido mudança de localização dos radares
TSF
13.07.2009
A Comissão de Acompanhamento dos Radares em Lisboa propôs há 18 meses a mudança de localização de alguns radares em Lisboa, mas António Costa, o presidente da autarquia, é acusado de ter esquecido esse relatório na gaveta.
Jornalista Cristina Lai Men ouviu Carlos Barbosa, do ACP, que fala em incompetência e Manuel João Ramos, da Associação de Cidadãos Automobilizados, a lamentar o tempo perdido (ouvir aqui)
Quase um ano depois, nada mudou. A Comissão de Acompanhamento dos Radares em Lisboa propôs no inicio de 2008, a mudança de localização de alguns dos 21 radares espalhados pela capital.
A proposta incluia por exemplo, a instalação de 4 radares na 2ª circular, também na Avenida Infante D.Henrique e na Alfredo Bensaúde.
O certo é que um ano e quase seis meses depois está tudo na mesma, refere Manuel João Ramos, da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados. Tempo perdido, diz a ACAM.
«Não ficou resolvido o problema da segunda circular que continua a precisar de obras e os radares continuam por relocalizar. Nada mudou, foram dois anos perdidos», defende.
Pelo Automóvel Clube de Portugal Carlos Barbosa fala em incompetência do presidente da Câmara de Lisboa.
«Estamos fartos de perguntar o que se passa, este relatório já devia ter sido implementado há uma série de meses e está na gaveta única e exclusivamente do senhor António Costa que continua sem saber o que é mobilidade na cidade de Lisboa», acusa Carlos Barbosa.
No ano passado, os 21 radares de Lisboa detectaram quase 130 mil infracções. A Avenida Infante D. Henrique foi o local onde mais condutores foram apanhados em excesso de velocidade.
O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, contactado pela TSF, preferiu não fazer qualquer comentário às críticas. .
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Menos mortos e feridos graves devido a radares em Lisboa ?
PÚBLICO
08.12.2008
Os radares de controlo de velocidade instalados em Lisboa há cerca de um ano e meio contribuíram, segundo o director municipal de Protecção Civil, Segurança e Tráfego, Fernando Moutinho, para "uma redução objectiva da sinistralidade grave".
Segundo números a que o PÚBLICO teve acesso, divulgados na última reunião da Comissão de Avaliação do Sistema de Controlo de Velocidade e Vigilância do Tráfego de Lisboa, num conjunto de 12 das vias com radares houve nove mortos em 2006 e sete em 2007, ano em que aqueles equipamentos entraram em funcionamento. E dessas sete mortes duas ocorreram junto ao Terreiro do Paço, já "fora da zona do radar" colocado na Avenida Infante Dom Henrique.
Nas mesmas 12 vias verificou-se que, entre 2006 e 2007, o número de feridos graves diminuiu de 66 para 19. No caso das avenidas Marechal Craveiro Lopes e General Norton de Matos (conhecidas como Segunda Circular), Marechal Gomes da Costa, Marechal Spínola e de Brasília não se registaram quaisquer feridos graves em 2007, ao contrário do que tinha acontecido no ano anterior.
Também significativa foi a diminuição da sinistralidade grave na Av. Infante Dom Henrique (onde o número de pessoas feridas com gravidade baixou de 22 para 8), na Av. Cidade do Porto (Segunda Circular) e na Av. Almirante Gago Coutinho.
Numa análise alargada já a 2008, mas abarcando apenas o primeiro semestre de cada ano, constatou-se que nas 12 vias em análise houve 40 feridos graves em 2006, oito em 2007 e 11 em 2008 (três dos quais ocorreram um único acidente na Av. Marechal Gomes da Costa). Já o número de mortos desceu de seis para um e, finalmente, para zero.
Acalmia indiscutível
O director municipal de Protecção Civil, Segurança e Tráfego da Câmara de Lisboa constatou que, na sequência da instalação dos radares de controlo de velocidade houve "uma acalmia do tráfego indiscutível", bem como "uma redução objectiva da sinistralidade grave". Isto aconteceu, segundo Fernando Moutinho, não só nos locais onde foram colocados aqueles equipamentos, mas também nas zonas imediatamente antes e depois.
O arquitecto acredita que mesmo para os críticos dos radares "é difícil rebater estes dados", embora admita que o período em análise é ainda muito curto para se chegar a uma conclusão mais definitiva sobre as melhorias nos índices de sinistralidade.
A avaliação preliminar agora feita tem, segundo o mesmo responsável, o problema acrescido de se fundamentar apenas no número de mortos e feridos graves, que são os únicos divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.
O director municipal adianta que "já foi pedido formalmente" àquela entidade que passe a disponibilizar outros dados, como o número total de acidentes e o número de feridos ligeiros, "informações importantíssimas" para permitir "uma análise mais fina" dos efeitos dos radares e também para "identificar melhor os pontos negros" da cidade.
