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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Lombas redutoras de… velocidade?

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Texto da autoria do leitor Miguel Andrade

Ao contrário do que muitas pessoas bem intencionadas julgam, as lombas ditas redutoras de velocidade levantam uma série de problemas. Por alguma razão países que as implementaram antes de nós já compreenderam isso e procedem à sua remoção depois de terem verificado entre outras desvantagens que as lombas estão por vezes na origem dos próprios acidentes além de contribuírem para um aumento do consumo de combustível e portanto da poluição.
Além disso originam:

-Poluição sonora a qualquer hora do dia ou da noite particularmente sentidas se as lombas forem instaladas junto a residências, condenando e penalizando o inocente em vez do infractor.
-Desgaste e danos em viaturas como por exemplo o sistema de direcção que poderá vir a estar na origem de um acidente ou contribuir para ele.
-Vibrações provocadas pela passagem de viaturas pesadas e que afectam as construções.
-Desvalorização comercial dos imóveis situados nas proximidades.
-Acidentes provocados pelas próprias lombas devido ao efeito de hidroplanagem ou à mudança súbita de velocidade de alguns condutores quando se apercebem da sua presença.
-Sofrimento causado aos sinistrados transportados em ambulância. Podem ocorrer graves consequências por exemplo nos casos de lesões na coluna ou no transporte de grávidas.
-Atraso na marcha de viaturas de socorro. (Policia, bombeiros, ambulâncias, etc.)
-Rampa para ”cavalinhos” para algumas motos e moto4, podendo originar um acidente.

São estas lombas que impedem um veículo desgovernado, em que o condutor não consegue ou não pode controlar a sua viatura, de atropelar um peão mesmo que este se encontre numa passadeira no passeio ou no meio da estrada ?
Após a passagem da passadeira uma viatura rapidamente consegue readquirir uma velocidade elevada. Se o objectivo é proteger os peões numa grande extensão devido à inexistência de passeios então por absurdo teriam que as colocar de 10 em 10 metros. Entre outras coisas também não foram feitas para substituir passeios.
Acontecem atropelamentos em passadeiras mal sinalizadas e com pouca visibilidade para peões e condutores mas alguns responsáveis pela colocação destas lombas ignoram estes factores e espalham-nas como se fossem uma panaceia.
A prevenção deveria começar pela educação e pela colocação de passadeiras bem sinalizadas em locais com boa visibilidade para condutores e peões.
Atropelamentos, acidentes, excessos de velocidade, vias estreitas, mal iluminadas, locais perigosos, etc. acontecem e existem um pouco por todo o lado. A solução é colocar lombas em todos os locais? Só em alguns? Com que critério? Gostaria de ter uma lomba destas à porta de sua casa a dois ou três metros de distância e deixar de ter sossego a qualquer hora do dia ou da noite? Não creio que gostasse, mas alguns dos que as mandam colocar são insensíveis a isso. O tão apregoado ar puro e sossego não é para todos e as lombas lá vão sendo instaladas a pedido.

Quem se responsabiliza pelos danos causados pelas Lombas Redutoras de “Velocidade”?

A tudo isto deixo ainda um desafio às autoridades responsáveis:
Quantas vezes um veiculo tem que passar nestas lombas até perder a pressão de ar nos pneus para que deixe de circular em condições de segurança?
Mandar colocar lombas não requer grande inteligência mas encontrar soluções alternativas como rotundas, sinalização luminosa ou "chicanes" como fizeram nas corridas de velocidade dá mais trabalho mas é mais eficaz.
Quatro crianças foram atropeladas em Março de 2008 quando atravessavam numa passadeira “protegida” por uma destas lombas na região do Porto.

Não consigo compreender é que apesar deste ser um assunto tão sério que nos afecta a todos, continue sem legislação.

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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Multas por uso de faixas reservadas a transportes públicos disparam em Lisboa

Público 25.07.2008

A utilização abusiva dos espaços reservados à paragem e circulação dos transportes públicos em Lisboa valeu cinco mil autuações no primeiro semestre deste ano, aproximando-se do número de multas passadas durante todo o ano de 2007.
Segundo a transportadora Carris, nos primeiros seis meses de 2008 a Polícia Municipal aplicou 4640 autuações por estacionamento ilegal junto a paragens de autocarros e circulação indevida nos corredores bus. Em 2007, os três veículos do serviço de fiscalização, que também pode ser accionado pelos cidadãos, conduziram à aplicação de 5725 multas por uso das zonas afectas aos transportes públicos. O serviço Vigilantes é constituído por viaturas Smart e são conduzidas por um controlador de tráfego da Carris.
Ao seu lado segue um agente da Polícia Municipal, que desencadeia os procedimentos legais relacionados com as infracções. Estas equipas patrulham as zonas mais problemáticas da cidade de segunda a sexta, entre as 8h00 e as 18h00.
Desde que o serviço arrancou, 2004, a Polícia Municipal autuou 17.304 veículos. Os corredores bus constituem uma parcela pouco significativa na rede da Carris - 66 quilómetros num total de 670, ou seja, menos de 10 por cento.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Junta de São Roque pede demissão de Director Regional das Estradas


