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terça-feira, 14 de julho de 2009

António Costa acusado de ter esquecido mudança de localização dos radares

TSF
13.07.2009

A Comissão de Acompanhamento dos Radares em Lisboa propôs há 18 meses a mudança de localização de alguns radares em Lisboa, mas António Costa, o presidente da autarquia, é acusado de ter esquecido esse relatório na gaveta.

Jornalista Cristina Lai Men ouviu Carlos Barbosa, do ACP, que fala em incompetência e Manuel João Ramos, da Associação de Cidadãos Automobilizados, a lamentar o tempo perdido (ouvir aqui)

Quase um ano depois, nada mudou. A Comissão de Acompanhamento dos Radares em Lisboa propôs no inicio de 2008, a mudança de localização de alguns dos 21 radares espalhados pela capital.
A proposta incluia por exemplo, a instalação de 4 radares na 2ª circular, também na Avenida Infante D.Henrique e na Alfredo Bensaúde.
O certo é que um ano e quase seis meses depois está tudo na mesma, refere Manuel João Ramos, da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados. Tempo perdido, diz a ACAM.
«Não ficou resolvido o problema da segunda circular que continua a precisar de obras e os radares continuam por relocalizar. Nada mudou, foram dois anos perdidos», defende.
Pelo Automóvel Clube de Portugal Carlos Barbosa fala em incompetência do presidente da Câmara de Lisboa.
«Estamos fartos de perguntar o que se passa, este relatório já devia ter sido implementado há uma série de meses e está na gaveta única e exclusivamente do senhor António Costa que continua sem saber o que é mobilidade na cidade de Lisboa», acusa Carlos Barbosa.
No ano passado, os 21 radares de Lisboa detectaram quase 130 mil infracções. A Avenida Infante D. Henrique foi o local onde mais condutores foram apanhados em excesso de velocidade.
O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, contactado pela TSF, preferiu não fazer qualquer comentário às críticas. .

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Não se conformam com a evidência dos números

Público
08.01.2209

A GNR e a PSP detiveram em 2008, em todo o continente, mais de 24 mil condutores por infracções às regras de trânsito. Destes, cerca de 13.600 foram presos por apresentarem taxas de alcoolemia acima do permitido. Em média, devido ao consumo excessivo de álcool e por conduzirem sem habilitação legal, foram presas diariamente, em Portugal, 66,4 pessoas.
Estes números foram ontem revelados por responsáveis da GNR e PSP durante a apresentação do balanço relativo a sinistralidade rodoviária verificada no território do continente no ano passado. O factor humano é, porém, apenas um dos três mais importantes. Há ainda que contar com o estado dos veículos e com a qualidade das estradas. A alegada melhoria das vias, bem como o reforço dos patrulhamentos terão, disseram os ministros da Administração Interna e das Obras Públicas, contribuído decisivamente para que, em 2008, se registasse o menor número de sempre de mortes nas estradas nacionais: 772.
Um dos exemplos dados pelo ministro das Obras Públicas e que associa a melhoria das vias à diminuição da sinistralidade foi o da reconversão do IP5 em auto-estrada (A25). Entre 1998 e 2003, ano que antecedeu o início das obras de reconversão, morreram naquela estrada 149 pessoas. A partir de 2004 o número de vítimas mortais anuais decresceu para menos de 50 por cento e em 2008 só houve a lamentar três óbitos.
O decréscimo de vítimas mortais face a 2007 (menos 82 óbitos) foi motivo de regojizo para os ministros Rui Pereira e Mário Lino, mas também alvo de reparos por, eventualmente, não reflectirem a realidade. É que em Portugal têm sido contadas as vítimas que perecem no local do acidente ou a caminho do hospital, enquanto no resto da Europa juntam-se ao total aqueles que, em consequência de acidentes, venham a morrer nos 30 dias seguintes.
Ontem, porém, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Paulo Marques, garantiu que essa regra europeia deverá entrar em vigor em Janeiro de 2010.
"O Governo calculava que 14 por cento dos feridos graves morressem nos hospitais, mas esse número é bem mais elevado, quase de 50 por cento", disse ontem ao PÚBLICO o presidente do Automóvel Clube de Portugal, Carlos Barbosa. Congratulando-se com a efectiva diminuição de vítimas mortais (também os feridos graves passaram de 3116 para 2587), o dirigente do ACP alertou, contudo, para a alta sinistralidade existente nos meios urbanos, apontando Lisboa como um exemplo de má gestão do tráfego e, em consequência, potencial pólo de acidentes. "PSP, Polícia Municipal e até a Emel, todos multam, todos querem mandar no trânsito. É muita gente a querer mandar, mas muito pouca gente a efectuar as necessárias campanhas de prevenção e a solucionar os problemas existentes", disse.