Os 21 radares da capital, cuja instalação foi decidida quando Carmona Rodrigues era presidente da autarquia, entraram em funcionamento em Julho de 2007.
a A Comissão de Avaliação do Sistema de Controlo de Velocidade e Vigilância do Tráfego de Lisboa deverá concluir no início de 2009 uma proposta na qual recomendará a instalação de mais radares e a deslocação para novos locais de alguns dos equipamentos em funcionamento, mas o projecto não tem data para sair do papel.
"A questão dos radares não é prioritária", disse o assessor de imprensa da Câmara de Lisboa. Confrontado com esta afirmação, o director municipal de Protecção Civil, Segurança e Tráfego admitiu que "os prazos são políticos", mas defendeu que o trabalho da comissão vai permitir fundamentar qualquer decisão do executivo que venha a ser tomada sobre esta matéria.
A proposta da comissão deverá, segundo um documento preliminar já divulgado, pedir a colocação de novos radares em artérias como a Avenida Dr. Alberto Bensaúde e a Avenida Gulbenkian, mas também no Eixo Norte-Sul. Já no caso da Avenida Marechal Spínola (prolongamento da Avenida Estados Unidos da América), a ideia é retirar o equipamento lá instalado por se tratar de "um eixo radial com volumes de tráfego bem longe da sua capacidade de projecto".
Segundo o presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, Manuel João Ramos, a proposta final deverá ainda incluir algumas recomendações feitas por esta entidade, nomeadamente a introdução de um conjunto de medidas de acalmia de tráfego complementares aos radares. Entre elas contam-se alterações na semaforização, colocação de lombas e de painéis de alerta.
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Este optimismo carece, infelizmente, de fundamentação credível.
Como demonstro aqui não é legítimo atribuir aos radares qualquer redução do número e gravidade das vítimas se nos ativermos aos números desde Julho de 2005 até Junho de 2008.
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
A Guerra Civil da irresponsabilidade
As guerras civis são dos mais horrendos fenómenos sociais. Costumam produzir incontáveis mortos e dar lugar aos actos mais brutais de perseguição e tortura de vizinhos, ex-amigos, parentes e concidadãos.
Por isso sempre me revoltou a forma irresponsável como certas pessoas e instituições, na esteira desta "invenção" da ACAM, comparam os acidentes rodoviários a uma guerra civil.
Pelo texto publicado mais acima é possível perceber que a introdução da expressão "guerra civil nas estradas" foi um acto premeditado de manipulção da opinião pública. Para conseguir passar a sua "mensagem" os autores não se coibiram de induzir a ideia de que os condutores, tal como os combatentes nas guerras civis, matam os seus concidadãos de forma consciente e deliberada.
Mesmo que se considere que o combate à sinistralidade rodoviário é uma questão muito importante não é possível admitir tão repugnante deturpação da realidade e tão doentio ódio aos automobilistas.
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Noventa pessoas morreram nas estradas portuguesas em Agosto mas sinistralidade está abaixo de 2007
Público, 17.09.2008
Era difícil escapar à insistência da mensagem. Os painéis das auto-estradas faziam questão em lembrar que em Agosto do ano passado os acidentes rodoviários mataram 85 pessoas. Mas nem os avisos constantes evitaram a subida das fatalidades. Este ano houve mais cinco mortes nas estradas durante o principal mês de férias dos portugueses. Os números, ainda provisórios, são da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária.
Mas apesar disso, hoje o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, vai poder fazer um balanço positivo da sinistralidade rodoviária e dos resultados da campanha de prevenção "Mortes na Estada, vamos travar este drama". É que até 7 de Setembro, registaram-se 513 mortes em acidentes rodoviários, menos 52 que no mesmo período do ano passado. Os feridos graves também desceram de 2138 em 2007 para 1714 este ano. A mesma tendência verificou-se com os ligeiros: menos 2289.
A segunda quinzena de Julho foi mais calma que Agosto, tendo os acidentes rodoviários provocado 32 mortos, 134 feridos graves e 2060 ligeiros. Os números significam uma diminuição face a 2007, ano em que morreram 38 pessoas e 171 ficaram gravemente feridas.
O presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, Manuel Ramos, admite que a sinistralidade tenha diminuído, mas atribuiu a descida à subida do preços dos combustíveis. "As pessoas percorrem menos quilómetros e andam a velocidades inferiores", insiste. O dirigente alerta ainda para as "estatísticas falseadas", que sustenta "não permitem conhecer a real dimensão da sinistralidade grave em Portugal". Recorda que Portugal não contabiliza as vítimas que morrem nos trinta dias seguintes ao acidente, aplicando apenas uma taxa de agravamento. "Essa taxa fica muito aquém da realidade, que um estudo da PSP veio mostrar ser três vezes superior às mortes inicialmente contabilizadas", diz.