O Presidente da Junta de Freguesia de São Roque pediu ontem a demissão do Director Regional das Estradas, Paulo Menezes. Em causa está o facto de a autarquia ter pedido em Setembro do ano passado para que fossem colocadas Lombas Redutoras de Velocidade (LRV) nas 1ª e 2ª ruas do Terreiro, e da Direcção Regional de Estradas (DRE) ter entendido que tal só pode acontecer caso o pedido seja formulado na forma de abaixo-assinado, devendo no cabeçalho de todas as páginas constar a seguinte frase: ´Apesar de ter tomado conhecimento de todos os inconvenientes que as LRV originam e que as assumo na íntegra, solicito a V. Exa. a implantação das mesmas´.
Gilberto Rodrigues, Presidente da Junta de Freguesia, reafirma que as lombas são necessárias, uma vez que o pedido foi feito tendo por base o facto de haver naquelas ruas alguma insegurança para os peões, pois alguns condutores não respeitam a velocidade recomendada e há mesmo "ultrapassagens perigosas junto das pessoas que circulam na rua sem passeios".
Da parte da DRE, a justificação para a não colocação de lombas a não ser com abaixo-assinado deve-se ao facto de as mesmas poderem trazer problemas sonoros, principalmente durante a noite; de poder provocar fissuras nas casas, devido à vibração que as lombas originam; e ainda por serem um incomodo para todos os condutores que circulam à velocidade recomendada, com implicações ao nível da suspensão e do desalinhamento da direcção das viaturas.
Gilberto Rodrigues diz que no ofício que foi enviado à DRE era sugerido que fosse colocadas lombas, "por se considerar a medida mais eficaz para impedir os excessos de velocidade dos veículos conduzidos por condutores pouco preocupados com os moradores daquelas ruas".
Refere ainda o autarca que também em Setembro passado, a população mobilizou-se e organizou um abaixo-assinado que foi entregue na Junta de Freguesia, o qual foi enviado para a DRE, e no qual - assinado por quase todos os moradores - "também era sugerido a colocação de lombas".
Diz Gilberto Rodrigues que a resposta da DRE surge depois de uma intensa correspondência provocada pela Junta De Freguesia de São Roque, isto é, "foram todas as semanas enviados faxes do mesmo ofício".
O Presidente da Junta de Freguesia é de opinião que a DRE, qual "Pilatos da era moderna, quer lavar as mãos e passar as responsabilidades, que são suas, para o já sacrificado povo de São Roque", bem como com a sua decisão só manifesta preocupação "pelo bloco, cimento e afins, pelo ferro das viaturas, deixando para último plano a segurança das pessoas que vivem há anos nas ruas que têm sido palco frequentes de espectaculares e mortais acidentes".
Gilberto Rodrigues opina que ao povo de São Roque para garantir a sua segurança só cabe uma responsabilidade: pagar os impostos", mas a DRE, "rodeada de técnicos de várias categorias, não foi capaz de apresentar outra alternativa para o problema. Optou pela solução mais absurda e provocadora, obrigando a que cada morador se responsabilize pelos prejuízos que possam advir das lombas", remata o autarca.

11.01.2008

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Esta coisa das lombas "a pedido" é uma forma de "justiça popular" ou, por outras palavras, fazer justiça pelas próprias mãos com prejuízo de inocentes.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Não a uma Baixa semeada de lombas

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(clique na inagem para ampliar)

...foi ontem anunciada a Operação Natal - Cidade Limpa e Segura, promovida pela câmara em parceria com a Unilever. Orçada globalmente em 48 mil euros, na sua vertente relativa à mobilidade a campanha traduz-se na pintura de novas passadeiras, repintura de outras, colocação de bandas redutoras de velocidade e alteração do modelo de gestão de tráfego (temporização dos semáforos) na Baixa.

DN, 13.11.2007

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Como se pode verificar no mapa preparam-se para encher a Baixa de lombas (usam o eufemismo bandas redutoras de velocidade).
É caso para perguntar se o local tem um historial de acidentes.
De acordo com o relatório da DGV,na Baixa de Lisboa,durante todo o ano de 2006 houve apenas nove acidentes com feridos hospitalizados por mais de 24 horas e nenhum morto.
Como se justifica então uma decisão como esta ?

Depois da semana fatídica em que se concentraram por mero acaso vários acidentes graves vemos os políticos, quer nas autarquias quer no governo, pressionados pelos fundamentalistas e pelo sensacionalismo da imprensa, a tomar medidas de qualquer maneira para evitarem ser responsabilizados pelos acidentes.

Neste caso, sem qualquer justificação baseada na experiência, vai-se:

- gastar recursos que teriam melhor aplicação preventiva
- descaracterizar e desertificar ainda mais a Baixa de Lisboa
- atentar gravemente contra a mobilidade
- degradar mecanicamente milhares de veículos
- afectar a saúde de milhares de ocupantes dos veículos (grávidas, doentes da coluna, etc)