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A questão dos feridos que morrem no hospital é, neste contexto, uma falsa questão pois o tratamento do assunto era o mesmo nos anos que estão a ser comparados e em que se verificou uma evolução extremamente positiva. Isto sem falar de que a mortalidade por erro médico nos hospitais é superior à que acontece nas estradas.

Uma coisa é certa, a melhoria da situação no que toca à sinistralidade incomoda aqueles que têm planos megalómanos para encher as estradas do país com radares que pouco resolvem e muito custam.

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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Comissão de radares parada há oito meses e sem decisões

Diário de Notícias
07.11.2008

Lisboa. Mudanças propostas para atenuar velocidade na capital continuam na gaveta.
A Comissão do Sistema de Controlo de Velocidade (CSCV) criada pela vereação da mobilidade da Câmara de Lisboa não reúne há oito meses. O último encontro entre as entidades que a compõem foi em Março. "Desde aí, nada mais foi discutido, decidido ou mudado na cidade para atenuar a sinistralidade", explicaram ao DN fontes ligadas a este organismo. Aliás, sublinham, "a comissão foi criada com carácter de urgência para avaliar e resolver os pontos negros da cidade e nada fez ainda".

Na última reunião, a segunda, desde a criação em Agosto de 2007, foi apresentado um documento dos serviços camarários que propunha a colocação de novos radares em novas artérias, a retirada de outros e a duplicação do sistema em vias rápidas, como na Avenida Infante Dom Henrique. Os serviços consideravam ainda importante a substituição de alguns.

Na altura, o vereador Marcos Perestrello afirmou ao DN que estas decisões seriam tomadas até fim de Março. Até porque um dos seus objectivos era resolver os 28 pontos negros de Lisboa antes do Verão. Só que "continua tudo na mesma", referiram as mesmas fontes. Em Maio, o Movimento pelos Cidadãos de Lisboa apresentou uma contraproposta ao documento da CML, que ainda não foi analisada.

A CSCV, composta por elementos da CML, da Divisão de Trânsito da PSP, Polícia Municipal, Carlos Barbosa do ACP e Pinheiro Redondo, um dos subscritores da petição contra os radares, foi criada para estudar o impacto dos radares na circulação com velocidade e analisar a temporização dos semáforos , bem como outras medidas que pudessem atenuar a sinistralidade, mas "nada estudou ou avaliou ainda quase dois anos depois da instalação dos primeiros radares. Se o tivesse feito, talvez fosse possível evitar alguns acidentes mortais", salientaram as mesma fontes.

O DN contactou a CML para saber quais as razões que levaram a parar os trabalhos da comissão, mas até à hora do fecho da edição não obteve resposta. - A.M.I.

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Esta notícia contém várias inexactidões e equívocos:

1. A última reunião da "Comissão de Avaliação dos Radares", ocorrida a 27 de Março aprovou por consenso um plano dos serviços camarários competentes. É verdade que a CML ainda não deu qualquer seguimento prático a esse plano mas tal nada tem a ver com a Comissão.

2. A referida Comissão não foi criada para "atenuar velocidade na capital" nem para "resolver os 28 pontos negros de Lisboa antes do Verão". A Comissão foi criada para avaliar os impactos, positivos e negativos, dos 21 radares instalados em Lisboa e fazer recomendações para a respectiva reconfiguração.