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Felizmente o número de acidentes e de vítimas continua a reduzir-se naturalmente desmentindo aqueles que exageram o problema para justificar medidas absurdas como a proliferação dos radares.
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quinta-feira, 24 de julho de 2008
Desapareceram 73 mil cartas de condução, admite Instituto da Mobilidade
Público, 24.07.2008
Três técnicos estiveram nas instalações da empresa que digitalizava os formulários com os pedidos, mas só hoje se saberá resultado
da operação
O presidente do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), Crisóstomo Teixeira, admitiu ontem o desaparecimento de 73 mil pedidos de carta de condução, depois de ter reconhecido atrasos mas negado o caos na emissão dos títulos. A admissão seguiu-se a uma notícia publicada na edição on-line do Expresso, onde se dava conta da busca de três técnicos desta entidade às instalações da empresa que digitalizava, até ao final de Junho, os pedidos de renovação e de novas cartas.
Para o presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, Manuel João Ramos, esta situação deveria levar ao apuramento de responsabilidades político-administrativas: "O senhor presidente do IMTT deveria ser chamado à comissão parlamentar dos transportes para explicar como é que isto aconteceu".
Ontem em declarações à Rádio Renascença, Crisóstomo Teixeira disse acreditar que muitos dos processos ainda poderão aparecer: "Os que não aparecerem, pediremos por escrito às pessoas que passem pelos nossos serviços, tragam a fotografia para colar no modelo e fazer a assinatura. Faremos então o envio para a Imprensa Nacional Casa da Moeda, que os emitirá rapidamente." O presidente do IMTT garantiu: "Naturalmente, não será cobrado nada aos condutores".
Teixeira relaciona o desaparecimento dos mais de 70 mil pedidos de carta de condução com a instalação de um novo sistema informático e com o fim do contrato com a Microfil, a empresa que digitalizava os documentos.
Manuel Antunes, administrador da Microfil, confirmou ontem a presença dos técnicos do IMTT nas instalações da empresa, mas rejeitou responsabilidades da sua firma. "A Microfil não tem esses documentos. Se isso acontecesse, era o fim do nosso negócio", argumentou o administrador. O empresário está convencido que os processos vão aparecer: "Mas não na Microfil, por onde já passaram mil milhões de documentos e nunca se perdeu nada."
Crisóstomo Teixeira tem outra versão: "Quando esse contrato chegou ao fim, verificou-se que estavam a faltar muitas cartas. Temos debatido o assunto com a Microfil, não se chegou a nenhuma conclusão. Hoje [ontem] os nossos técnicos vão verificar nas memórias do sistema de gestão de bases de dados e processos se a informação ainda lá está, eventualmente mal indexada e armazenada, e enviar rapidamente para a Casa da Moeda."
O IMTT remeteu para hoje uma posição sobre a operação de ontem na Microfil.
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sábado, 12 de julho de 2008
ACAM denuncia que cinco radares estão avariados desde Abril
Público, 12.07.2008
A Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M) alega que cinco radares em Lisboa estão avariados desde Abril e que, há um ano, vários falham na detecção de infracções em meses diferenciados.
A posição da ACA-M surge depois de, na quinta-feira, a Polícia Municipal de Lisboa ter divulgado que os 21 radares em Lisboa registaram 80.307 excessos de velocidade no primeiro semestre deste ano, o que traduz uma diminuição de 69,3 por cento face aos 261.770 casos registados no segundo semestre de 2007.
Manuel João Ramos, dirigente da Associação, referiu, sem precisar a localização, que "cinco radares estão avariados desde Abril". Acrescentou que, "desde Julho de 2007", diversos radares "estão a falhar, têm valores '0'", já que, "em meses diferentes não há uma infracção detectada".
Segundo a ACA-M, trata-se de alguns dos radares instalados durante o ano passado das avenidas Infante D. Henrique, Ceuta, Estados Unidos da América, Gago Coutinho, Descobertas, Marechal Gomes da Costa, da Saída do Túnel do Campo Grande, da Segunda Circular e da Radial de Benfica. Para a Associação, a situação demonstra que, "quando há falhas, os radares não são revistos e, quando há avarias, elas não são reparadas" porque "há ausência de um contrato de manutenção" dos equipamentos.
Em comunicado, a ACA-M assinala que pediu esclarecimentos à autarquia lisboeta sobre os radares avariados e "as recorrentes falhas de transmissão entre os equipamentos e o posto de comando da Polícia Municipal".
