terça-feira, 21 de outubro de 2008

A doença súbita ao volante

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Estatísticas recentes apontam para o facto de as doenças cardiovasculares e cerebrovasculares serem responsáveis pela morte anual de 40.000 pessoas em Portugal como foi frisado no dia 28 de Setembro de 2008, aquando das comemorações do "Dia Mundial do Coração”.

Já aqui tenho referido a minha convicção da insuspeitada influência das indisposições súbitas dos condutores nos acidentes de viação. Um caso recente que tive oportunidade de presenciar leva-me a voltar a este assunto.

Façamos umas contas simples a partir dos 40.000 aacidentes cardiovasculares e cerebrovasculares acima referidos:

- Se cada português, em média, estiver ao volante 20 minutos por dia então é provável que desses 40.000 problemas de saúde 1.100 ocorram na estrada.

- Se desses 1.110 casos trinta por cento produzir perda de consciência ou de controle dos movimentos então estamos perante cerca de 350 acidentes graves potenciais.

O problema na prevenção é que, em grande parte, estes acidentes são imprevisíveis e a sua verdadeira causa não chega sequer a ser reconhecida.
Nas estatísticas acabarão por figurar como casos de excesso de velocidade, distracção ou adormecimento ao volante.
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1 comentário:

Miguel Andrade disse...

Naturalmente,o excesso de tensão ao volante potenciam o despoletar de um caso clinico latente.
Não faz parte do ensino nas escolas de condução, mas devia fazer.
Os melhores pilotos de competição incluindo naturalmente os de Formula 1 obtêm os melhores resultados com uma condução concentrada, mas calma, reagindo melhor a qualquer imprevisto, sem estar constantemente numa guerra frenética com o volante, os pedais, retrovisores e os outros condutores.
Se para eles resulta a mais de 300Km/h...