3. É verdade que a Comissão não teve acesso a informação relevante para executar a sua missão cabalmente pelo que se limitou a concluir a sua actividade com a aprovação do documento camarário referido acima. Este facto foi denunciado por alguns dos participantes na altura.

4. Os "Cidadãos por Lisboa" não faziam parte da Comissão e a sua proposta fazia, pura e simplesmente, tábua rasa do documento camarário aprovado por esta em 27 de Março.

5. Embora isso não seja muito importante aproveito para corrigir: O meu nome é Penim Redondo e não Pinheiro Redondo.

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sábado, 8 de dezembro de 2007

Lisboa multa mais 50% do que o país

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Em apenas três meses, os radares fixos da Câmara de Lisboa registaram mais 40 mil infracções que a GNR e a PSP em todas as estradas do país. Isto em 2006, dentro e fora das localidades.
Os dados até agora coligidos pela Polícia Municipal entre 17 de Julho e 25 de Outubro dão conta de 129.749 infracções. Segundo as estatísticas da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), no ano passado, foram detectadas 88830 infracções ao limite de velocidade estipulado, ou seja, mais 50%. Se se comparar apenas as multas dos radares da capital com as das localidades de todo o país, a diferença é brutal: sobe para o triplo.


Fazendo as contas pelo valor mínimo das coimas, 60 euros, o valor teórico cobrado seria de 7,7 milhões de euros, Mas a Câmara “ainda não viu nada” lamentou o director do departamento de Tráfego do município, Carlos Pereira, responsável pela gestão técnica dos equipamentos, num debate realizado no Instituto Superior Técnico sobre os radares de Lisboa. Segundo a lei, só no ano seguinte o Estado faz a distribuição das multas e a Câmara recebe 30%. A ANSR não respondeu ao pedido do Expresso para saber o número de coimas que já foram pagas.


Numa mesa que prometia polémica, com o o presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, e os professores do IST José Manuel Viegas, especialista em urbanismo e transportes e João Dias, perito em simulação de acidentes, aquele quadro superior da CML reconheceu que “alguns radares não estão nos locais mais adequados”.


Na opinião de Carlos Pereira, “vão ter que ser instalados mais radares em algumas vias, como a 2ª circular, ou a Infante D. Henrique, para que se consiga obter uma velocidade baixa constante”. No entanto, “como não há dinheiro para comprar mais radares, vamos ter de os retirar de outra ruas”. Não adiantou quais, até porque, essa correcção está neste momento a ser avaliada por uma comissão nomeada pelo presidente da autarquia.


Carlos Barbosa disse que concorda com a utilidade dos radares na redução de velocidades, muito embora estes “tenham sido colocados sem qualquer critério”. E provocou: “Os lisboetas têm um grande azar em ter o dr. António Costa como presidente. Já quando estava no Governo não tinha a menor sensibilidade para a segurança rodoviária. ‘Desviou’ dinheiro da prevenção para comprar pistolas para as polícias”.


José Manuel Viegas destacou a “mudança psicológica que já se nota na atitude dos condutores”, a qual “só por si, já é sinal de sucesso dos radares”. Viegas defendeu até uma diminuição de velocidade em algumas zonas residenciais para os 30 km/hora.


Uma posição que foi ao encontro das preocupações do colega João Dias. coordenador do Núcleo de Investigação de Acidentes. As simulações feitas pelo seu departamento mostram que um peão atropelado a 30 km/h tem 80% de hipóteses de sobreviver. Essa esperança reduz-se para 50% se o carro circular a 45 km/h e para zero, se a velocidade for de 80 km/h.

De acordo com as investigações do seu departamento, deviam ser colocados radares noutras vias, que concentraram grande parte dos acidentes graves da cidade: as avenidas 24 de Julho, Almirante Reis, da Liberdade e da República.


Este encontro está inserido num ciclo de debates promovido pela Associação de Estudantes do IST, em parceria com o Expresso. O próximo será dia 18, sobre o novo aeroporto de Lisboa e o TGV.