A Associação adianta que solicitou igualmente à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária informações acerca do "número de coimas que ficaram por processar e por cobrar em 2007 e 2008, relativamente a infracções por excesso de velocidade detectadas". "Nenhuma coima foi cobrada desde que os radares foram instalados", sustentou Manuel João Ramos, considerando "pura propaganda" os números divulgados pela Polícia Municipal.
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Como já aqui se tinha dito estes radares, cuja eficácia ninguém comprovou, ainda vão tornar-se num enorme quebra-cabeças (vidé o que tem acontecido no Brasil com os contratos de manutenção).
Mesmo quando não estão avariados penso que, por incapacidade administrativa, não têm consequências palpáveis.
O Ministério da Administração Interna prepara-se para ampliar este escândalo através da aquisição, igualmente impreparada, de mais 300 radares para espalhar pelo país.
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terça-feira, 3 de junho de 2008
Para que serviu afinal a Comissão dos Radares ?
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Dois meses depois da última reunião da Comissão de Avaliação dos Radares de Lisboa (CARL), ocorrida em 27 de Março 2008, chegou finalmente aos seus membros o texto final do parecer tratado na referida reunião (ver aqui).
Quando dei o meu contributo para este parecer (ver aqui) fiz questão de frisar que a CARL não dispôs, em momento algum, de dados que permitissem avaliar a performance dos radares fixos instalados em Lisboa.
Por isso não posso aceitar que se diga no referido Parecer que "A Comissão concluiu que a instalação dos radares teve um efeito positivo", tanto mais que uns parágrafos mais abaixo se diz também que "Os dados estatísticos recolhidos para o ano de 2007, correspondem ainda a um período muito curto para uma avaliação definitiva das melhorias nos índices de sinistralidade".
Entretanto a ACAM (Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados), emitiu um comunicado em que justamente critica a falta de dados com que se debateu a Comissão mas aproveita a ocasião para formular de novo as suas propostas fundamentalistas fazendo tábua rasa de tudo o que foi discutido nas reuniões e exarado no Parecer. Convém talvez lembrar que para a CARL foi inicialmente nomeado Manuel João Ramos, como vereador da CML. Posteriormente, Manuel João Ramos que é Presidente da ACAM, indicou como substituto Rui Zink, também dirigente da ACAM, embora em realidade esta entidade não tenha sido nomeada, que eu saiba, formalmente para a Comissão.
Penso que não é curial, e eu não o farei, insistir nas propostas que cada um fez inicialmente como se a Comissão nunca tivesse existido.
Por isso é urgente que a CML explique para que serve (ou serviu) afinal a Comissão de Avaliação dos Radares de Lisboa, que valor tem o parecer que colectivamente se acordou, como e quando pensa levá-lo à prática.
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quinta-feira, 24 de abril de 2008
Lisboa: Redução de infractores nos radares não traduz menos acidentes - A-CAM
RTP, 24.04.2008
Lisboa, 24 Abr (Lusa) - A redução do número de condutores apanhados em excesso de velocidade nos 21 radares da cidade, "não corresponde a menos acidentes", defende a Associação de Cidadãos Auto Mobilizados (A-CAM).
O presidente da A-CAM, Manuel João Ramos, disse hoje à Lusa que a diminuição generalizada do número de multas atribuídas após detecção colocação de radares em Lisboa vem justificar a sua existência.
Para o promotor da petição para alteração dos limites de velocidade, e com assento na Comissão de Acompanhamento dos Radares, Fernando Penim Redondo, o decréscimo do número de automobilistas apanhados em excesso de velocidade "não quer dizer nada". "Não conheço qualquer conclusão ou estudo aprofundado sobre o efeito dos radares em número de acidentes ou mortes", afirmou Fernando Penim Redondo.
"Os radares permitem reduzir a sinistralidade e têm um efeito de aprendizagem", salientou ainda o presidente da A-CAM, lamentando, contudo, que só tenham efeito nos locais onde estão instalados os radares.
Para Manuel João Ramos, a "sinistralidade na cidade de Lisboa só não é menor porque as autoridades não querem mexer na semaforização" da cidade e "gastar dinheiro em mais radares".
Fernando Penim argumenta, por seu lado, que "não existe ninguém com capacidade para avaliar o verdadeiro impacto dos radares na sinistralidade", e que nas várias reuniões da comissão de acompanhamento dos radares "nenhuma entidade comunicou quantas multas foram passadas, a redução do número de acidentes e as receitas recolhidas".
"Os radares são uma medida local, sem impacto na cidade. Eles (radares) têm que estar coordenados com os semáforos", referiu, adiantando que o tempo de verde nos semáforos devia ser, em muitos casos, reduzido, defende o responsável da A-CAM.
Manuel João Ramos defendeu ainda que "qualquer alteração de radares pode implicar a retoma de hábitos antigos", referindo-se à possibilidade de alguns aparelhos virem a ser transferidos de local.
Em relação ao recente anúncio de mais radares e caixas para controlo de velocidade, Fernando Penim, considera que "é apenas poeira para os olhos dos cidadãos, não se combate a verdadeira causa dos acidentes".
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O Presidente da A-CAM faz uma declaração paradoxal. Ele diz:
"A redução do número de condutores apanhados em excesso de velocidade nos 21 radares da cidade, "não corresponde a menos acidentes"
1. Ele não tem qualquer base para fazer esta afirmação pois não existem dados que a comprovem
2. Se fosse verdadeira a afirmação citada do Presidente da A-CAM, então seria absurda uma outra das suas afirmações:
"a diminuição generalizada do número de multas atribuídas após detecção colocação de radares em Lisboa vem justificar a sua existência".
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
ACAM quer repressão mais eficaz
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Em deplorável entrevista à RTP, dada ontem, Manuel João Ramos da ACAM lamenta que os serviços da Polícia Municipal não sejam suficientemente eficazes para cobrar as 261.000 multas absurdas geradas pelos radares de Lisboa.
Um caso de ódio patológico aos condutores. Veja o video AQUI.
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Radares/Vereador: Comissão criada para «retirar assunto da CS»
Diário Digital
15.01.2007
O vereador do movimento Cidadãos por Lisboa Manuel João Ramos afirmou hoje que a comissão de avaliação dos radares instalados pela autarquia, que reuniu uma vez, «foi feita para retirar o assunto da comunicação social».
«É uma pseudo-comissão que reuniu uma vez para uma espécie de apresentação. Foi feita para retirar o assunto da comunicação social», disse à Lusa Manuel João Ramos, que integra a comissão.
Os 21 radares começaram a funcionar a 16 de Julho do ano passado e a comissão reuniu a 01 de Outubro depois de uma petição ter exigido a reformulação do sistema.
Coordenada pelo vereador da Mobilidade, Marcos Perestrello (PS), a comissão integra o director municipal de Segurança e Tráfego, Fernando Moutinho, o comandante da Polícia Municipal, André Gomes, subcomissário Gancho da Divisão de Trânsito da PSP, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Paulo Marques Augusto, presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, Maranha das Neves em representação do Centro Rodoviário Português e Fernando Penim Redondo, promotor da petição.
Penim Redondo disse à Lusa que «houve reuniões marcadas que foram sucessivamente adiadas com o objectivo de se recolher dados que permitam avaliar os resultados dos radares».
O promotor da petição que defendia que a velocidade máxima passasse de 50 para 80 quilómetros/hora em algumas vias, com características de via rápida, considera que esses dados são importantes para avaliar o sistema e acha «normal» que se aguarde pelas estatísticas até ao final do ano.
Para o vereador Manuel João Ramos, que é igualmente presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), os radares «são medidas pontuais que, como não são acompanhados de outras, não têm efeito nenhum».
«O que eu vejo é as pessoas baixarem a velocidade quando passam o radar e voltarem a acelerar«, disse.
O presidente da ACA-M considera que deveriam ser usados os »radares móveis da PSP, como complemento aos outro radares, numa maior coordenação entre PSP e Polícia Municipal«.
«Sobretudo falta mexer no sistema 'Gertrude' de regularização do trânsito porque a 'onda verde' dos semáforos permite o excesso de velocidade», sustentou.
Manuel João Ramos sublinhou que «sobretudo de noite, as pessoas aceleram para apanharem vários sinais verdes», gerando situações de insegurança rodoviária.
Os radares estão instalados desde 16 de Julho nas Avenidas das Descobertas, da Índia, Cidade do Porto, Brasília, de Ceuta, Infante D. Henrique, Estados Unidos da América, Marechal Gomes da Costa e Gago Coutinho e nos Túneis do Campo Grande, do Marquês de Pombal e da Avenida João XXI - onde o limite de velocidade é de 50 quilómetros/hora - e ainda na Radial de Benfica, na Segunda Circular e no prolongamento da Estados Unidos da América, onde a velocidade máxima permitida é de 80 km/h.
Diário Digital / Lusa
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segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Marialvas do Volante
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O Manuel João Ramos deu uma entrevista à NS' do Diário de Notícias do dia 17 de Novembro (clique nas imagens para ampliar se quer ler).
Por acaso adopta um tom moderado que só com alguma atenção revela, sob a capa, as suas posições fundamentalistas quanto à prevenção dos acidentes rodoviários.
A certa altura, num descuido, resolve qualificar o autor deste blogue como "Marialva do Volante", qualificativo que aplica igualmente a Miguel Sousa Tavares e a Alcino Cruz.
Se pertenço, como ele diz, a uma "espécie em vias de extinção" então acho que devia ser ajudado. Pelo contrário é ele, através da ACAM, que recebe subsídios do Ministério da Administração Interna.