Valentina Marcelino, Expresso 8 de Dezembro 2007


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A verdade é que se desconhecem ainda os efeitos, para o bem e para o mal, da instalação dos 21 radares de Lisboa. A petição on-line que recolheu mais de 10.000 assinaturas não deixa margem para dúvidas: os cidadãos não aprovam os radares pelo menos nos locais, e com os limites de velocidade, actuais.
O atropelamento na Infante D. Henrique, junto ao Terreiro do Paço, mostrou que não basta ter um radar cobrindo 100 metros numa avenida com dez kilómetros. Mesmo que os 21 radares de Lisboa fossem todos postos na Infante D. Henrique não podiam garantir os 50km/h em toda a sua extensão.

As medidas deste tipo só servem para se fingir que se está a fazer alguma coisa e escapar à pressão brutal dos media que vampirizam sempre qualquer desgraça.

O trabalho sério de pesquisa das causas e procura/invenção de soluções fica para as calendas. No caso do autocarro sinistrado na A-23 já anunciaram que talvez só daqui a 8 meses se conheçam as causas do acidente.

domingo, 14 de outubro de 2007

"Radares Mudam em alguns sítios"

Diário de Notícias
14 de Outubro 2007




Extractos da entrevista com Carlos Barbosa, Presidente do ACP

Foi um dos apoiantes de Carmona Rodrigues, que não ganhou as eleições. Como é hoje a sua relação com a Câmara de Lisboa, com António Costa a presidir?

Ainda sou vereador substituto, ou seja, quando os outros faltarem todos posso sê-lo (risos). Relativamente à câmara, Marques Perestrello tem uma grande sensibilidade para as questões da segurança rodoviária, que lhe advém de cargos onde esteve anteriormente e é uma pessoa de bom-senso, com vontade de resolver os problemas da cidade. Quando ele mete à mesma mesa a Polícia Municipal, PSP, o ACP, o homem que fez a petição das 2000 assinaturas e a ACAM é porque quer ouvir e resolver o problema no sentido de ter mais mobilidade e não mais sinistralidade. É isso que eu acho importante.

Apresentou também uma proposta de alteração relativamente à colocação de radares de velocidade em Lisboa. Entretanto já foi criada uma comissão na qual participa o ACP para discutir este assunto. Já há novidade?

Quero em primeiro lugar que fique claro que nós somos a favor dos radares, desde que seja respeitada a fórmula segurança e mobilidade. Com a actual colocação de radares não está a ser respeitada nem uma nem outra. A Marina Ferreira pôs os radares completamente à balda. Ela não pediu qualquer opinião, nem à Direcção-Geral de Viação, nem à PSP, nem ao ACP, que nós tínhamos os estudos. Agora entregámos tudo. E é evidente que o dr. Marques Perestrello, que é uma pessoa de bom-senso, vai fazer a reposição nos sítios certos. Já temos uma segunda reunião marcada e creio que vamos tirar conclusões muito rapidamente .Vão mudar-se radares em alguns sítios, há sítios onde simplesmente não fazem sentido e outros onde até o controlo de velocidade não deve existir. Quando se criam vias rápidas é para as pessoas se despacharem e não para ficarem presas no trânsito.

Que alterações de vulto vamos então ter?

Vamos ter mais radares em sítios perigosos, locais que agora não estão devidamente monotorizados. Porque os radares foram colocados só em sítios onde havia feixe óptico.Nos locais perigosos que não o tinham, nãopuseram. Tudo para não fazerem o investimento. Acha isto normal? O que vai fazer agora é recolocar os radares, para se garantir a fluidez versus segurança.

sábado, 22 de setembro de 2007

ACP quer ocultar a localização dos radares e substituir alguns por temporizadores

Público
22 Setembro 2007



O presidente do ACP quer acabar com os "estrangulamentos de trânsito por causa dos radares" e critica a falta de "critério" na sua colocação
O Automóvel Clube de Portugal (ACP), cujo presidente tem vindo a criticar a instalação em Lisboa de 21 radares de controlo de velocidade, propõe que se substituam alguns destes equipamentos por temporizadores e se disseminem caixas nas artérias onde há radares para que os automobilistas não percebam onde é que estes estão colocados.Num estudo entregue esta semana à Câmara de Lisboa, o ACP propõe que os radares instalados nas Avenidas Brasília e da Índia sejam substituídos por semáforos que passem a vermelho quando for excedida a velocidade máxima permitida no local. O objectivo, explica o presidente daquela entidade, enquanto aponta a Avenida 24 de Julho como um exemplo bem sucedido da instalação de temporizadores, é promover uma maior mobilidade. O estudo sugere também a colocação de várias caixas nalgumas das artérias onde foram instalados os radares, para que os condutores não percebam o local exacto onde eles estão, sendo levados a manter uma velocidade constante. "A Avenida da Índia faz filas permanentemente até Alcântara devido ao radar colocado em frente ao Centro Cultural de Belém, enquanto a Avenida Brasília faz permanentemente filas até ao Estádio Nacional por causa do sinal em frente às antigas cancelas de Belém", justifica Carlos Barbosa. O presidente do ACP defende ainda que a Segunda Circular deve ter mais radares à velocidade de 80 km/h, porque isso vai manter os automobilistas todos à mesma velocidade e permitir uma maior fluidez de trânsito e menos engarrafamentos. "O que o estudo do ACP pretende essencialmente é mobilidade em Lisboa, com segurança, e que não haja estrangulamento de trânsito por causa dos radares", resume Carlos Barbosa, argumentando que os radares foram colocados "sem critério, não foram pedidos estudos à Prevenção Rodoviária, à Direcção-Geral de Viação e à PSP". O presidente do ACP considera que entre os 21 radares instalados pela Câmara de Lisboa há vários que "não fazem sentido", como o do Campo Pequeno e os da Avenida de Ceuta, e acrescenta que o equipamento colocado no Túnel do Marquês está mal localizado. Segundo Carlos Barbosa, o vice-presidente da autarquia e vereador da Mobilidade, Marcos Perestrello, nomeou uma comissão para estudar a questão dos radares, da qual o ACP faz parte, que deverá começar as reuniões na próxima semana. Lusa O limite de velocidade na Marechal Spínola (prolongamento da Avenida dos EUA), onde a câmara de Lisboa instalou dois dos 21 radares de controlo de velocidade em funcionamento desde meados de Julho, foi ontem alterado de 50 para 80 quilómetros por hora. Esta alteração da calibragem dos radares colocados na Avenida Marechal Spínola foi feita, segundo o comandante da Polícia Municipal de Lisboa, logo após a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária ter autorizado a medida.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

ACP sugere à CML substituição de radares por temporizadores

Agência Financeira
20 de Setembro 2007



A substituição de alguns radares por temporizadores e a colocação de caixas para iludir o local onde está o dispositivo são algumas propostas de um estudo do Automóvel Clube de Portugal (ACP) entregue à Câmara de Lisboa.
Desde a instalação dos 21 radares de controlo de velocidade na cidade, o ACP tem criticado a medida, nomeadamente por falta de estudos, tendo por isso desenvolvido este trabalho, que entregou na terça-feira à autarquia da capital, diz a «Lusa».

«Temos várias propostas que alguns radares sejam retirados e substituídos por temporizadores (semáforos que passam a vermelho quando é excedida a velocidade máxima permitida), nomeadamente na Avenida Brasília e na Avenida da Índia», disse esta quinta-feira o presidente do ACP, Carlos Barbosa.

Exemplo dos bons resultados alcançados com o sistema dos temporizadores é a Avenida 24 de Julhol onde «nunca mais houve acidentes ou atropelamentos», disse.

O objectivo é uma maior «mobilidade» e uma «margem segura» naquelas vias, adiantou o responsável, sublinhando que o estudo foi baseado «nos acidentes que houve em Lisboa versus locais dos radares e versus mobilidade».