Gostava de lembrar que eu, ao contrário de outras pessoas, não vivo dos acidentes de viação. Sempre tive uma profissão onde não precisava de andar a assustar ninguém para ganhar a minha vida.
As posições públicas que tomo, sobre a sinistralidade rodoviária, têm origem na minha consciência de cidadão.
Não me posso calar quando vejo as autoridades do meu país completamente subordinadas à chantagem psicológica do fundamentalismo.
A recente sucessão de acidentes rodoviários espectaculares está a levar a uma situação em que são as "associações de vítimas" que modelam o discurso político oficial e influenciam a legislação e as práticas repressivas sobre a generalidade dos cidadãos. Como se fosse tolerável subordinar às teses dos familiares das vítimas de crimes quer a investigação da PJ, quer os tribunais quer os legisladores do Código Penal. 
A solução para os desgostos e os traumas dos familiares das vítimas não pode ser a culpabilização e o castigo indiscriminado. Isso é o que acontece quando se escolhe as soluções de prevenção rodoviária não por serem eficazes mas por serem penosas para a generalidade dos cidadãos.
Fatalidades acontecem todos os dias e em muitas áreas. Muitas delas são simplesmente inevitáveis. A esmagadora maioria resulta de casos fortuitos. Só um pequeníssimo número resulta de comportamentos assumidamente anti-sociais. É preciso aprender a viver com estes factos.
Acho que o caminho é tentar compreender cada vez melhor aquilo que propicia ou causa os acidentes para os poder prevenir.
Em vez da dramatização e das emoções culpabilizantes devemos apelar à inteligência e ganhar os cidadãos para medidas que racionalmente sejam passíveis de justificação.
Nada será conseguido pela culpabilização geral.
Aqueles que sofreram com a perda de entes queridos, por muito respeito que mereçam, não estarão provavelmente em condições de conduzir tão complexo trabalho.
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domingo, 18 de novembro de 2007
Um caso de ciumes ?
TSF
18 Novembro 2007
O ministro da Administração Interna rejeitou, este domingo, as acusações da Associação Estrada Viva de que o Governo está tirar proveito político do Dia da Memória das Vítimas da Estrada.Em todo o país estão programadadas accções do Governo e das Forças de Segurança, numa campanha de sensibilização por causa da segurança nas estradas. O objectivo é que, durante o dia de hoje, não se registem acidentes graves.
Ouvido pela TSF, Manuel João Ramos, da organização Estrada Viva, acusou o Governo de estar a desvirtuar um dia que devia ser de recordação.«É óbvio que se trata de aproveitamento político. É óbvio que há um grande mal-estar no Governo pelo facto de nós termos andado a chamar à atenção para aquilo que não está a ser feito, sendo que alguém teve a ideia de fazer uma campanha de segurança rodoviária no Dia da Memória», considerou.
Reagindo às acusações de que as cerimónias de hoje são aproveitamento político de uma tragédia, o ministro recusou liminarmente essa leitura. «Não há nenhum aproveitamento político, não estamos num dia de festa, mas sim num dia de pesar, de responsabilidade», disse Rui Pereira, frisando que o exercício a que assistiu visou sensibilizar a população, e as crianças em particular, para «a importância do comportamento responsável em relação à estrada» e que a sua presença «simboliza a importância que o Governo dá a este combate».Quanto ao aumento do número de mortos nas estradas este ano, Rui Pereira recordou que só o recente acidente na A23 foi responsável por 16 vítimas mortais, mas disse preferir esperar pelo final do ano para fazer um balanço. «Em comparação com o período homólogo de 2006, repito que é prematuro fazer balanços. Há menos acidentes graves e menos acidentes.
Em relação ao número de mortos faremos contas no fim do ano», afirmou. O ministro realçou a evolução registada desde meados da década de 80, quando os mortos na estrada ultrapassavam os 2.500 por ano, descendo pela primeira vez para menos de 1.500 em 2001, quando era secretário de Estado da Administração Interna, e para menos de mil em 2006. «É preciso estabilizar esse resultado, garantir que não é um acaso, que conseguimos consolidar e que este é um esforço nacional que corresponde à afirmação de uma civilização solidária, em que as pessoas têm condutas responsáveis e cívicas», acrescentou.
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Se vamos falar em aproveitamento políico não sei quem possa acusar quem. Será que o ministro se esqueceu de algum subsídio ?
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sábado, 3 de novembro de 2007
Uma tragédia usada para manipular as opiniões

O lamentável acidente de ontem, junto ao Terreiro do Paço, que provocou dois mortos e um ferido muito grave foi imediatamente aproveitado para uma campanha despudorada por parte dos fundamentalistas do costume.