O estudo sugere também a colocação de várias caixas para que não se perceba onde estão localizados os radares e assim os condutores são levados a manter a mesma velocidade nas vias, disse Carlos Barbosa, dando como exemplo a Segunda Circular.

A Segunda Circular deve ter mais radares à velocidade de 80 quilómetros/hora, porque isso vai manter os automobilistas todos à mesma velocidade e permitir uma maior fluidez de trânsito e menos engarrafamentos, defendeu.

«A Avenida da Índia faz filas permanentemente até Alcântara devido ao radar colocado em frente ao Centro Cultural de Belém, enquanto a Avenida Brasília faz permanentemente filas até ao Estádio Nacional por causa do sinal em frente às antigas cancelas de Belém», justificou.

Sobre a colocação dos radares nos túneis, Carlos Barbosa considera que o do Campo Pequeno «não faz sentido» e que o do Túnel do Marquês está mal localizado.

«Há um determinado número de radares que não fazem sentido», frisou.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

ACP vai propor alterações aos radares de velocidade

Jornal de Notícias
13 Setembro 2007


ACP vai propor alterações aos radares de velocidade


O presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP) prevê que, até amanhã, esteja concluído o estudo que está a ser feito pelos serviços daquela entidade - em colaboração com a PSP e com a Prevenção Rodoviária Portuguesa - sobre os 21 radares de controlo de velocidade colocados pela Câmara de Lisboa em vários pontos da cidade e que, em menos de três meses, registaram mais de 90 mil infracções. O objectivo de Carlos Barbosa é entregar em breve o documento ao Executivo municipal, propondo algumas alterações para melhorar a mobilidade na capital.Desde que os radares começaram a funcionar, a 16 de Julho, Carlos Barbosa tem sido uma das vozes mais críticas desta medida, acusando a Câmara de os ter colocado aleatoriamente e sem ter ouvido as entidades que sabem do assunto. "Não houve qualquer espécie de estudo nem da parte dos serviços de viação da Câmara, nem da Direcção-Geral de Viação, nem da PSP", disse, ontem de manhã, à TSF.Dois dos radares que Carlos Barbosa considera "não terem sentido nenhum" são os das avenidas da Índia e Brasília, por entender que têm o chamado "efeito dominó", ou seja, criam filas de trânsito onde elas não existem. "Deviam ser pura e simplesmente retirados", defende, propondo que, em alternativa, sejam instalados semáforos com temporizadores que mudam para vermelho quando os veículos excedem a velocidade permitida na zona.Já em relação à Avenida Infante D. Henrique, o presidente do ACP defende que deveria ser instalado mais um radar, visto que, segundo as estatísticas, é uma das vias com mais sinistralidade em Lisboa. Em relação à velocidade máxima permitida - na maioria dos locais é de 50 quilómetros/hora, apenas na Segunda Circular e na Radial de Benfica é de 80 -, o ACP não vai ainda pronunciar-se.Ontem, Marcos Perestrello, vice-presidente da autarquia e responsável pelo pelouro da Mobilidade - com quem Carlos Barbosa já reuniu - disse que a Câmara está a estudar todos os dados relativos à colocação dos radares, mas admitiu ser cedo para fazer uma avaliação. "Não se pode precipitar uma decisão quando os radares apenas estão a trabalhar há dois meses", disse, à margem da cerimónia do aniversário da Polícia Municipal. O autarca considera que "circula-se demasiado depressa em Lisboa" e deixou uma garantia independentemente da análise de todos os estudos, "a Câmara jamais diminuirá o número de radares" nas ruas da capital.