Sem cuidar de esclarecer as circunstâncias e causas do acidente, que ocorreu de madrugada num local desorganizado pelas obras do metro, partiu-se imediatamente para as acusações do costume aos automobilistas em geral, para a divulgação de números falaciosos e para a apresentação das soluções milagrosas.
Em vez de se discutir se havia ou não excesso de velocidade, se o sinal estava vermelho ou verde, se os peões respeitaram ou não a passadeira manipula-se os instintos mais primários dos cidadãos pelo recurso à divulgação dos detalhes mais escabrosos e fomenta-se uma atitude irracional em vez de propor a análise e a compreensão dos factos.
Os jornais tiveram um festim e encheram-se de títulos sensacionais:
"Acidente era uma tragédia à espera para acontecer"
"Maioria dos atropelados tem mais de 60 anos"
"Condutora acusada de duplo homicídio"
"Uma tragédia anunciada"
"Nem a doença as impediu de madrugar"
O Público titulava "Em Portugal há mais de 16 atropelamentos por dia". O DN era, apesar de tudo, mais comedido "Atropeladas 4 pessoas por dia em Lisboa e Porto". No contexto em que estes números eram apresentados o cidadão era levado a pensar que morrem 16 peões atropelados por dia. Tem que se dar ao trabalho de ultrapassar o título para ficar a saber que afinal, durante todo o ano de 2006, morreram realmente 137 peões em acidentes de viação (ou seja 0,4 peões por dia). O cancro do intestino grosso, por exemplo, mata 8 pessoas por dia em Portugal.
"Lisboa é a capital da insegurança", referiu o inevitável Manuel João Ramos, membro da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M) ao Público e nós ficamos a pensar numa catástrofe. A verdade é que o relatório da DGV diz que morreram 11 (onze) pessoas por atropelamento em Lisboa durante todo o ano de 2006.
Esta manipulação tem o intuito de assustar os responsáveis políticos, que receiam ser acusados de negligência, e "flexibilizá-los" para aceitarem "soluções" como os dísticos da já famosa campanha "Risco Zero" ou a delimitação de "Zonas de 30 km/h".
Estas propostas são absurdas quando referidas a propósito do acidente em análise.
Este atropelamento, que todos lamentamos, seria evitado se o automóvel ostentasse o dístico de condutor perigoso ?
O local onde o acidente ocorreu tem velocidade máxima legal de 50 km/h. Alguém pensa que o acidente teria sido evitado no caso de o limite legal ser 30 km/h ?
Estamos perante mais um caso de descarada manipulação.
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P.S. Hoje dia 4, li no Público o anuncio de uma "homenagem às vítimas" promovida pela ACAM no local do acidente. Ao mesmo tempo invocava-se como co-responsáveis do acidente a CML e o Metro.
Trata-se de uma iniciativa repugnante destinada a tirar partido político de uma tragédia alheia.
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terça-feira, 16 de outubro de 2007
Os "street racers" como pretexto
SOL
14 de Outubro 2007
A Câmara de Lisboa aprovou hoje por unanimidade uma moção que defende «apertada fiscalização» da PSP para combater as corridas de automóvel ilegais (street racing) que começaram a realizar-se no recém inaugurado último troço do Eixo Norte-Sul.
A moção, proposta pelo movimento Cidadãos por Lisboa, propõe «não só uma apertada fiscalização desta via por parte da PSP, como a instalação urgente de medidas de controlo e abrandamento de velocidade em permanência», divulgou o gabinete municipal daquele movimento.
Segundo os vereadores Helena Roseta e Manuel João Ramos, desde que foi inaugurado o último troço do Eixo Norte-Sul, na quarta-feira, a via começou a «a atrair os chamados 'street racers', especialmente na zona do viaduto sobre o Lumiar».
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Com pretexto nos "street racers" os fundamentalistas do costume preparam-se para "empatar" a generalidade dos cidadãos, que não têm nada a ver com o assunto, talvez com mais uns quantos radares. Os "street racers", esses, mudam de local e continuarão impunemente as suas corridas.
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quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Moção para alterar limite de velocidade
Correio da Manhã
27 de Setembro de 2007
Manuel João Ramos, presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M) e vereador da Câmara de Lisboa, apresentou ontem uma moção a exigir a suspensão da alteração de 50 Km/h para 80 km/h do limite máximo de velocidade na Avenida Marechal Spínola.
Além da moção, apresentada durante a reunião da câmara de ontem, a ACA-M pediu ainda a suspensão da mesma medida ao presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR). “Trata-se de uma decisão que vai aumentar a sinistralidade rodoviária na zona”, disse ao CM Manuel João Ramos. “As estatísticas apontam que nas zonas de Lisboa onde os radares foram instalados a sinistralidade baixou 78%”, adiantou o presidente da ACA-M.