sábado, 15 de setembro de 2007

Radares em avaliação

Expresso
15 de Setembro 2007

Radares em avaliação


O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, quer acabar com a polémica sobre os radares de controlo de velocidade e melhorar a eficácia destes equipamentos. ‘‘Para já não vai haver alterações nem de velocidade, nem de localização, mas tudo está em aberto’’, garante o vice-presidente, Marcos Perestrello, responsável pela Mobilidade. Na quinta-feira, assinou o despacho de nomeação de um grupo de peritos para avaliar o desempenho dos dois meses de funcionamento dos radares e propor, num prazo de 30 a 60 dias, soluções que permitam introduzir melhorias no sistema.
A designada Comissão de Avaliação do Sistema de Controlo e Vigilância do Tráfego em Lisboa junta figuras como Fernando Penim Redondo e Carlos Barbosa (ACP), que têm defendido o aumento de velocidade em algumas vias com radar, a representantes da PSP e da Polícia Municipal, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), o próprio vice-presidente da Câmara e Manuel João Ramos, vereador e dirigente da Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados.
‘‘Entendemos que a segurança rodoviária não se pode fazer contra as pessoas e é importante produzir consensos e encontrar soluções pacificadoras sobre matérias tão importantes como esta’’, disse ao Expresso Marcos Perestrello. Segundo este autarca, o que vai estar em análise pelo grupo de trabalho é o impacto dos radares ‘‘na redução de velocidade e na sinistralidade’’. ‘‘Quando o relatório estiver pronto analisaremos as conclusões a aplicar’’, promete.
Menos acidentes graves
Uma análise feita pelo Expresso, com base em dados oficiais da ANSR, mostra que, mesmo sem estarem ainda a multar, os 21 radares colocados em Lisboa podem ter contribuído para uma redução brutal dos acidentes mais graves nestas vias.
Comparando o primeiro semestre deste ano, quando os radares começaram a ser ligados, com igual período de 2006, verificou-se uma redução de 37 feridos graves para oito (menos 78%). Este ano houve um morto, enquanto no ano passado houve quatro nestas artérias. Embora menos significativa, mas presente, também nos feridos leves se registou descida: 198 contra 233, em 2006 (menos 15%).
Manuel João Ramos não vê outra justificação que não seja a presença ‘‘dissuasora, mesmo sem multar’’ dos radares. ‘‘Se não houve beneficiação das vias e se não houve mais fiscalização (pelo contrário, até diminuiu) o único elemento novo foram os radares. Funcionaram como uma espécie de aviso às pessoas’’.
A redução do número de acidentes graves nestas vias contribuiu para a diminuição global das vítimas rodoviárias em Lisboa: mortos e feridos graves reduzidos a metade (10 para 5 e 148 para 77, respectivamente).
A Divisão de Trânsito (DT) de Lisboa está a fazer, desde 2006, um estudo sobre os locais e causas dos acidentes na cidade. As vias dos radares merecem especial atenção no trabalho dos oficiais da DT. Contactada pelo Expresso, a Direcção Nacional da PSP não autorizou que a DT adiantasse informações.

domingo, 9 de setembro de 2007

96.694 infracções desde 16 de Julho






Os radares de Lisboa foram activados, por oportunismo, só após as eleições para a CML.

Desde essa data, 16 de Julho, já detectaram 96.694 infracções das quais só 34.376 foram objecto de notificação aos "felizes contemplados". Isto segundo o Sol de sábado passado.

Como era referido no post anterior, que citava o Sol, a CML através do vice-presidente Marcos Perestrello, está atrabalhar para tentar corrigir o absurdo criado pela vereação anterior. Nesse processo parecem estar envolvidos quer o ACP quer a Prevenção Rodoviária Portuguesa.

O presidente do ACP, Carlos Barbosa, que foi recebido pelo vereador terá mesmo declarado: "É preciso corrigir o que está mal. É provável que alguns radares mudem de local e outros sejam adaptados às condições das vias". Parece que Carlos Barbosa terá proposto a criação de uma Comissão para realizar essas tarefas.

Na notícia do Sol é indicado o número de infracções em cada radar; os números variam muito entre os 29.907 do Túnel do Marquês até aos 377 da Av. das Descobertas. O prolongamento da Av. dos Estados Unidos da América, quanto a mim o caso mais evidente de inadequação do limite, registou 1.051 infracções.

O jornal citado refere ainda casos pontuais de vandalização dos radares, como protesto, em vários pontos da cidade.