Anteontem, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou um lote de medidas de acalmia do tráfego para as zonas com mais acidentes. “O aumento da velocidade máxima na Avenida Marechal Spínola será um contra-senso”, referiu Manuel João Ramos. Até ter acesso aos fundamentos da decisão da ANSR, e a análise das mesmas por uma comissão técnica, a ACA-M exige que tudo se mantenha igual na Avenida Marechal Spínola.
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A posição da ACAM é inqualificável. Quem é que esta Associação realmente representa quando toma posições claramente contrárias à generalidade dos cidadãos ?
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sábado, 15 de setembro de 2007
Radares em avaliação
Expresso
15 de Setembro 2007
Radares em avaliação
O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, quer acabar com a polémica sobre os radares de controlo de velocidade e melhorar a eficácia destes equipamentos. ‘‘Para já não vai haver alterações nem de velocidade, nem de localização, mas tudo está em aberto’’, garante o vice-presidente, Marcos Perestrello, responsável pela Mobilidade. Na quinta-feira, assinou o despacho de nomeação de um grupo de peritos para avaliar o desempenho dos dois meses de funcionamento dos radares e propor, num prazo de 30 a 60 dias, soluções que permitam introduzir melhorias no sistema.
A designada Comissão de Avaliação do Sistema de Controlo e Vigilância do Tráfego em Lisboa junta figuras como Fernando Penim Redondo e Carlos Barbosa (ACP), que têm defendido o aumento de velocidade em algumas vias com radar, a representantes da PSP e da Polícia Municipal, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), o próprio vice-presidente da Câmara e Manuel João Ramos, vereador e dirigente da Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados.
‘‘Entendemos que a segurança rodoviária não se pode fazer contra as pessoas e é importante produzir consensos e encontrar soluções pacificadoras sobre matérias tão importantes como esta’’, disse ao Expresso Marcos Perestrello. Segundo este autarca, o que vai estar em análise pelo grupo de trabalho é o impacto dos radares ‘‘na redução de velocidade e na sinistralidade’’. ‘‘Quando o relatório estiver pronto analisaremos as conclusões a aplicar’’, promete.
Menos acidentes graves
Uma análise feita pelo Expresso, com base em dados oficiais da ANSR, mostra que, mesmo sem estarem ainda a multar, os 21 radares colocados em Lisboa podem ter contribuído para uma redução brutal dos acidentes mais graves nestas vias.
Comparando o primeiro semestre deste ano, quando os radares começaram a ser ligados, com igual período de 2006, verificou-se uma redução de 37 feridos graves para oito (menos 78%). Este ano houve um morto, enquanto no ano passado houve quatro nestas artérias. Embora menos significativa, mas presente, também nos feridos leves se registou descida: 198 contra 233, em 2006 (menos 15%).
Manuel João Ramos não vê outra justificação que não seja a presença ‘‘dissuasora, mesmo sem multar’’ dos radares. ‘‘Se não houve beneficiação das vias e se não houve mais fiscalização (pelo contrário, até diminuiu) o único elemento novo foram os radares. Funcionaram como uma espécie de aviso às pessoas’’.
A redução do número de acidentes graves nestas vias contribuiu para a diminuição global das vítimas rodoviárias em Lisboa: mortos e feridos graves reduzidos a metade (10 para 5 e 148 para 77, respectivamente).
A Divisão de Trânsito (DT) de Lisboa está a fazer, desde 2006, um estudo sobre os locais e causas dos acidentes na cidade. As vias dos radares merecem especial atenção no trabalho dos oficiais da DT. Contactada pelo Expresso, a Direcção Nacional da PSP não autorizou que a DT adiantasse informações.
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domingo, 26 de agosto de 2007
Vereador corrobora, involuntariamente, a publicidade da Citroen

Segundo o Público, do dia 25 de Agosto, os vereadores da oposição na Câmara Municipal de Lisboa criticaram ontem a falta de alternativas ao sistema que controla há mais de 20 anos os semáforos, cujo contrato foi renovado por mais um ano pela maioria PS-BE, que admite renegociar.
O vereador independente eleito pelo movimento Cidadãos por Lisboa, Manuel João Ramos, no seu estilo habitual, disse entre outras coisas a seguinte pérola:
"não existe um plano de mobilidade" para a cidade e o trânsito é controlado por um sistema "que privilegia os automóveis" ... é necessário "mudar o paradigma e começar a pensar nas pessoas primeiro".
Parecendo acreditar na veracidade do anúncio da Citroen em que os carros-robot tomam o freio nos dentes Manuel João Ramos, o autor do já célebre slogan publicitário da "guerra civil nas estradas" ignora, como se não existissem, os automobilistas e todos os ocupantes das viaturas.
Para ele existem por um lado as pessoas, que são os peões, e por outro os transformers que são culpados por entrar num automóvel ou num autocarro.
Simplesmente inadmissível...
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